<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443</id><updated>2012-02-02T17:44:36.766-08:00</updated><category term='DA COLONIZAÇÃO À EMANCIPAÇÃO (1870-1953): Uma breve História de Nova Venécia'/><category term='A Casa de Pedra do Perletti'/><category term='13 de Junho: A devoção a Santo Antônio no Córrego da Serra'/><category term='Vale do Pip-Nuk o “Canaã Veneciano”: Vestígios de uma saga de 117 anos (1892-2009)'/><category term='101 Anos de São Roque do Pip-Nuk (1908-2009): A religiosidade popular no Canaã Veneciano'/><category term='Conheça os Patrimônios Naturais e Paisagísticos de Nova Venécia protegidos por lei municipal.'/><category term='[Um ARQUIVO PERMANENTE não se constrói por acaso]'/><category term='200 anos de guerra contra botocudos'/><category term='Era uma vez o &quot;Casarão dos Escravos&quot;'/><category term='Qual a importância de um Arquivo Público Municipal para Nova Venécia?'/><category term='Que bens culturais [edificados] devem ser preservados?'/><category term='Biblioteca Pública Municipal “Dr. Eduardo Durão Cunha”:Há 42 ANOS na História de Nova Venécia.'/><category term='Como solicitar o tombamento de um bem cultural [edificado]?'/><category term='Casa de Pedra do Perletti também pode sediar Museu do Café'/><category term='56 ANOS DE EMANCIPAÇÃO: Um presente para Nova Venécia'/><category term='Mestre de Folia de Reis de Nova Venécia é premiado na Edição 2009 do Prêmio &apos;MESTRE ARMOJO DO FOLCLORE CAPIXABA&apos;'/><category term='Parecer do CEC sobre a restauração da Casa de Pedra do Perletti'/><category term='As origens do Bairro “Padre Gianni Bartesaghi” (1997-2000)'/><category term='Decreto Municipal Nº 1.302 de 15/07/1988. Declara imune de corte a &quot;Mangueira&quot; localizada no centro da Rua Salvador Cardoso'/><category term='Conversa sobre “lendas venecianas” na EMEF Dr. Adalton Santos'/><category term='SAGARANA O DUELO o sertão mineiro de Guimarães Rosa vivo no interior do ES'/><category term='Lei nº 2.514/2001 - Criou o Coselho Municipal de Cultura de Nova Venécia'/><category term='CONSTÂNCIA DE ANGOLA: Mulher Mãe e Guerreira do vale do Cricaré'/><category term='08 de Outubro: Mangueira da Rua Salvador Cardoso completa 94 anos'/><category term='GAMELEIRA na APA da Pedra do Elefante é alvo de vândalos'/><category term='A Mangueira da Rua Salvador Cardoso'/><category term='DARCILITO: O último adeus'/><category term='Os tesouros da Matriz (I): As esculturas do italiano Carlo Crepaz'/><category term='Prefeitura realiza 1ª Seminário de Políticas Públicas para a Cultura de Nova Venécia'/><category term='Ciclo de palestras sobre a História Veneciana destaca a importância da preservação do patrimônio cultural para a construção da identidade regional'/><category term='Nova Venécia Terra de diversidade cultural'/><title type='text'>PROJETO PIP-NUK</title><subtitle type='html'>Criado em 1992, tem por objetivo a identificação, preservação, pesquisa e difusão do Patrimônio Ambiental &amp;amp; Cultural (material e imaterial) do município de NOVA VENÉCIA no norte do Estado do ESPÍRITO SANTO.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-3770958418810666950</id><published>2011-04-05T17:24:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T18:54:49.790-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As origens do Bairro “Padre Gianni Bartesaghi” (1997-2000)'/><title type='text'>As origens do Bairro “Padre Gianni Bartesaghi” (1997-2000)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zvPVcms1Npo/TZu4nzxbW3I/AAAAAAAAArc/YCrXlhPtH0Q/s1600/Fotos_5.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592266356362533746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-zvPVcms1Npo/TZu4nzxbW3I/AAAAAAAAArc/YCrXlhPtH0Q/s400/Fotos_5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Aspecto do bairro Padre Gianni por volta do ano 2000. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Foto impressa na revista "&lt;em&gt;NOVA VENÉCIA 800 OBRAS: órgão informativo da Prefeitura Municipal de Nova Venécia-ES&lt;/em&gt;", pág. 11. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Por &lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt;* &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve um tempo em que o terreno onde se localiza o bairro “Padre Gianni”, como é popularmente conhecido, já serviu de aterro sanitário (lixão municipal). Foi no ano de 1991 quando o ex-prefeito de Nova Venécia, Walter De Prá, cumprindo o disposto na Lei Orgânica de Nova Venécia, transferiu para o local, o antigo lixão que se localizava as margens do rio Cricaré, em terreno impróprio, nas imediações do Ginásio Poli Esportivo, em local oposto ao de captação de água da estação de tratamento da CESAN. Naquela época, o terreno escolhido, medindo 148.410 m2, situado na localidade de “Córrego Bonfim”, encontrava-se fora do perímetro urbano da cidade de Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somente em 1997, na administração do ex-prefeito Francisco Diomar Forza, o aterro sanitário-lixão deixou de funcionar naquele local, sendo transferido para onde se encontra atualmente, às margens da Rodovia Nova Venécia-Vila Pavão. Por meio da Lei 2.204 de 11 de Julho de 1997 se oficializou a mudança de função do terreno que, a partir daquele ato legal, destinou-se a construção de unidades habitacionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O loteamento projetado foi denominado provisoriamente de “Bairro Municipal IV”, no qual, as casas populares começaram a ser edificadas. Ainda em 1997, por meio da Lei 2.217 de 24 de setembro, o novo bairro recebeu o nome de “Padre Gianni Bartesaghi”, homenagem a um italiano, missionário comboniano, que foi pároco entre 1978-1983, em Nova Venécia, e que, como seu último desejo, escolheu ser sepultado na cidade em 1991. Chamamos a atenção para destacar o incentivo do padre Gianni ao desenvolvimento da comunidade Ascensão do Senhor, cuja igreja, fôra construída com auxílio da paróquia de São Marcos, entre 1979-1981, no que foi o &lt;strong&gt;primeiro bairro de casas populares&lt;/strong&gt; de Nova Venécia, o bairro COHAB, hoje conhecido pelo povo como: bairro Ascensão. Ironicamente, o saudoso padre Gianni, faleceu no mesmo ano em que, o terreno, onde mais tarde ergueu-se o bairro com seu nome, foi transformado em lixão municipal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592263585044016018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-OAzpTbyqmQQ/TZu2Gfzmq5I/AAAAAAAAAq0/Q1_hkbU11iA/s320/HPIM1229.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O padre Gianni Bartesaghi nasceu na Itália em 05/02/1929 e faleceu em 19/01/1991, sendo sepultado no Cemitério Senhor do Bonfim e, anos depois, seus restos foram transladados para o Mausoléu dos Combonianos no Cemitério São Marcos. Reprografia de foto em porcelana feita por Rogério Frigerio Piva, 20/03/2010&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conforme Kim Campos, em artigo publicado na revista “Memória Legislativa: Edição comemorativa do cinqüentenário de Nova Venécia-ES”, no ano de 2004, à página 07, ao falar das ações realizadas pelo padre comboniano Bruno Tonolli, à frente da paróquia de São Marcos, entre 1996 e 2002, destaca que &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“(...) em dezembro do mesmo ano [1997] inaugurou 40 casas populares no bairro padre Gianni Bartesaghi, sendo 10 feitas pela prefeitura e 30 pela Paróquia.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Segundo esta informação sabemos que, apesar do conjunto habitacional do bairro Padre Gianni ter sido um empreendimento da administração municipal, contou também com recursos da Igreja Católica no seu início. Desta forma, fica registrado que desde dezembro de 1997, as primeiras unidades habitacionais, num total de 40, já estavam prontas, a ponto de serem solenemente inauguradas pelo pároco de então, padre Bruno Tonolli.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 16 de dezembro de 1998, por meio da Lei 2.303, o conjunto habitacional teve oficializados os nomes de sua avenida e quatro ruas, que receberam, respectivamente, os nomes de: Avenida André Forza, Rua Alexandre Caliman, Rua Alderico Moreschi, Rua Antonia Maria Gonçalves e Rua Josefina Casa Grande Francischetto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592266348634249666" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-UwZ5zOgO4s0/TZu4nW-3GcI/AAAAAAAAArM/DEMX0Im6wd8/s400/Fotos_3.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aspecto de casas populares no bairro Padre Gianni por volta do ano 2000. Foto impressa na revista "NOVA VENÉCIA 800 OBRAS: órgão informativo da Prefeitura Municipal de Nova Venécia-ES", pág. 10. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na revista intitulada “NOVA VENÉCIA: 800 OBRAS”, órgão informativo da Prefeitura de Nova Venécia-ES, publicada pelo Setor de Comunicação Social da Prefeitura de Nova Venécia em 2000, à página 04, sob o título “Moradia é uma realidade” encontramos as seguintes informações sobre o bairro que nascia:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em pouco mais de três anos a atual administração construiu 127 casas para famílias de baixa renda (...), dando assim moradia digna para muita gente que não tinha onde morar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Prefeitura criou um novo bairro de casas populares, chamado Padre Gianni. O bairro está muito bem estruturado, com água, energia e rede sanitária. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi o primeiro bairro de Nova Venécia a receber esgoto tratado, começando a acabar assim com a poluição do Rio Cricaré.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As casas construídas pela Prefeitura têm dois quartos, sala, cozinha e banheiro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da citação que transcrevemos na íntegra, a publicação de 20 páginas, trazia estampadas cerca de cinco fotos coloridas mostrado aspectos das novas casas edificadas. E como, na realidade, era um catálogo das “ditas” 800 obras realizadas ou iniciadas na gestão do ex-prefeito Francisco Diomar Forza (1997-2000), foi publicada também na revista, a relação das famílias beneficiadas que receberam as 123 casas populares, o que entra em conflito com a informação da já citada página 4, onde, citam 127 unidades. Supomos que talvez as quatro unidades citadas além das 123 entregues, tenham ficado prontas, mas não haviam sido entregues até o momento daquela publicação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592266349792186114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MmjPERBP8rg/TZu4nbS7zwI/AAAAAAAAArE/IC_tKMWVknI/s400/Fotos_2.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aspecto de casas populares no bairro Padre Gianni por volta do ano 2000. Foto impressa na revista "&lt;em&gt;NOVA VENÉCIA 800 OBRAS: órgão informativo da Prefeitura Municipal de Nova Venécia-ES&lt;/em&gt;", pág. 04. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que não se perca sua memória, transcreveremos abaixo os nomes dos(as) pioneiros(as) do bairro Padre Gianni que encontramos registrados nas páginas 10 e 11 da revista:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;01. Beatriz Marques de Barcellos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;02. Cenira Francisca Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;03. Conceição Ap. Neves Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;04. Devanir Fonseca&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;05. Ediana Dias da Silva Ramos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;06. Edinalva dos Santos Manoel&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;07. Edma Lopes de Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;08. Enivalda Pereira dos Reis&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;09. Euzineia Atanazio de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;10. Geralda Genuária Rosa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;11. Inez Ribeiro Siqueira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;12. Ireni Giacomini dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;13. José Anacleto Correia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;14. José Carlos Martins&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;15. Lucia Fabem da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;16. Mª das Graças B. Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;17. Maria A. Correa Braz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;18. Maria Alves Matos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;19. Maria Antonia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;20. Maria Ap. Alves de Souza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;21. Maria da Penha Marques&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;22. Maria da Penha Pereira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;23. Maria da Penha Pereira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;24. Maria Dajuda dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;25. Maria Helena P. de Andrade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;26. Maria Margarida de Jesus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;27. Maria Rodrigues Pena&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;28. Marilza Neves Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;29. Marina de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;30. Natalina Ferrari Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;31. Natanael Furtado Venturin&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;32. Nilda da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;33. Odila Bento de Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;34. Quitéria Ferreira da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;35. Raimundo Pinto da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;36. Roque Batista Matos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;37. Rosa Gomes da Mota&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;38. Rosalina Chaefer Vinturino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;39. Sandra Puttin Teodoro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;40. Sônia Maria Nunes Ortelan&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;41. Sônia Mendes Farias&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;42. Valdir Felberg&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;43. Vanilda da Conceição&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;44. Vanuza Vilella&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;45. Vilma de Almeida dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;46. Zilma Gonçalves de Almeida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;47. Alzenira T. da Conceição&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;48. Ana Cristina Giacomini Alberto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;49. Anderson Barollo Pires&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;50. Aparecida Rosa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 289px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592266353354917634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-s-ajn6pgmi4/TZu4nokWxwI/AAAAAAAAArU/YkStaXp3U2I/s400/Fotos_4.jpg" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cadastramento de moradores para o bairro Padre Gianni entre 1997-2000. Foto impressa na revista "&lt;em&gt;NOVA VENÉCIA 800 OBRAS: órgão informativo da Prefeitura Municipal de Nova Venécia-ES&lt;/em&gt;", pág. 10.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;51. Mirian Dias Cândido&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;52. Célia Maria dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;53. Cenira Pereira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;54. Dativo Martins Dias&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;55. Edson Timoteo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;56. Elenildes Correia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;57. Elizabeth Matias dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;58. Feliziana da Silva Macedo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;59. Ilma A. Cardoso dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;60. João Ferreira de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;61. Joaquim Benedito Filadelfia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;62. José Marcos da Silva Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;63. Kátia Rocha Santana&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;64. Laurides Fonseca Silva (Bira)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;65. Leide Batista da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;66. Luzia Cheroto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;67. Maria de Fátima Souza Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;68. Maria de Fátima Moreira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;69. Maura Fanticelli Pereira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;70. Neide Maria Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;71. Paulo Reges Pandolfi&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;72. Pedro C. dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;73. Pedro Salvador&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;74. Regiane dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;75. Rosa Aurea R. de Souza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;76. Rosalina de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;77. Rosemeri de Souza Machado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;78. Santa Marinho da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;79. Sebastião Rodrigues Medina&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;80. Silvana Lima de Almeida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;81. Vanuza Venâncio Procópio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;82. Vicenti de Paula da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;83. Zenilda da Penha Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;84. Zildete P. L. dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;85. Zuleide Morais Machado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;86. Alzira F. dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;87. Ana Maria de Oliveira Palácio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;88. Angela Maria Elias&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;89. Antonia Alves dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;90. Aparecida Alves da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;91. Beatriz Machado Correia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;92. Brás Alves de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;93. Celina dos Santos Cunha&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;94. Clemilda Batista da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;95. Eliane Oliveira Gomes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;96. Ivanete Cesarina&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;97. João Ferreira dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;98. Júlia Márcia Fernandes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;99. Juscelino O. dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;100. Luiza Gomes de Almeida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;101. Luzinete Pereira da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;102. Manoel Batista Nascimento&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;103. Maria da Penha A. Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;104. Maria da S. Lisboa Fernandes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;105. Maria das Graças A. Pereira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;106. Maria de Fátima J. Barreto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;107. Maria Djanira R. Amaral&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;108. Maria Eloisa Fran. Fonseca&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;109. Maria Eunice dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;110. Maria Rosa de Jesus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;111. Marta Zanon Puttin&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;112. Moaci Soares Benedito&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;113. Nair B. Filadelfia Sena&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;114. Nair Teixeira dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;115. Natalino Pimenta&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;116. Neuza Thomé Gomes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;117. Odete Pereira dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;118. Reinaldo Rodrigues Pinas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;119. Rosalina V. Nascimento&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;120. Solange Gomes da Silva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;121. Valci Pereira dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;122. Walmir de Araújo Santana&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;123. Zenilda da Penha dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na relação publicada na revista a numeração inicia em 522 e termina em 644, tendo em vista que cada unidade habitacional foi considerada uma das “800 obras” realizadas por aquela administração. Chamamos a atenção para observar que a grande maioria dos chefes das famílias listadas, na relação acima, é de mulheres. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também encontramos à página 13 da mesma publicação uma "Relação de Obras por Bairros", onde, no Bairro Padre “Gianne” são destacadas: “&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1- Construção de 144 casas populares; 2 – Construção de rede de tratamento de esgoto; 3 – Construção de energia elétrica; Instalação de telefone/água&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”. Mais uma vez observamos o número de unidades oscilando de 123 para 144. E questionamos: será que no cálculo estão incluídas as 30 casas construídas com recursos da Igreja Católica? Somente os documentos da administração municipal poderão dar uma precisão a esta informação, o que demandará uma pesquisa mais detalhada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592266344646838306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-dOD63OhXH3o/TZu4nIIMCCI/AAAAAAAAAq8/Mj267TbkRpk/s400/Fotos_1.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aspecto de casas populares no bairro Padre Gianni por volta do ano 2000. Foto impressa na revista "&lt;em&gt;NOVA VENÉCIA 800 OBRAS: órgão informativo da Prefeitura Municipal de Nova Venécia-ES&lt;/em&gt;", pág. 01.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas escassas notícias que colhemos aqui e acolá, de um bairro relativamente novo na paisagem urbana de Nova Venécia, como o “Padre Gianni”, servem de exemplo para mostrar que, mesmo o nosso passado mais recente, tem muita história prá contar, o que denuncia a falta que faz ao município um Arquivo Público Municipal que poderia e deveria evitar a perda dos registros de nosso passado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste ano de 2011, o bairro “Padre Gianni Bartesaghi” está completando seu 14º aniversário. Surgiu como solução habitacional para atender às famílias carentes de Nova Venécia. Para aquelas famílias que tiveram, no bairro, a realização do sonho da casa própria, hoje, ainda resta lutar pela melhoria da infra-estrutura urbana e assim, poder usufruir de uma verdadeira qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt; é natural de Nova Venécia. Historiador graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Pesquisa sobre a História de Nova Venécia desde 1992. Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Trabalhou por 10 anos no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo onde ocupou diversos cargos. Atualmente é Professor de História da Escola Municipal de Ensino Fundamental Tito dos Santos Neves. Desde 2008 mantém o blog: Projeto Pip-Nuk, com vasto material sobre a História e o Patrimônio Natural e Cultural Nova Venécia: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.projetopipnuk.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.projetopipnuk.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-3770958418810666950?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/3770958418810666950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=3770958418810666950' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3770958418810666950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3770958418810666950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2011/04/as-origens-do-bairro-padre-gianni.html' title='As origens do Bairro “Padre Gianni Bartesaghi” (1997-2000)'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zvPVcms1Npo/TZu4nzxbW3I/AAAAAAAAArc/YCrXlhPtH0Q/s72-c/Fotos_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-6479626547512986462</id><published>2011-03-26T06:24:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T04:01:22.997-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os tesouros da Matriz (I): As esculturas do italiano Carlo Crepaz'/><title type='text'>Os tesouros da Matriz (I): As esculturas do italiano Carlo Crepaz</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tGX0pt_SHoE/TY3vkz6a3aI/AAAAAAAAApM/LDMgKK3W0pA/s1600/HPIM1777.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588386128326221218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-tGX0pt_SHoE/TY3vkz6a3aI/AAAAAAAAApM/LDMgKK3W0pA/s320/HPIM1777.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;IGREJA MATRIZ DE SÃO MARCOS. Edificada entre 1961-1965 por meio de doações feitas pelos moradores do município. Situa-se na Praça São Marcos no Centro da cidade de Nova Venécia e foi a primeira do município a possuir estilo moderno. Diz-se que sua arquitetura foi inspirada em uma igreja de Vicenza, na região do Vêneto, norte da Itália. Possui magníficos vitrais e imagens do Cristo Crucificado e do padroeiro São Marcos, em tamanho natural, esculpidas em madeira pelo escultor italiano Carlos Crepaz. A Matriz de São Marcos guarda ainda, em sua fachada, que representa as tábuas da Lei, dadas por Deus à Moisés, uma escultura em auto-relevo de bronze do Leão Alado de São Marcos, presente do Governo Italiano Facista de Mussolini dado a Colônia de Nova Veneza em Santa Catarina e, erroneamente, recebido em Nova Venécia no ano de 1925. Foto: Rogério Frigerio Piva, 19/02/2009. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com esta postagem estamos iniciando uma série que pretende identificar as obras de arte sacra que compõem a Igreja Matriz de São Marcos, construída entre 1961-1965, no centro da cidade de Nova Venécia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Por &lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o Pe. Carlos em seu livro “&lt;strong&gt;História da Paróquia de Nova Venécia&lt;/strong&gt; (FURBETTA : 1982 , pp. 47-54)”, foi no “governo” do terceiro vigário, Pe. Fiovo Camaioni (1960-1966), que se deu a construção da nova igreja matriz de São Marcos, levada a efeito pelos missionários combonianos e os fiéis católicos entre 1961-1965. Hoje para quem vive ou visita Nova Venécia é impossível não notar o majestoso templo erguido à moda antiga, como a lembrar o traçado clássico das antigas cidades greco-romanas. Erguendo-se a oeste de uma esplanada, existente no cume de um morro, localizado no coração da cidade, identificado popularmente como “Morro da Matriz”, como a lembrar uma típica acrópole grega, encontra-se a igreja de São Marcos e seus tesouros artísticos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Destes, por hora, vamos nos ocupar das esculturas em madeira presentes no presbitério representando São Marcos - o padroeiro, e o Cristo Crucificado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588386123117167202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-szT-hp2LEy8/TY3vkggfAmI/AAAAAAAAApE/aCVfqP2aFkQ/s320/HPIM4138%2Bmod.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A imponente escultura sacra de São Marcos, obra de Carlo Crepaz, presente desde 1963 na Igreja Matriz onde é padroeiro. Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/03/2011.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez é o Pe. Carlos Furbetta quem nos informa: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;em&gt;Enquanto a obra&lt;/em&gt; [da construção da Matriz] &lt;em&gt;sobe,&lt;/em&gt; [o vigário, Pe. Camaioni] &lt;em&gt;planeja o futuro. A 29 de julho&lt;/em&gt; [de 1962] &lt;em&gt;organiza uma campanha extra na cidade para a nova grande imagem em madeira de São Marcos, encomendada ao escultor italiano, radicado em Vitória, Carlos Krepas;&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt; (1982, p. 53). E, mais adiante, na mesma página complementa: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;em&gt;Para a festa de São Marcos 1963 chega a nova magnífica imagem e são colocados na grande nave os bancos novos...&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt; (FURBETTA: 1982, p. 53).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588386120836601730" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Km9W2NrUSPs/TY3vkYAwV4I/AAAAAAAAAo8/GmBfB1NaMdM/s320/HPIM4152.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Detalhe da escultura de São Marcos. Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/03/2011. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com estas poucas linhas, o nosso saudoso Pe. Carlos Furbetta nos revela a autoria e a data da imagem que ainda hoje adorna o presbitério e impressiona a fiéis e visitantes quando se observa a riqueza de detalhes de uma escultura que parece que vai tomar vida e descer do altar a qualquer momento.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588386112704038450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5ocTl_8OtC0/TY3vj5tzRjI/AAAAAAAAAo0/iIXzEZlm1fk/s320/HPIM4151.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A riqueza de detalhes da escultura de São Marcos que parece que vai tomar vida e descer do altar a qualquer momento. Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/03/2011. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é somente quando aborda o “governo” do sétimo vigário, Pe. Pedro Baresi (1974-1977), que ele nos esclarece, detalhadamente, como estava organizado o altar-mor e nos faz nova revelação, sempre se baseando no livro de Tombo da Paróquia, que é sua fonte primária por excelência: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Reforma do presbitério da matriz&lt;/strong&gt;: De primeiro o presbitério se apresentava arquitetonicamente enfeitado por 5 arcos. A imagem de São Marcos estava colocada ao centro, num grande nicho situado no alto, acima do nível dos arcos. O sacrário estava numa arrumação meio provisória também no centro, abaixo do São Marcos e como que tapando, com a ajuda de cortinas, o arco central.&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt; (FURBETTA : 1982, p. 66).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após esta descrição onde podemos identificar onde estava a escultura de São Marcos desde 1963, ele fala da primeira modificação que sofreu o presbitério da Matriz: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;em&gt;Eliminamos os arcos e o nicho de São Marcos. No centro colocamos um grande crucifixo: o corpo de Cristo, dobro do natural, obra do escultor Carlos Krepas, é de madeira escura; a cruz que se apóia no chão e alcança em altura quase o forro, é de peroba clara. Tudo isso quer dizer que o Cristo é o centro da nossa fé e o centro da Igreja.&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt; (FURBETTA : 1982, P. 66). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis aí, a autoria da escultura do Cristo Crucificado existente, ainda hoje, no presbitério da matriz, o mesmo escultor que fez a imagem de São Marcos, Carlo Crepaz, também fez o Cristo Crucificado e, portanto, por estas notas, sabemos que a imagem do Cristo é, aproximadamente, mais de dez (10) anos mais nova que a de São Marcos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588383680768686018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-aJIt_o4o6A4/TY3tWWDOt8I/AAAAAAAAAos/aepLS-YZ2I8/s320/HPIM4142%2Bmod.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Cristo Crucificado passou a fazer parte do acervo sacro da Matriz de São Marcos entre 1974-1976. Mais uma vez a obra ficou a cargo do escultor Carlo Crepaz. Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/03/2011. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas para onde foi a imagem de São Marcos após aquela reestruturação? Prossigamos o relato: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;em&gt;Ao lado esquerdo da cruz, sobre grande consolo alto 1,70 m. sistematizamos o sacrário e, ao lado direito, sobre idêntico consolo, entronizamos a Bíblia. Esta arrumação quis indicar que Cristo nos deu duplo alimento: o de seu corpo, contido no sacrário, e o de sua palavra, contida na Bíblia. Ao canto direito do presbitério com a nave, sobre pedestal de um metro de altura colocamos a imagem do Padroeiro e, ao canto esquerdo, a imagem de Nossa Senhora. Esta arrumação quis significar que tanto Nossa Senhora como São Marcos são dois cristãos como nós, que, por terem seguido a Cristo mais perto, merecem a glória que desfrutam no céu e são para nós válidos protetores.&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt; (FURBETTA : 1982, p. 67).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há alguns anos, ainda sob a administração dos missionários combonianos, o presbitério sofreu mais uma alteração que lhe deu a feição atual que pode ser vista na foto abaixo. Mesmo assim, as imagens: a do Cristo “&lt;em&gt;centro da nossa fé e o centro da Igreja&lt;/em&gt;” que continua a ocupar o seu mesmo lugar, ladeado por São Marcos e a imagem de Nossa Senhora, já mencionada na década de 1970, da qual nos ocuparemos em outro momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588383667572566738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q3mr4nXgnBY/TY3tVk5B6tI/AAAAAAAAAok/Ro0ZH3TpEoo/s320/HPIM4147%2Bmod.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Composição atual do presbitério da Igreja Matriz de São Marcos com destaque para o Cristo e o São Marcos do escultor Carlo Crepaz. Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/03/2011. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São Marcos e o Cristo Crucificado, são duas imagens de madeira feitas pelo italiano Carlo Crepaz (ou “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Krepas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” como grafou o Pe. Carlos Furbetta) e foram feitas, respectivamente: a de São Marcos entre 1962-1963 e a do Cristo entre 1974-1976.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas e o escultor Carlo Crepaz, o que sabemos sobre ele?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem nos fala é a professora da Ufes, &lt;strong&gt;Almerinda S. Lopes&lt;/strong&gt;, Coordenadora de Pesquisa/multimídia para o portal “Espaço Cultural – Burle Marx” ( &lt;a href="http://www.sefaz.es.gov.br/painel/default.htm"&gt;http://www.sefaz.es.gov.br/painel/default.htm&lt;/a&gt; ) mantido pela SEFAZ – Secretaria de Estado da Fazenda do Espírito Santo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588381380580542834" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-qdcE7DYsC1g/TY3rQdLpCXI/AAAAAAAAAoc/rWfOd69xBhs/s320/carlocrepaz.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Carlo Crepaz viveu em Vitória por 33 anos&lt;/em&gt; (1951-1984). Imagem disponivel em 26/03/2011 no site: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661390"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661390&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlo Crepaz &lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;Nasceu em Ortisei&lt;/em&gt; [in Val Gardena] – &lt;em&gt;Dolomiti &lt;/em&gt;[Südtirol], [extremo norte da] &lt;em&gt;Itália, em 06 de abril de 1919 e faleceu na mesma cidade em 09 de setembro de 1992. Filho de Giacomo Crepaz e Adelinda Sotriffer. Escultor, pintor e professor. Em 1931, concluiu o curso de Arte na Escola de Belas Artes da cidade natal. Depois de se dedicar à escultura na Itália, onde expunha e recebia encomendas para obras públicas e privadas, decide transferir-se para o Brasil.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Em 1951 chega a Vitória, passando a professor de esculturas obras Pavonianas, no Santuário de Santo Antônio. Entre 1961 e 1981, leciona a disciplina de Modelagem e Escultura na antiga Escola de Belas Artes em Vitória, que ajudou a fundar e depois, no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo. Naturaliza-se cidadão brasileiro.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588381377309443762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PxVbqVN0aio/TY3rQQ_wBrI/AAAAAAAAAoU/yggxQGFpQjs/s320/carlocrepaz3.jpg" /&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O cenário urbano de Vitória conta com esculturas do artista, falecido em 1992.&lt;/em&gt; Imagem disponível em 26/03/2011 no site: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661390"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661390&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Em sua produção escultórica tem destaque a figura humana, especialmente os bustos de pessoas ilustres, além de figuras de temática sacra e vultos históricos. Seu estilo manteve-se sempre preso aos padrões clássicos, não revelando nenhum apreço pelas simplificações, geometrizações e estilizações modernistas. A pintura foi atividade paralela, mas secundária na carreira do artista, comparada à escultura. No entanto, deixou dois quadros de temática religiosa no Santuário de Santo Antônio: o santo pregando aos peixes e a mula ajoelhada diante do Santíssimo Sacramento (1952). Pelos serviços prestados, recebeu o título de cidadão vitoriense, em 1965. Em 1987, já aposentado, volta à Itália, falecendo na mesma cidade em que nasceu, em 1992&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Obras realizadas no Espírito Santo: "Índio Araribóia", 1959 (bronze); "Pietá"; anjos e batistério, Convento da Penha (Vila Velha); "Nossa Senhora da Vitória", (altar-mor da Catedral Metropolitana); Imagens de "D. Bosco", "Cristo Crucificado", "Nossa Senhora Auxiliadora" e busto do padre "Motti", na capela do Colégio Salesiano; busto de "Rui Barbosa", no Tribunal de Contas; busto do médico "Eurycledes de Jesus Zerbini", na Praça Ubaldo Ramalhete; "Monumento ao Imigrante", em Domingos Martins; "O Pescador", na Assembléia Legislativa; "Monumento ao Cel Antenor Guimarães", (1955); busto de Domingos Martins", no Palácio Anchieta; busto do Dr. Ubaldo Ramalhete Maia, na praça de mesmo nome; busto de Homero Massena, no Centro de Arte da UFES, entre outras. No Rio de Janeiro: "Anoitecer ", acervo do Museu Nacional de Belas Artes. São Paulo: "Grupo de Imigrantes", no Palácio do Café. Curitiba: "Cristo". Na Europa: "Cristo", 1936 (madeira), em Paris e Florença; "Papa Pio X", 1946 (no Vaticano), entre outras.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;FONTES: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ALVES JÚNIOR, José P. "As vozes dos bronzes", Revista do IHGES, n.º 20, 1959. FARIA, Willis de. Catálogo dos Monumentos Históricos e Culturais da Capital. Vitória, ARTGRAF, 1992. ASSIS, F. Eugênio de. "Efemérides Capixabas", recorte de jornal, s.p. e s.d., encontrado na caixa n.º 25 do acervo de Maria Stella de Novaes, no Arquivo Público Estadual." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Texto disponível em 26/03/2011 no site: &lt;a href="http://www.sefaz.es.gov.br/painel/escul10.htm"&gt;http://www.sefaz.es.gov.br/painel/escul10.htm&lt;/a&gt;). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em 2006, uma exposição na Galeria Homero Massena e palestra, homenagearam Carlo Crepaz em Vitória, confira nos links abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;05/09/2006 – Cultura – &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vitória em Arte faz homenagem a Carlo Crepaz a partir desta terça (05)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661390"&gt;http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661390&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;06/09/2006 – Cultura – &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Galeria Homero Massena mostra Crepaz até 30 de setembro&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661438"&gt;http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99661438&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confira também portal italiano da terra natal de Crepaz:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ortisei.it/"&gt;http://www.ortisei.it/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-6479626547512986462?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/6479626547512986462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=6479626547512986462' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6479626547512986462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6479626547512986462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2011/03/os-tesouros-da-matriz-i-as-esculturas.html' title='Os tesouros da Matriz (I): As esculturas do italiano Carlo Crepaz'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tGX0pt_SHoE/TY3vkz6a3aI/AAAAAAAAApM/LDMgKK3W0pA/s72-c/HPIM1777.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-7408752053391124370</id><published>2011-03-17T16:50:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T17:28:15.342-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Casa de Pedra do Perletti também pode sediar Museu do Café'/><title type='text'>Casa de Pedra do Perletti também pode sediar Museu do Café</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Símbolo histórico da colonização italiana em Nova Venécia, a Casa de Pedra do Perletti, cujas obras de restauração estão em andamento, poderá sediar um Museu do Café.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585201382746740050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-1QRro7cxvpE/TYKfEOGj1VI/AAAAAAAAAn0/uHCgU_uQeEA/s320/casa1.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;A conclusão da restauração da Casa de Pedra do Perletti deverá ser até maio próximo&lt;/em&gt;. Foto Samuel Sabino, 14/03/2011. Imagem disponível em 17/03/2011 no site: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=373%3Acasa-de-pedra-tambem-pode-sediar-museu-do-cafe&amp;amp;catid=38%3Adestaques&amp;amp;Itemid=83"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=373%3Acasa-de-pedra-tambem-pode-sediar-museu-do-cafe&amp;amp;catid=38%3Adestaques&amp;amp;Itemid=83&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;strong&gt;Samuel Sabino&lt;/strong&gt; (Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Nova Venécia), publicado em 15/03/2011, às 13:26 no site oficial da Prefeitura de Nova Venécia: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A proposta partiu do vereador Otamir Carloni e do historiador Rogério Frigerio Piva, que fazem parte da comissão indicada pelo prefeito Wilson Japonês para acompanhar as obras de restauração com o objetivo de evitar a descaracterização do monumento, que é tombado pelo Conselho Estadual de Cultura desde 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O museu contará histórias política e econômica de Nova Venecia a partir da cultura cafeeira que até hoje sustenta a economia do município. “Nossa idéia é mostrar a vinda do imigrante italiano e do nordestino para trabalhar na lavoura cafeeira de forma interativa, apresentando exposições e outros recursos visuais”, explica Rogério Piva, que desde os anos 90 pesquisa sobre a história da Casa de Pedra do Perletti e hoje mantém um blog sobre o assunto, cujo endereço virtual é o seguinte: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.projetopipnuk.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;www.projetopipnuk.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, entretanto, a Casa de Pedra do Perletti vai abrigar um museu de acervo cultural de Nova Venécia, reunindo objetos, documentos, jornais e fotografias que contam a história social, política e econômica do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras de restauração estão em ritmo avançado e devem ser concluídas até maio próximo. A comissão vem acompanhando de perto os trabalhos, sugerindo algumas mudanças no projeto original. No telhado, por exemplo, foi negociada a colocação de um tipo de telha francesa bem parecido com o utilizado em 1925, época da construção do monumento que funcionou como abrigo de máquinas a vapor para pilar café e como ponto de venda de secos e molhados até a década de 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da Casa de Pedra do Perletti está sendo construído um anexo que conta com palco, auditório para 150 pessoas e dois banheiros. O local será utilizado para apresentações artísticas e culturais e palestras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585203607392253506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-iWlAbtLnaVg/TYKhFtjYdkI/AAAAAAAAAn8/Uh7lgQXWuHo/s320/casa.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O anexo conta com palco, auditório para 150 pessoas e dois banheiros&lt;/em&gt;. Foto Samuel Sabino, 14/03/2011. Imagem disponível em 17/03/2011 no site: &lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=373%3Acasa-de-pedra-tambem-pode-sediar-museu-do-cafe&amp;amp;catid=38%3Adestaques&amp;amp;Itemid=83"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=373%3Acasa-de-pedra-tambem-pode-sediar-museu-do-cafe&amp;amp;catid=38%3Adestaques&amp;amp;Itemid=83&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A restauração da Casa de Pedra do Perletti e a construção do anexo custarão R$ 526.730,42, recursos do Governo Federal, resultado de um convênio assinado entre a Prefeitura de Nova Venécia e o Ministério do Turismo. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=373%3Acasa-de-pedra-tambem-pode-sediar-museu-do-cafe&amp;amp;catid=38%3Adestaques&amp;amp;Itemid=83"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=373%3Acasa-de-pedra-tambem-pode-sediar-museu-do-cafe&amp;amp;catid=38%3Adestaques&amp;amp;Itemid=83&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-7408752053391124370?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/7408752053391124370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=7408752053391124370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/7408752053391124370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/7408752053391124370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2011/03/casa-de-pedra-do-perletti-tambem-pode.html' title='Casa de Pedra do Perletti também pode sediar Museu do Café'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1QRro7cxvpE/TYKfEOGj1VI/AAAAAAAAAn0/uHCgU_uQeEA/s72-c/casa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-8771119336765271921</id><published>2010-05-05T17:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T18:54:19.372-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prefeitura realiza 1ª Seminário de Políticas Públicas para a Cultura de Nova Venécia'/><title type='text'>Prefeitura realiza 1ª Seminário de Políticas Públicas para a Cultura de Nova Venécia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S-ITnW8dfxI/AAAAAAAAAdI/beXtD0Y6w50/s1600/HPIM0917.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467954464476200722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S-ITnW8dfxI/AAAAAAAAAdI/beXtD0Y6w50/s320/HPIM0917.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PATRIMÔNIO CULTURAL - IMATERIAL: Grupo de Folia de Reis "Sois Reis" herdeiro de uma tradição nordestina que remonta ao início do século XX, em Nova Venécia, em apresentação realizada no saguão da Prefeitura Municipal. Foto: Rogério Frigerio Piva, 21/12/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467954474684791842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S-ITn8-YPCI/AAAAAAAAAdQ/UFLY7ZnIbfQ/s320/HPIM0635.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PATRIMÔNIO CULTURAL - MATERIAL/ARQUITETÔNICO: Herança dos colonizadores das terras que atualmente compreendem o município de Nova Venécia, as antigas residências rurais construídas com esqueleto de madeira e paredes vedantes de estuque ou tijolos de adobe, ainda resistem no interior do município. Até quando??? Na foto uma das várias edificações que ainda podem ser apreciadas nas margens da estrada que corta o vale do Córrego do Refrigério, interior de Nova Venécia. Foto: Rogério Frigerio Piva, 22/11/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Creio que seja de interesse de todos aqueles que se preocupam e se dedicam ao fazer cultural, e em especial, ao nosso Patrimônio Cultural - material ou imaterial, participar do evento que se realizará na próxima segunda-feira (10/05) e que, na prática visa apresentar as leis que reestruraram o Conselho Municipal de Cultura e criaram o Fundo Municipal de Cultura. Tivemos oportunidade de conhecê-las na íntegra no site da Câmara Municipal (veja o link abaixo), mas questionamos o fato de não ter ocorrido nenhuma discussão com os "segmentos" interessados, antes do texto final ser aprovado. De qualquer forma, estaremos lá para ouvir e, somente depois, nos manifestar. Veja abaixo a nota que foi publicada no site da Prefeitura de Nova Venécia no dia 04/05/2010: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Nova Venécia&lt;/strong&gt; - A Secretaria Municipal de Cultura [e Turismo] convida todos os artistas venecianos que representam os seguimentos de música, artesanato, artes plásticas, dança, cultura negra, cultura italiana, folclore, capoeira, cinema, vídeo, fotografia, entidades socioculturais, patrimônio histórico, teatro e ativistas culturais para o 1° Seminário de Políticas Públicas que &lt;strong&gt;acontecerá no dia 10 de maio&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;a partir das 18h30&lt;/strong&gt;. Segue abaixo a programação completa do evento, que acontece &lt;strong&gt;na Câmara de Vereadores&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;br /&gt;18h30 – Recepção Performática (performance poética, música, literatura, artesanato, artes plásticas);&lt;br /&gt;19h00 – Abertura dos Trabalhos, composição da mesa, Hino Nacional;&lt;br /&gt;19h30 – Exposição Temática do Juiz de Direito Dr. Ronaldo Domingues de Almeida (Juridicidade dos programas públicos para a cultura);&lt;br /&gt;20h30 – Apresentação das Leis e processo organizacional (data de eleição do CMC, proposta de crédito suplementar especial para o FMC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição temática do Juiz de Direito&lt;br /&gt;Dr. RONALDO DOMINGUES DE ALMEIDA.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/banco/noticias.php?id=608"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/banco/noticias.php?id=608&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Consulte as novas leis municipais Nº 3007/2010 de 02 de Março de 2010 que criou o CMC - Conselho Municipal de Cultura e Nº 3006/2010 de 02 de Março de 2010 que instituiu o FMC - Fundo Municipal de Cultura no site da Câmara Municipal de Nova Venécia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cmnv.es.gov.br/norma_detalhe_resultado.asp?id_lei=4869&amp;amp;exibe=1"&gt;http://www.cmnv.es.gov.br/norma_detalhe_resultado.asp?id_lei=4869&amp;amp;exibe=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cmnv.es.gov.br/norma_detalhe_resultado.asp?id_lei=4851&amp;amp;exibe=1"&gt;http://www.cmnv.es.gov.br/norma_detalhe_resultado.asp?id_lei=4851&amp;amp;exibe=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467954488312317778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S-ITovvbx1I/AAAAAAAAAdg/Q9zOjSlG6Fc/s320/HPIM1308.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PATRIMÔNIO CULTURAL - IMATERIAL: Coral Italiano Augusto Zaché, que mantém vivo em nosso município um traço marcante da cultura dos imigrantes italianos - o canto de coro. Este ano (2010) o grupo completa 30 anos de presença na cultura veneciana. Na foto acima, em recente apresentação no município vizinho de Jaguaré. Foto: Regina Bis Lima, 10/04/2010.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467954481120246930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S-IToU8tfJI/AAAAAAAAAdY/GMuEZSj3xOc/s320/HPIM1770.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PATRIMÔNIO CULTURAL - MATERIAL/ARQUITETÔNICO: Poucos devem ter conhecimento, mas a edificação mostrada na foto acima é a mais antiga, ainda de pé, no centro da cidade de Nova Venécia. Construída entre o final do século XIX e o início do século XX ela pertenceu ao homem que, desde 1958, da nome ao logradouro onde ela se localiza: Salvador Cardoso, um dos pioneiros na colonização de Nova Venécia, descendente de tradicional família mateense. O mínimo que se espera do novo Conselho Municipal de Cultura, que será eleito em breve, é que ele possa desenvolver ações que assegurem a preservação e mesmo a restauração de edificações como esta, que são marcos da evolução urbana da cidade. Foto: Rogério Frigerio Piva, 19/02/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-8771119336765271921?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/8771119336765271921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=8771119336765271921' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/8771119336765271921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/8771119336765271921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2010/05/prefeitura-realiza-1-seminario-de.html' title='Prefeitura realiza 1ª Seminário de Políticas Públicas para a Cultura de Nova Venécia'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S-ITnW8dfxI/AAAAAAAAAdI/beXtD0Y6w50/s72-c/HPIM0917.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-1450295373674550377</id><published>2010-03-08T05:07:00.000-08:00</published><updated>2010-04-05T05:51:46.302-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONSTÂNCIA DE ANGOLA: Mulher Mãe e Guerreira do vale do Cricaré'/><title type='text'>CONSTÂNCIA DE ANGOLA: Mulher, Mãe e Guerreira do vale do Cricaré</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T9LIE1PGI/AAAAAAAAAXQ/xw24gKTiGuQ/s1600-h/Chienge%2520Muila%2520mulher%2520com%2520crianca%2520costas_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446256216985910370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T9LIE1PGI/AAAAAAAAAXQ/xw24gKTiGuQ/s320/Chienge%2520Muila%2520mulher%2520com%2520crianca%2520costas_jpg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Mulher de Angola com filho nas costas. Angola é um país na África Atlântica de onde foram arrancadas milhares de pessoas que vieram à força, trabalhar como escravos no Brasil. Imagem disponível em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.nossoskimbos.net/Etnografia/Povos/index.htm"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.nossoskimbos.net/Etnografia/Povos/index.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; acessada em 08/03/2010. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São &lt;strong&gt;Constâncias&lt;/strong&gt; que continuam perdendo seus filhos para os &lt;strong&gt;senhores&lt;/strong&gt;, queimados pelo mesmo fogo da discriminação e do preconceito, e que mais tarde voltam, também, irremediavelmente, para seus braços, mortos, como de costume...&lt;br /&gt;São meninos que choram, eternamente... São mães guerreiras que continuam lutando pelo direito à vida e, sobretudo, pela liberdade sonhada...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Maciel de Aguiar)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;Izabel Maria da Penha Piva&lt;/strong&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(colaboração Rogério Frigerio Piva)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Província do Espírito Santo, sertão de São Mateus, segunda metade do século XIX. Gritos se espalham pela paisagem composta por montanhas e um longo rio que corta a região, o Rio Cricaré. Seu nome quer dizer sonolento, dorminhoco, por suas águas tranqüilas que desembocam no mar. E sonolento, impassível, o rio escuta esse lamento. São gritos de dor. Uma mulher está acorrentada ao tronco e constantemente é chicoteada por afirmar que matará sua senhora. Nesse tronco há uma negra que não se dobra à dor das chibatadas. Que deseja a morte daquela que lhe imputou a pior dor que poderia uma mulher sentir. Não são chibatadas que lhe estraçalham a pele escura o motivo do lamento. Mas o filho que lhe foi arrancado dos braços maternais, e jogado em uma fornalha. Apenas por que, como criança que era, chorava. Apenas por que seu choro incomodava a sinhá. Esta em um momento de domínio total sobre a vida de seus escravos arrancou o bebê dos braços da mãe e lhe atirou na fornalha da fazenda. A mãe, açoitada e acorrentada ao tronco, grita e chora. É um grito de dor de mãe. É um grito de uma mulher. Seu nome: &lt;strong&gt;Constância de Angola&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Essa história, contada pelos descendentes de escravos da região do Vale do Cricaré, emoldura a saga da colonização da cidade de Nova Venécia, que, antes chamada de sertão de São Mateus, surgiu no vale do Rio Cricaré. São histórias de um povo que se misturava entre os sangues índio, negro, mineiro, nordestino e europeu. Da cidade de São Mateus, saíram os colonizadores, abrindo a mata, enviando seus escravos a abrir fazendas, a plantar cana-de-açúcar, café. Essa região recebeu montantes de italianos e outros povos europeus, além de migrantes nordestinos que também trabalhavam nas lavouras ou nas casas-grandes. Uma dessas casas foi o casarão sede da antiga Fazenda da Serra dos Aymorés, na atual localidade de Serra de Baixo, em Nova Venécia, conhecidos como Casarão dos Escravos, e que hoje desaparecido, permanece vivo nas memórias dos moradores mais antigos. São lembranças que, vindas da oralidade popular, deixam várias lacunas na História. Por exemplo, quem foi &lt;strong&gt;Constância de Angola&lt;/strong&gt;? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Segundo o pesquisador Maciel de Aguiar, em seu livro “Os Últimos Zumbis”, há registros (guardados no cartório do 1º Ofício de São Mateus) de uma escrava de nome Constância, “criola de cor parda, solteira” que foi comprada pelo Coronel Matheus Gomes da Cunha, irmão do Major Antonio Rodrigues da Cunha, o Barão de Aymorés, por volta de 1880. Enquanto o barão, além de possuir a fazenda “Cachoeiro do Cravo”, também abriu a fazenda “Serra dos Aymorés”, seu irmão Matheus Cunha era proprietário das fazendas “Cachoeiro do Inferno”, nas proximidades da cachoeira homônima no distrito de Nestor Gomes, em São Mateus, e a “Boa Esperança”, localizada em Serra de Cima, distrito sede de Nova Venécia. É possível então que Constância tenha sido levada para essa fazenda, aberta com o objetivo de cultivar café na segunda metade da década de 1870 e nova frente de produção daquele fazendeiro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446251863312231010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T5NtYI6mI/AAAAAAAAAW4/lPHWrrAuswY/s320/HPIM1158.JPG" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Casarão da Fazenda Cachoeiro do Cravo, às margens do braço sul do rio São Mateus ou Cricaré, no distrito de Nestor Gomes, São Mateus. Pertenceu ao Major Antônio Rodrigues da Cunha, depois agraciado com o título de Barão de Aymorés. Este local é testemunha do suplício de Constância, onde, próximo dali, jazem seus restos mortais. Foto: Rogério Frigerio Piva, 17/02/2010.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seguindo este pensamento os pesquisadores Maciel de Aguiar e Eliezer Nardoto situam o drama de Constância na Fazenda Boa Esperança e afirmam que esta se localizava na região do atual município de Boa Esperança, o que para eles explicaria a origem do nome. No entanto, há evidências documentais e orais, entre elas o processo da compra da terra denominada “Boa Esperança”, requerida pelo Sr. Coronel Matheus Gomes da Cunha, no ano de 1876, na região denominada Serra dos Aymorés, primeiro nome pelo qual Nova Venécia foi conhecida. A planta da propriedade foi medida pelo agrimensor Cassiano de Castro Nunes no ano de 1880. Considerando essa localização, a História de Constância, poderia ter se passado na região hoje conhecida como Serra de Cima, cortada pelo afluente do rio Cricaré, não por acaso chamado de “Córrego da Boa Esperança”, que nasce na Fazenda Santa Rita, localizada atrás da cadeia de pedras graníticas da qual faz parte a Pedra do Elefante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Matheus Cunha e seu irmão Antonio Rodrigues da Cunha, o Barão de Aymorés, abriam essas propriedades no intuito de plantar café. Nessas regiões conhecidas como o sertão de São Mateus, apenas davam continuidade a um projeto estabelecido para todo o sudeste do Brasil, a expansão das lavouras cafeeiras em vista da exportação desse produto para a Europa e os Estados Unidos. A economia brasileira se assentava em torno dos cafezais e colocava entre lavouras e terreiros, histórias de vidas de origem completamente distintas que se encontravam como escravos africanos, pobres italianos e retirantes nordestinos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Muitos outros relatos de cunho popular, tanto dos descendentes de escravos, como o de Lauro Santos, transformado em livro por Maciel de Aguiar, quanto dos descendentes de imigrantes italianos como das famílias Merlin, Pettene, Cadorin e de descendentes de retirantes nordestinos, como da família Galvão, afirmam ser nesse local (Serra de Cima) a antiga moradia da personagem de uma lenda corrente nas conversas dos mais antigos da região, a história da mulher que virou serpente. Essa mulher, identificada como Dona Lina, seria na verdade Francelina Cardoso Cunha, segunda esposa de Matheus Cunha e cunhada do Barão de Aymorés. O pesquisador Maciel de Aguiar a cita como a mulher que teria jogado o bebê de Constância no forno, retirando esse terrível acontecido da culpa de Dona Rita Cunha, mãe do Barão, como pensavam alguns moradores de São Mateus ou mesmo da Dona Theodózia Vieira da Cunha, esposa do Barão de Aymorés. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446254296687467218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T7bWaAWtI/AAAAAAAAAXI/3pnYNRRGn3o/s320/TMULO_~1.JPG" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um dos poucos vestígios arqueológicos do antigo "Cemitério Particular da Fazenda Boa Esperança" o túmulo visto na foto que tem ao fundo a Pedra do Elefante, seria da Senhora Francelina Cardoso Cunha, esposa do antigo proprietário da fazenda Coronel Matheus Gomes da Cunha. Segundo a lenda ela teria se tornado uma serpente após a sua morte. O lugar hoje é conhecido como Serra de Cima e ainda é cortado pelo córrego que evoca o antigo nome da fazenda: Boa Esperança. Infelizmente, o túmulo aqui visto hoje encontra-se destruido. Foto: Rogério Frigerio Piva, 1993.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lina Cunha, por ter feita tamanha crueldade com a criança, precisou ser retirada da fazenda e levada para a cidade de São Mateus, pois seus familiares temiam alguma represália dos escravos da propriedade. Mas sua fama de mulher má a acompanhou a ponto de afirmarem que ela, após a morte, teria se tornado uma serpente que assombrava os moradores da Serra de Cima. Tal assombramento só teve fim quando um bispo, após benzer o local, pediu a todos de Nova Venécia (na época denominada Barracão) que fechassem suas janelas voltadas para o rio Cricaré, e não olhassem as águas barrentas descendo ao mar após uma grande enchente. Dizem que a mulher, virada serpente desceu rio abaixo e desapareceu no mar. São lendas que corroboram as muitas histórias de sofrimento passadas por essa gente que colonizou o sertão de São Mateus.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Constância, fugiu da fazenda resguardada por um grupo de quilombolas liderados por Viriato Cancão-de-fogo, um dos líderes negros da região. Participou de várias lutas contra forças do governo e capitães-do-mato, em favor da libertação de seu povo. Sofreu emboscada, foi presa, surrada em praça pública, e novamente libertada por Viriato Cancão-de-fogo que “invadira a prisão de São Mateus durante os festejos do padroeiro, na hora da procissão”, ainda segundo Maciel de Aguiar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tempos após a fuga, Constância se deparou com um velho inimigo, José de Oliveira, que na época da morte de seu filho era feitor na fazenda de Matheus Cunha. Agora capitão-do-mato, adquirira o apelido de “Zé Diabo”. A luta entre os dois se deu na região conhecida como Piaúna, braço norte do Rio Cricaré ou São Mateus. Constância morreu nessa luta, porém seu algoz também teve seu fim. As matas da região foram testemunhas da sangrenta luta entre os dois, contada mais tarde pelos ex-escravos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Constância, conhecida pela alcunha “d’Angola” ou “de Angola”, referência a região de onde vinha ou onde vivia tribo da qual descendia na África, foi enterrada no cemitério dos escravos da Fazenda Cachoeiro do Cravo, pois esse era seu desejo, já que as cinzas de seu bebê teriam sido ali depositadas, com o consentimento do Major Antônio Cunha. O local, de rara beleza, guarda ainda a lembranças desse tempo de escravidão, tristeza e dor. Mas precisa ser preservado. As histórias não podem ser esquecidas. É preciso gritar aos quatro ventos que há tempos atrás uma mulher tornou-se guerreira e líder de um povo em busca de libertação. E essa história aconteceu tão perto de nós.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446250724641559426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T4Lbf5U4I/AAAAAAAAAWw/j3BEUUSyUFQ/s320/HPIM1184.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Vista do muro do antigo "Cemitério Particular da Fazenda Cachoeiro do Cravo" com o braço sul do rio São Mateus ou Cricaré ao fundo. Segundo Maciel de Aguiar, que o chama de "Cemitério dos Escravos", neste local, hoje abandonado e em ruínas, jazem Constância de Angola e seu filho. Destruição e abandono para com a nossa memória, para com a memória de Constância. Foto: Rogério Frigerio Piva, 17/02/2010.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ainda hoje mulheres lutam por seus filhos. Tornam-se guerreiras para sustentá-los. São mães como Constância. Quem hoje passa na estrada que corta a fazenda do Cachoeiro do Cravo, ou como conhecemos, a Cachoeira do Cravo, não faz idéia que naquelas terras estão os restos mortais de uma mãe com seu filho bebê. Agora enfim, na morte, eternamente juntos. O colo de mãe que sentiu a ausência do filho jogado ao forno, recebe suas cinzas num longo abraço, que dura eternamente, num prazer que só as mães podem sentir porque são mulheres, são mães. Constâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGUIAR, Maciel de. &lt;strong&gt;CONSTÂNCIA D’ANGOLA&lt;/strong&gt;: A eterna luta das mães negras. Série História dos Vencidos. Caderno 03. Editora Brasil-Cultura: Centro Cultural Porto de São Mateus: São Mateus, 1995. 31 p.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;AGUIAR, Maciel de. &lt;strong&gt;LAURO E ROSALVO&lt;/strong&gt;: Cantadores e Tocadores. Série História dos Vencidos. Caderno 20. Editora Brasil-Cultura: Centro Cultural Porto de São Mateus: São Mateus, 1996. pp. 18, 29-30.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;AGUIAR, Maciel de. &lt;strong&gt;OS ÚLTIMOS ZUMBIS&lt;/strong&gt;: A saga dos negros do Vale do Cricaré durante a escravidão. Brasil-Cultura: Porto Seguro (BA), 2001. pp. 59-73, 310, 323-325. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;NARDOTO, Eliezer. e LIMA, Herinéa. &lt;strong&gt;HISTÓRIA DE SÃO MATEUS&lt;/strong&gt;. EDAL - Editora Atlântica Ltda: São Mateus, 1999. pp. 25-26.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T68eZoPoI/AAAAAAAAAXA/ecSbseyQhLs/s1600-h/HPIM1028Piva.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 135px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446253766257426050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T68eZoPoI/AAAAAAAAAXA/ecSbseyQhLs/s320/HPIM1028Piva.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Izabel Maria da Penha Piva&lt;/strong&gt; é historiadora graduada e mestra em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo onde produziu a dissertação "SOB O ESTIGMA DA POBREZA: A Ação da Irmandade da Misericórdia no Atendimento à Pobreza em Vitória - Espírito Santo (1850-1889)", defendida em 2005. Vem atuando no magistério, seja na educação infantil, ensino fundamental e médio, há mais de 15 anos. É professora na Escola Estadual de Ensino Médio “Dom Daniel Comboni”, em Nova Venécia. É integrante e colaboradora do Projeto Pip-Nuk. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-1450295373674550377?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/1450295373674550377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=1450295373674550377' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1450295373674550377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1450295373674550377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2010/03/constancia-de-angola-mulher-mae-e.html' title='CONSTÂNCIA DE ANGOLA: Mulher, Mãe e Guerreira do vale do Cricaré'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S5T9LIE1PGI/AAAAAAAAAXQ/xw24gKTiGuQ/s72-c/Chienge%2520Muila%2520mulher%2520com%2520crianca%2520costas_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-6313923658668348495</id><published>2010-01-29T15:52:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T10:45:40.553-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GAMELEIRA na APA da Pedra do Elefante é alvo de vândalos'/><title type='text'>GAMELEIRA na APA da Pedra do Elefante é alvo de vândalos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432316697056155330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S2N3QRt0lsI/AAAAAAAAATo/mPvBvFwEDqE/s320/HPIM0364.JPG" /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S2N5437_W8I/AAAAAAAAAT4/BT8h5YbZMnE/s1600-h/HPIM0354.JPG"&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Vista da gigantesca Gameleira (Ficus sp) na Área de Proteção Ambiental da Pedra do Elefante. Localidade de Serra de Baixo - Nova Venécia (ES). Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/10/2009.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Por &lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das jóias existentes na Área de Proteção Ambiental da Pedra do Elefante – a árvore popularmente conhecida como Gameleira (Ficus sp) que, segundo informações do Instituto Estadual do Meio Ambiente - Iema -, teria mais de uma centena de anos e cerca de 5 metros de diâmetro, foi alvo da ação de vândalos que deixaram seus registros indesejáveis nas raízes da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 04/10/2009, ao levarmos amigos para conhecer a exuberante e gigantesca gameleira, que é um importante patrimônio natural veneciano, pudemos constatar até onde vai a “imbecilidade” do ser humano, se é que alguém que comete um gesto tão ridículo como aquele pode ser chamado de “humano”.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432322689213804482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S2N8tEPiL8I/AAAAAAAAAUA/1l1cuxMACJQ/s320/HPIM0355.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Detalhe das raízes da Gameleira (Ficus sp) na APA da Pedra do Elefante onde se vêem as pichações com tinta verde com as iniciais "EO" e "FG 2009". Localidade de Serra de Baixo - Nova Venécia (ES). Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/10/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando tinta verde, um ou mais vândalos picharam algumas das raízes com suas iniciais e ainda dataram o que eles devem acreditar ter sido um “grande” feito. Infelizmente, os atos de vandalismo contra a árvore são mais antigos. Observando atentamente as suas raízes que, segundo a prefeitura municipal de Nova Venécia, ultrapassam 1,80 metros de altura, em alguns pontos, pode-se perceber que indivíduos insistem em gravar com canivete seus nomes ou iniciais nelas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432319590959489186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S2N54uWJIKI/AAAAAAAAATw/4oFjIr13SWQ/s320/HPIM0354.JPG" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Outro detalhe das raízes da Gameleira (Ficus sp) na APA da Pedra do Elefante onde se vêem as pichações com tinta verde com as iniciais "FG" e o nome "Maykon". Localidade de Serra de Baixo - Nova Venécia (ES). Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/10/2009. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de agredir a árvore estes atos não interferiam na sua beleza cênica. A novidade é que, agora, quem for fotografar terá que escolher ângulos que não mostrem as pichações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A popular Gameleira da Pedra do Elefante como também é conhecida, tem um porte gigantesco e chama a atenção de quem vai contemplá-la. Segundo a já citada administração municipal, a árvore teria mais de 15 metros de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As terras onde a árvore se localiza foram desbravadas no final do século XIX, por volta de 1870, pelo major da Guarda Nacional Antônio Rodrigues da Cunha, mais tarde agraciado por D. Pedro II com o título de Barão de Aymorés, onde o mesmo constituiu sua fazenda denominada “Serra dos Aymorés” no sertão do que então era o antigo município de São Mateus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se for de fato centenária, a Gameleira viu o derrubar da mata local pelos escravos africanos para o cultivo do café, bem como a chegada de migrantes nordestinos e imigrantes italianos nos primórdios da colonização das terras venecianas. Certamente antes de tudo isso, pode ter sido abrigo para tribos de índios botocudo, como a dos Giporok, que erravam por nossas matas antes da colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1990, ela se tornou centro de uma manifestação religiosa. Muitos acreditam que no local ocorra a aparição de Maria de Nazaré, mãe de Jesus, que foi ali chamada de “Mãe dos Peregrinos” e recebeu até um pequeno santuário construído por devotos em uma escarpa rochosa logo acima da pequena faixa de mata a qual se tem acesso pela Gameleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a criação da APA da Pedra do Elefante, em 2001, a Gameleira passou a ser mais divulgada como ponto turístico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais sobre a APA da Pedra do Elefante acesse&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432325787465046114" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S2N_haIMWGI/AAAAAAAAAUI/vXbJnEtmYds/s320/MIV_APAPE_cores.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.meioambiente.es.gov.br/default.asp?pagina=16715"&gt;http://www.meioambiente.es.gov.br/default.asp?pagina=16715&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Veja também&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/turismo/turismo.htm"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/turismo/turismo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-6313923658668348495?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/6313923658668348495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=6313923658668348495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6313923658668348495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6313923658668348495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2010/01/gameleira-na-apa-da-pedra-do-elefante-e.html' title='GAMELEIRA na APA da Pedra do Elefante é alvo de vândalos'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/S2N3QRt0lsI/AAAAAAAAATo/mPvBvFwEDqE/s72-c/HPIM0364.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-6627865617088861271</id><published>2009-10-25T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-11-01T11:52:51.109-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DARCILITO: O último adeus'/><title type='text'>DARCILITO: O último adeus</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SuSBOfQG4ZI/AAAAAAAAAQ4/nyj1NnTQ9Lg/s1600-h/HPIM1967+mod.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396580339403907474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SuSBOfQG4ZI/AAAAAAAAAQ4/nyj1NnTQ9Lg/s320/HPIM1967+mod.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O saudoso Darcilito no sítio histórico-arqueológico das ruínas do casarão do Barão de Aymorés (Casarão dos Escravos) na localidade de Serra de Baixo, zona rural de Nova Venécia, tendo ao fundo a Pedra do Elefante. Flagrante dos bastidores de entrevista dada por Darcilito a repórter da Star TV, Gabriella Coppo, sobre sua participação no longa metragem do diretor Paulo Thiago, SAGARANA: O DUELO, que teve uma de suas seqüências gravadas neste local em 1973. Foto: Rogério Frigerio Piva, 16/04/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, conhecemos muito pouco o Sr. DACÍLIO JÚNIOR PESTANA SANTOS (1945-2009), chamado por todos, carinhosamente, de DARCILITO. Nosso primeiro e único contato foi apenas em uma tarde, na qual travamos intensa conversa. Em meio as filmagens de uma entrevista para a Star TV, pude conhecer melhor aquele homem, sobre o qual, já ouvira muitas histórias, e perceber que estava diante de um grande veneciano como poucos que ainda temos hoje em dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filho de tradicional família veneciana, Darcilito, orgulhava-se muito de seu saudoso pai, Sr. Darcílio Duarte Santos. Seu pai foi um dos homens que liderou a emancipação política do distrito de Nova Venécia no ano de 1953, quando era vereador, pelo distrito, na câmara municipal de São Mateus. Como Darcilito fazia questão de contar, naquele tempo, o seu pai saiu em lombo de cavalo pelos arrastões de madeira (caminhos) que levavam ao interior para colher, de casa em casa, as assinaturas do abaixo-assinado que endossava o processo de emancipação de Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio que um dos fatos mais marcantes relacionado ao Darcilito seja o seu envolvimento com a produção do longa metragem SAGARANA: O DUELO do cineastra Paulo Thiago. Gravado em 1973, teve sua primeira seqüência rodada nas ruínas do casarão do Barão de Aymorés (Casarão dos Escravos), na localidade de Serra de Baixo, zona rural de Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Darcilito, os tiros ouvidos na seqüência foram feitos por ele, visto que o protagonista, o ator Joel Barcelos, não possuía intimidade com as armas. Estas, aliás, eram do acervo de Darcilito e foram utilizadas na produção da película que se tornou um clássico do cinema nacional. Aliás, a coleção de armas de Darcilito era famosa e merecia ser preservada de maneira permanente em um museu na cidade em que ele nasceu e amava. Segundo se noticiou, estas, estão em segurança, sob guarda do exército em Vila Velha, a espera de alguma iniciativa que as traga de volta para nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inclusive, ainda sobre o filme SAGARANA, contava Darcilito que o "calhambeque" utilizado no filme, era de Flayne Bastos e teria sido reformado exclusivamente para este propósito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais detalhes sobre o filme:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/03/sagarana-o-duelo-brasil-1973-o-sertao.html"&gt;SAGARANA: O DUELO (Brasil, 1973), o sertão mineiro de Guimarães Rosa vivo no interior do Espírito Santo&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi com imensa surpresa, ou melhor, espanto, que recebemos a notícia da morte de nosso amigo Darcilito e, a ele e a sua jovem filha, dedicamos estas linhas que, se não foram escritas antes, foi por ainda sentirmos o engasgo na garganta do que poderia ter sido uma longa e duradoura amizade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396583208444079554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SuSD1fQlrcI/AAAAAAAAARA/rlRPs3Cb9iw/s320/HPIM1970+mod.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O cinegrafista, a repórter da Star TV, Gabriella Coppo, e Darcilito. Flagrante dos bastidores de entrevista dada por Darcilito a repórter da Star TV sobre sua participação no longa metragem do diretor Paulo Thiago, SAGARANA: O DUELO, que teve uma de suas seqüências gravadas na Serra de Baixo, zona rural de Nova Venécia em 1973. Foto: Rogério Frigerio Piva, 16/04/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Detalhes sobre o acidente que, na manhã do sábado, dia 26/09/2009, tirou a vida de Darcilito e sua jovem filha:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://anoticianv.com.br//index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=266&amp;amp;Itemid=41"&gt;http://anoticianv.com.br//index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=266&amp;amp;Itemid=41&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Epitáfio para um amigo......&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sentinela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Milton Nascimento&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Composição: Milton Nascimento / Fernando Brant&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morte vela sentinela sou do corpo desse meu irmão que já se vai&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Revejo nessa hora tudo que ocorreu, memória não morrerá&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Vul.......to negro em meu rumo vem&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mostrar a sua dor plantada nesse chão&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Seu rosto brilha em reza, brilha em faca e flor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Histórias vem me contar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Longe, longe, ouço essa voz&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que o tempo não vai levar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Precisa gritar sua força ê irmão, sobreviver&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A morte inda não vai chegar, se a gente na hora de unir&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os caminhos num só, não fugir e nem se desviar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Precisa amar sua amiga, ê irmão e relembrar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que o mundo só vai se curvar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando o amor que em seu corpo já nasceu&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Liberdade buscar,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na mulher que você encontrar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Morte vela sentinela sou&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Do corpo desse meu irmão que já se foi&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Revejo nessa hora tudo que aprendi, memória não morrerá&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Longe, longe, ouço essa voz&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que o tempo não vai levar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-6627865617088861271?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/6627865617088861271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=6627865617088861271' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6627865617088861271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6627865617088861271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/10/darcilito-o-ultimo-adeus.html' title='DARCILITO: O último adeus'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SuSBOfQG4ZI/AAAAAAAAAQ4/nyj1NnTQ9Lg/s72-c/HPIM1967+mod.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-345205565916549745</id><published>2009-10-10T16:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T17:43:39.426-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='08 de Outubro: Mangueira da Rua Salvador Cardoso completa 94 anos'/><title type='text'>08 de Outubro: Mangueira da Rua Salvador Cardoso completa 94 anos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Plantado no dia 08 de Outubro de 1915, após as 09:00 horas da manhã, em frente a residência e comércio do Sr. Salvador Cardoso, na então vila de Nova Venécia, para homenagear o nascimento de seu filho Romeu Cardoso, após 94 anos, o pé de manga côco permanece belo e frondoso, porém, sofre com a negligência da população e da administração municipal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/StEfxPhmRfI/AAAAAAAAAQI/ad8FttQ6qew/s1600-h/HPIM1767.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391125159780697586" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/StEfxPhmRfI/AAAAAAAAAQI/ad8FttQ6qew/s320/HPIM1767.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Detalhe da “mangueira” da Rua Salvador Cardoso com o “posto” de coleta de lixo bem ao lado de seu tronco quase centenário, tendo ao fundo a secular residência de Salvador Cardoso. A foto é de fevereiro de 2009, porém a imagem permaneceu a mesma até o último domingo (04/10/2009) quando estivemos no local e constatamos que infelizmente nada mudou. Foto: Rogério Frigerio Piva, 19/02/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma data para ser comemorada, mas sequer foi lembrada pela administração municipal de Nova Venécia. A árvore “Mangueira” da Rua Salvador Cardoso, no centro da cidade de Nova Venécia, se aproxima dos cem anos e praticamente viu a cidade de Nova Venécia nascer, pois, quando foi plantada, ainda não havia sequer o traçado das ruas do centro da cidade, que foi oficializado somente 20 anos depois, em 1935.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição oral das antigas famílias venecianas: Cardoso e Toscano, registram que o plantio da árvore naquele local está relacionado ao nascimento do filho de Salvador Cardoso, chamado Romeu Cardoso [&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;leia transcrição do termo de nascimento de Romeu Cardoso no anexo, ao final desta postagem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;], em 08 de Outubro de 1915, às 09:00 horas da manhã, na residência de Salvador, esta, milagrosamente ainda existente em frente ao belo pé de manga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391126491189647858" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/StEg-vaOmfI/AAAAAAAAAQY/R13iVxuFJOk/s320/Rua+Jo%C3%A3o+Pessoa+em+1957+-+Nova+Ven%C3%A9cia.bmp" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Vista da Rua Salvador Cardoso, no centro da cidade de Nova Venécia, quando ainda se chamava Rua João Pessoa, em 1957, somente no ano seguinte ela foi rebatizada com o nome atual. A quase centenária mangueira ao centro do logradouro, que neste tempo, ainda não possuía pavimentação, mas ostentava todo seu casario. É a rua mais antiga de Nova Venécia, onde ainda existe a casa mais antiga do centro da cidade que pertenceu àquele que hoje dá nome à mesma. Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol. XXII, IBGE, 1959.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de Julho de 1988, há 21 anos atrás, um Decreto Municipal de nº 1.302 assinado pelo ex-prefeito Adelson Antônio Salvador, declarou a mangueira “imune de corte” sacramentando assim o seu tombamento a nível municipal. Portanto, Nova Venécia deveria se orgulhar de, em pleno século XXI, possuir, no centro de uma rua, em pleno centro da cidade, uma árvore quase centenária. Inclusive, desconhecemos, pelo menos no nosso estado, outro município que possua uma árvore tombada - protegida - nessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo que já foi dito, esse patrimônio natural de Nova Venécia sofre com a negligência da população e da administração municipal. Desde o ano passado, já havíamos alertado, aqui mesmo em nosso blog, para o fato da árvore estar sendo utilizada como posto de coleta de lixo na Rua Salvador Cardoso, fato comum em muitas ruas venecianas, pois a população insiste em colocar fora do horário de coleta, os seus detritos, que muitas vezes acabam por imundiçar as vias venecianas. No caso da mangueira há até uma “oficialização” da administração municipal que, desde a gestão anterior mantém um latão de lixo em frente à mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema não pára somente no lixo. Não existe no local, sequer uma placa de sinalização identificando que a árvore é protegida de corte por legislação municipal e informando a sua importância cultural para a História de Nova Venécia. O que deveria ser uma referência “turística” sequer é citado no site oficial da prefeitura. É como se ela não existisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião, já sugerimos, aqui em nosso blog, que deveria ser feita uma remodelação no canteiro que está no entorno da mangueira para valorizar a beleza cênica da rua em conjunto com o casario do início do século XX. Queremos acreditar que, infelizmente, ninguém da administração leu nosso apelo, feito ainda no ano passado [&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;veja os links no final da postagem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391125957118316674" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/StEgfp1s0II/AAAAAAAAAQQ/7lCuqXICtbY/s320/HPIM1776.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A “mangueira” fica próxima a outro patrimônio de Nova Venécia, a Igreja Matriz de São Marcos. São patrimônios, natural e cultural, que devem ser pensados em conjunto no que diz respeito ao paisagismo. Ambos são símbolos da identidade do povo veneciano e pontos turísticos de nossa cidade. Foto: Rogério Frigerio Piva, 19/02/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povos antigos, como o celta, acreditavam que uma árvore é, com suas raízes profundas na terra e seus galhos erguendo-se para o céu, uma ligação entre o céu e a terra. Um símbolo incontestável da vida. E não precisamos ir longe, aqui mesmo, o povo botocudo, que habitou por séculos estas terras, dava tanta importância às árvores que acreditava que um “inferno” seria um lugar sem árvores onde o sol queimaria constantemente suas faces. A própria mangueira, segundo a já citada tradição oral, teria servido de local de repouso para os últimos grupos indígenas que existiram em nossa região, quando passavam pela nascente povoação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também chamamos atenção para o fato de que, apesar de não ser nativa do Brasil, a manga é abundante em nossa região, em especial no nosso município, podendo ser destacada como uma fruta típica de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que deve ser feito um trabalho em conjunto de manutenção, valorização-conscientização e divulgação envolvendo as secretarias municipais de Obras, dos Transportes e Urbanismo; a novíssima Secretaria de Meio Ambiente; bem como as secretarias de Cultura e Turismo e a de Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que a preservação ambiental está em destaque rogamos à administração municipal e aos cidadãos venecianos que valorizem e acolham com carinho a NOSSA mangueira um símbolo de vida e um verdadeiro MONUMENTO à memória dos índios que foram literalmente “engolidos” pelo processo de colonização que deu origem ao nosso município. E que venham os cem anos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Anexo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERMO DE NASCIMENTO de &lt;strong&gt;Romeu Cardozo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Transcrito do Livro Nº 03-A de Nascimentos sob nº 1.259 às folhas 122 do Cartório de Registro Civil e Tabelionato da Sede do Município de Nova Venécia (ES) por Rogério Frigerio Piva em 08/09/2009.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[folha 122] &lt;em&gt;Numº 1259 Aos nove dias do mez de Outubro do an- / no de mil novecentos e quinze, neste / segundo districto do Juizo Districtal / do Municipio de São Matheus Estado / Federado do Espírito Santo, compareceu / em meu cartório Salvador Cardozo / e em presença das testemunhas abai- / xo nomeadas e assignadas decla- / rou: &lt;strong&gt;Que no dia oito do corrente / mez no lugar denominado – Nova - / Venezia – e casa de sua residencia / ás nove horas&lt;/strong&gt; nasceu uma crian- / ça do sexo mascolino a qual deu-se / o nome de &lt;strong&gt;Romeu Cardozo&lt;/strong&gt;, filho / legitimo dêlle declarante e D. Felin- / tha Cardozo, naturaes deste Muni- / cipio e residentes neste districto.&lt;br /&gt;Avós paternos José Antonio Cardozo e / D. Liocadia de Almeida Cardozo e ma- / ternos, Ignacio Maciel Toscano e D. Ro- / mana Toscano. Do que para constar / lavrei este termo em que comigo as- / signa o declarante e as testemunhas / Eleosippo Rodrigues da Cunha e / Manoel Antonio da Silva, este lavra- / dor e aquelle negociante residentes / neste districto. Eu Ernesto Ayres Fa- / ria escrivão interino do Juizo Distri- / ctal o escrevi.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[assinaturas] &lt;em&gt;Ernesto Ayres Faria&lt;br /&gt;Salvador Cardozo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel Antonio da Silva.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais veja também:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/08/mangueira-da-rua-salvador-cardoso.html"&gt;A Mangueira da Rua Salvador Cardoso&lt;/a&gt; , postagem de 25/08/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/02/decreto-municipal-n-1302-de-15071988.html"&gt;Decreto Municipal Nº 1.302 de 15/07/1988. Declara imune de corte a "Mangueira" localizada no centro da Rua Salvador Cardoso&lt;/a&gt; , postagem de 21/02/2009. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-345205565916549745?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/345205565916549745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=345205565916549745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/345205565916549745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/345205565916549745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/10/08-de-outubro-mangueira-da-rua-salvador.html' title='08 de Outubro: Mangueira da Rua Salvador Cardoso completa 94 anos'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/StEfxPhmRfI/AAAAAAAAAQI/ad8FttQ6qew/s72-c/HPIM1767.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-7519223951626467900</id><published>2009-09-07T10:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T11:40:17.934-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova Venécia Terra de diversidade cultural'/><title type='text'>Nova Venécia: Terra de diversidade cultural</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVKIz5iKuI/AAAAAAAAAN0/fnbtqsC5xqk/s1600-h/HPIM2131.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378786845194857186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVKIz5iKuI/AAAAAAAAAN0/fnbtqsC5xqk/s320/HPIM2131.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Vista da Pedra do Elefante a partir do encontro da Praça São Marcos com a Rua Santa Cruz no Centro da cidade de Nova Venécia. Foto: Rogério Piva, 23/04/2009.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por &lt;strong&gt;Izabel Maria da P. Piva&lt;/strong&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Andando pelas ruas da cidade, observamos as pessoas. Notamos que possuem uma beleza singular. Seus olhos claros contrastam com a pele morena, ou, por vezes, os cabelos claros descobrem um olhar negro. Pudera! Nova Venécia se fez como terra de muitos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns aqui já estavam senhores deste chão, desta natureza que os protegia e alimentava. Depois vieram outros senhores da sociedade, com seus títulos de nobreza, para fazer produzir sobre a nova terra o café. Representante desta nobreza é o major Antônio Rodrigues da Cunha, agraciado com o título de Barão de Aymorés. Construiu sua fazenda na região onde existem os contrafortes da lendária “Serra dos Aymorés”. Sua casa-grande, conhecida popularmente como “Casarão dos Escravos”, foi palco dessa mistura de povos indígenas, africanos e europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os africanos trazidos à força para o trabalho escravo, não só construíram a riqueza dos nobres, como deixaram arraigadas na terra, seus costumes e suas histórias. Com o processo de abolição, a mão-de-obra imigrante se fez presente, demonstrando a coragem que possui quem deixa para trás sua terra, mesmo que em busca de novas expectativas, novos sonhos. Também participaram desta saga, nordestinos, mineiros e outros que compõem a nação que chamamos de Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos pés da pedra, hoje denominada, do Elefante, essa gente, de diferentes culturas, iniciou a construção de um povo. A pluralidade deste povo se faz presente em sua comida, que é uma mistura de cores e sabores. Além da polenta, da taiadella, da minestra e do pão caseiro, encontramos a carne de porco frita e acebolada, perfumando o entorno de nossas casas. Caminhamos um pouco mais e sentimos o cheiro do alho queimado, preparado para refogar a couve, influência dos mineiros. Entramos nas padarias e encontramos os biscoitos de polvilho, aqui chamados de “maluco”. Não podemos esquecer do cafezinho, dos biscoitos caseiros, do queijo mineiro, dos doces da roça, em especial, o de mamão verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da Semana Santa é uma festa! O amendoim torrado espalha seu aroma, temperando as panelas de canjica, que não podem faltar. E tem a torta de palmito (ou repolho), influência portuguesa agregada à região. Quem resiste a uma terra com tantos sabores diferentes?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando nosso passeio nos deparamos com as varandas cheias de plantas e flores, as hortas nos quintais, as árvores dando sombra à tardezinha. Para quem vem de fora é um deleite observar a delicadeza desses quintais. Observa-se um tapete de retalhos em uma dessas varandas, fruto do artesanato local. Na sala da casa, almofadas em forma de coração. Na cozinha, panos de prato, marcados com tanta precisão. As mãos incansáveis de algumas mulheres da região, muitas vezes do interior do município, despertam em nós, um tempo de delicadeza. Ao passar em outras varandas, redes e cadeiras de madeira e palha, estas, feitas pelos Merlin, artesanato secular trazido da Itália por esta família e, que nos fazem lembrar das tardes em companhia de nossos avós. Pode haver sensação melhor?!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Passear mais um pouco pelo centro da cidade, observar o casario antigo ainda existente, ir à Matriz, de arquitetura tão aconchegante, visitar praças, deleitar-se com o rio Cricaré e suas águas mansas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378787687173477010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVK50g4UpI/AAAAAAAAAN8/ouLMOnV4HA4/s320/HPIM2080.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A Escadaria "Jamilli Daher Rocha", desde 1957, faz a ligação entre a Rua Eurico Salles e a Avenida Vitória no Centro de Nova Venécia. Diz-se que seu estilo foi inspirado na Escadaria Maria Ortiz em Vitória. É obra da gestão do ex-prefeito Zenor Pedroza Rocha (1955-1958) quando chamava-se simplesmente Escadaria da Travessa Itapemirim. Em 2003, na segunda gestão do ex-prefeito Adelson Antônio Salvador, foi restaurada e rebatizada com o nome da saudosa dona Jamilli, esposa do Sr. Zenor. Foto: Rogério Frigerio Piva, 23/04/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Á tardezinha, na margem do rio, um ingazeiro serve de repouso para garças brancas. O pôr-do-sol, nas montanhas, traz aos nossos olhos, luzes coloridas, como a anunciar a noite estrelada e enluarada do céu “veneciano”. Visitamos ainda a Casa de Pedra do Perletti, com seu ar misterioso, o Centro Cultural Casarão, à beira da Cachoeira Grande, no coração da cidade, e a frondosa mangueira da Rua Salvador Cardoso, árvore esta, que vem testemunhando todo desenrolar da História desta cidade, rica em pequenos deleites que nos fazem sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como partes dos costumes da região, encontramos as festas populares, mistura de danças e folguedos, raízes de nossa cultura. Procissões, cantorias e missas compõem a festa da capela de Santo Antônio do Córrego da Serra, que ainda tem os caldos, os doces, as roletas de frango assado, as quadrilhas e os namoros (afinal, é Santo Antônio!). Despertam saudades também as festividades do padroeiro São Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu leão, que impõe tanto respeito, e está sob a forma de escultura de bronze, na fachada da Matriz, foi disputado com a colônia de Nova Veneza (SC), nos anos 1920. Nesta época o governo da Itália teria presenteado a cidade catarinense com tal regalo. No entanto, a tripulação do navio que trouxe o presente, ao aportar em Vitória, escala para os portos do sul, revelou que esse seria dado à “Nuova Venezia, America dell’Sud”. Pronto, a confusão estava armada! Aqui também tínhamos uma “Nuova Venezia”, ao oeste da velha cidade de São Mateus, para a qual, o leão foi enviado. Dizem que, ao saber do desvio do seu presente, os catarinenses pensaram até em se armar, caso fosse necessário, para vir buscar o seu leão de bronze. Mas era tarde, esse fora tomado nos braços pela nossa população. A questão somente foi resolvida quando a Itália enviou outro leão, que até hoje também guarda a fachada da Matriz de São Marcos, na cidade de Nova Veneza, em Santa Catarina.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378784635757459874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVIINGm-aI/AAAAAAAAANU/M1jQducwQUw/s320/HPIM2119.JPG" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Escultura em alto relevo de broze representando o "leão alado de São Marcos" existente na fachada da Igreja Matriz de São Marcos. Em 1925, antes mesmo da construção da primeira igreja de São Marcos, esta escultura italiana foi recebida com festa na insipiente Vila de Nova Venécia. Foto: Rogério Frigerio Piva, 23/04/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escutamos música ao longe, além das influências baianas e cariocas, nos deparamos com nossas raízes sertanejas. Mas temos também música composta em nosso município, cheirando a terra molhada pela chuva, depois que, nas orações, pedimos a Deus o fim da estiagem. Basta buscar para ouvir o som da Lira Matheus Toscano, do Coral Italiano Augusto Zaché, do Grupo Engenho Novo ou da Banda Última Hora (UH) e outras expressões musicais que aqui tiveram e devem ter vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presenciamos ainda, a folia-de-reis e suas cantorias, que precisam ser resgatadas e divulgadas. É muito bom ver as janelas e portas se abrindo para a chegada dos cantadores do Jesus-menino. Suas músicas, seu colorido, seu ritmo, retratam a religiosidade de uma cultura composta de grande influência nordestina. Os autos religiosos, contando o nascimento, vida e paixão de Cristo fazem parte desse cenário cultural, como representação cênica maior e mais tradicional. Encenados por atores amadores, não podem faltar na Sexta-feira Santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, da mistura de todos os povos, da união da concertina, da sanfona e do triângulo, dessa cultura ítalo-nordestina, com aspectos de africanidade, indigenidade, recebendo ainda influência mineira, pomerana e tantas mais, que se fez Nova Venécia. Não se pode deixar morrer estas tradições. Não podemos nos esquecer de quem fomos, dos que vieram antes de nós e abriram caminhos para que pudéssemos ir além. Precisamos resgatar o orgulho de ser veneciano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos cuidar de nossa cidade e admirá-la. Conhecer e preservar nossa memória e nossos costumes nos faz únicos em um mundo de cultura massificante. Quando sabemos quem somos, nos fortalecemos em nossa identidade. E assim, construímos cidadania.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVJyDD27aI/AAAAAAAAANs/JCQMa1QNUec/s1600-h/HPIM1028Piva.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378786454127701410" style="WIDTH: 135px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVJyDD27aI/AAAAAAAAANs/JCQMa1QNUec/s320/HPIM1028Piva.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Izabel Maria da P. Piva&lt;/strong&gt; é historiadora graduada e mestra em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo onde produziu a dissertação "SOB O ESTIGMA DA POBREZA:  A Ação da Irmandade da Misericórdia no Atendimento à Pobreza em Vitória - Espírito Santo (1850-1889)", defendida em 2005. Vem atuando no magistério, seja na educação infantil, ensino fundamental e médio, há mais de 15 anos. É professora na Escola Estadual de Ensino Médio “Dom Daniel Comboni”, em Nova Venécia. É colaboradora do Projeto Pip-Nuk.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-7519223951626467900?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/7519223951626467900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=7519223951626467900' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/7519223951626467900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/7519223951626467900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/09/nova-venecia-terra-de-diversidade.html' title='Nova Venécia: Terra de diversidade cultural'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SqVKIz5iKuI/AAAAAAAAAN0/fnbtqsC5xqk/s72-c/HPIM2131.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-1196890106092754213</id><published>2009-09-03T09:39:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T10:28:08.944-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa sobre “lendas venecianas” na EMEF Dr. Adalton Santos'/><title type='text'>Conversa sobre “lendas venecianas” na EMEF Dr. Adalton Santos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sp_zf-L7OLI/AAAAAAAAAMs/tKgWI_YE6Kg/s1600-h/HPIM0189.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377284210698172594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sp_zf-L7OLI/AAAAAAAAAMs/tKgWI_YE6Kg/s320/HPIM0189.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Conversando" sobre "Lendas Venecianas" com alunos da EMEF Dr. Adalton Santos. Foto: Mônica Rodor, 20/08/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia 20/08/2009, quinta-feira, após convite da professora de Artes, Mônica Rodor, nos reunimos por volta das 08h30min da manhã, no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Dr. Adalton Santos”, com cerca de cinco turmas de alunos do 6º ao 9º ano do turno matutino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da palestra, ou melhor, “conversa” foram as “lendas venecianas”. Foram aproximadamente 40 minutos. Primeiramente, apresenta-mos o blog “LENDAS VENECIANAS”, do qual somos colaboradores, e que foi criado pelo professor Rodrígo Frigerio Piva, em maio de 2007. O prof. Rodrígo Piva leciona língua espanhola na EEEM Dom Daniel Comboni.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377291510603063778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 97px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sp_6I4c4IeI/AAAAAAAAANE/781A6Wa3NLw/s320/Banner+Lendas+Venecianas.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O blog "Lendas Venecianas" do prof. Rodrígo Piva, está no ar desde maio de 2007, e já recebeu milhares de acessos. Foto com Montagem: Rodrígo Piva, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na seqüência citamos as histórias de assombrações relacionadas ao hoje extinto “casarão dos escravos”, falamos também sobre as lendas do “saci pererê” muito conhecidas dos antigos venecianos e, por fim, da famosa lenda veneciana da “mulher que virou serpente”. Quem quiser saber mais sobre essas e outras lendas é só acessar o blog: &lt;a href="http://www.lendasvenecianas.blogspot.com/"&gt;http://www.lendasvenecianas.blogspot.com/&lt;/a&gt; .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377288483595033410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sp_3Yr97G0I/AAAAAAAAAM8/8YgMDkTDOAw/s320/DSC01476.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O auditório da EMEF Dr. Adalton Santos ficou lotado de alunos que ouviram sobre as "lendas venecianas". Foto: EMEF Dr. Adalton Santos, 20/08/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O dia 22 de agosto é comemorado em todo Brasil como o “dia do folclore”. Atualmente todo mês de agosto vem se tornando um período de referência para abordar o folclore brasileiro e regional. E o Projeto Pip-Nuk aceitando o convite da EMEF Dr. Adalton Santos, apresentou aos jovens alunos um pouco das lendas regionais que enriquecem o patrimônio cultural imaterial de Nova Venécia. Afinal, divulgar nossas lendas é uma maneira de mantê-las vivas, impedindo que elas sejam esquecidas e desapareçam.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377288474209281042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sp_3YJAL5BI/AAAAAAAAAM0/ziJPyxS2Xqw/s320/DSC01454.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;"Conversando" sobre "Lendas Venecianas" com alunos da EMEF Dr. Adalton Santos. Foto: EMEF Dr. Adalton Santos, 20/08/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez agradecemos a toda equipe da EMEF “Dr. Adalton Santos”, que sempre nos acolhe com muito carinho, pela oportunidade de falar sobre nossa terra aos jovens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-1196890106092754213?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/1196890106092754213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=1196890106092754213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1196890106092754213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1196890106092754213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/09/conversa-sobre-lendas-venecianas-na.html' title='Conversa sobre “lendas venecianas” na EMEF Dr. Adalton Santos'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sp_zf-L7OLI/AAAAAAAAAMs/tKgWI_YE6Kg/s72-c/HPIM0189.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-773755576987074184</id><published>2009-08-25T10:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T06:04:49.617-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mestre de Folia de Reis de Nova Venécia é premiado na Edição 2009 do Prêmio &apos;MESTRE ARMOJO DO FOLCLORE CAPIXABA&apos;'/><title type='text'>Mestre de Folia de Reis de Nova Venécia é premiado na Edição 2009 do Prêmio “MESTRE ARMOJO DO FOLCLORE CAPIXABA”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SpQsnyrqW9I/AAAAAAAAAMc/TIqFjOhTk4w/s1600-h/foliadereis+-+Mestre+AnÃ&amp;shy;sio+-+foto+ACPNV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373969317491268562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SpQsnyrqW9I/AAAAAAAAAMc/TIqFjOhTk4w/s320/foliadereis+-+Mestre+An%C3%ADsio+-+foto+ACPNV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mestre Anízio, aqui ostentando traje típico, foi reconhecido pelo seu trabalho de dedicação com o Grupo de Folia de Reis “Sois Reis”, recebendo o Prêmio de 10 mil reais, constante do Edital 13 da Secretaria de Estado da Cultura – Secult, intitulado “Mestre Armojo do Folclore Capixaba”. Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Nova Venécia, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Cultura do Norte do Espírito Santo e, em especial, o nosso município de Nova Venécia, tem muito a festejar pela premiação recebida pelo “Mestre Anízio” do Grupo de Folia de Reis “Sois Reis”, grupo este, que vem atuando desde 2001 em Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a Folia de Reis, manifestação folclórica que faz parte do Patrimônio Cultural (Imaterial) Veneciano, há testemunhos de que é realizada desde o início do século XX no território do nosso município. E, seguramente, merece todo apoio e atenção por parte do governo municipal para sua preservação/perpetuação. Agora que o esforço de décadas foi reconhecido pelo governo do Estado, avista-se o maior desafio: fazer os nossos jovens identificarem a Folia de Reis como sua herança cultural, para que esta tradição não se apague com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue abaixo, a íntegra da notícia vinculada, no último dia 20, no site da Prefeitura Municipal:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Prêmio de R$ 10 mil para Mestre da Folia de Reis de Nova Venécia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assessoria de Comunicação – Através do Projeto Editais da Cultura, lançado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), em março deste ano, o Mestre de Folia de Reis de Nova Venécia, Anízio Antônio da Silva, 62, acaba de faturar R$ 10 mil como prêmio pelas ações em prol da cultura em pelo menos 28 anos de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O veneciano foi o único artista da Folia de Reis contemplado no Norte do Estado, em meio a 200 concorrentes. O titulo faz parte do concurso específico da Folia de Reis, intitulado Mestre Armojo do Folclore Capixaba.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Nova Venécia a cultura é tratada com prioridade pela Secretaria de Cultura e Turismo. O Mestre premiado faz parte do grupo Sois Reis, que desde 2001 se apresenta em escolas e municípios da região.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após a conquista, a intenção do Secretário de Cultura de Nova Venécia, Otamir Carloni é promover uma noite de folclore no Centro Cultural Casarão. “Além disso, vamos tentar fixar o senhor Anízio nos quadros efetivos da cultura veneciana, com o intuito de fortalecer os grupos mirins e resgatar os jovens para a Folia de Reis veneciana”, declara Carloni.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Valorização – O prêmio recebido pela Folia de Reis veneciana faz parte do projeto Editais da Cultura, lançado com 18 Editais de Incentivo à Cultura, que premia artistas de todo o Estado em vários vértices. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O objetivo é incentivar a formação e fomentar a criação, a produção e a distribuição de produtos e serviços que usem o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos, e tornar a atividade cultural uma importante estratégia nos programas de desenvolvimento capixaba.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373969642510316258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SpQs6tePcuI/AAAAAAAAAMk/8QmW5BFI61E/s320/foliadereis+-+Mestre+An%C3%ADsio+e+outros+-+foto+ACPNV.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Coordenador Cultural Oscar Ferreira, Mestre Anízio e o Secretário de Cultura e Turismo de Nova Venécia Otamir Carloni. O governo municipal está de parabéns por apoiar uma das mais tradicionais manifestações folclóricas de Nova Venécia. Torcemos para que esta "parceria" continue dando frutos e que a população veneciana se identifique e reconheça a Folia de Reis como parte de sua herança cultural. Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Nova Venécia, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: “&lt;em&gt;Prêmio de R$ 10 mil para Mestre da Folia de Reis de Nova Venécia&lt;/em&gt;” disponível em &lt;a href="http://www.novavenecia.es.gov.br/banco/noticias.php?id=236"&gt;http://www.novavenecia.es.gov.br/banco/noticias.php?id=236&lt;/a&gt; , acessado em 25/08/2009. Sobre o Prêmio veja também “&lt;em&gt;Secult publica resultado de mais três editais de incentivo à cultura&lt;/em&gt;” disponível em &lt;a href="http://www.secult.es.gov.br/?id=/noticias/materia.php&amp;amp;cd_matia=1175"&gt;http://www.secult.es.gov.br/?id=/noticias/materia.php&amp;amp;cd_matia=1175&lt;/a&gt; , acessado em 25/08/2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Quem foi “Mestre Armojo” ou “Hermógenes Lima Fonseca” (1916-1996)?*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O folclorista, historiador e escritor Hermógenes Lima Fonseca, natural de Conceição da Barra, Espírito Santo, foi uma das maiores autoridades na cultura e nos costumes populares capixabas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Presidente da Comissão Espírito-Santense de Folclore, membro da Academia Espírito Santense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Hermógenes é autor de inúmeras obras sobre o folclore capixaba e o povo da região.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Fonte: “O folclore do Espírito Santo” disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aracruz.com.br/show_cmd.do?act=stcNews&amp;amp;menu=false&amp;amp;id=1523&amp;amp;lang=1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.aracruz.com.br/show_cmd.do?act=stcNews&amp;amp;menu=false&amp;amp;id=1523&amp;amp;lang=1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; , acessado em 25/08/2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Ticumbi, as Bandas de Congo, o Alardo, o Reis de Boi, a Folia de Reis, foram folguedos pesquisados pelo saudoso “Mestre Armojo” e, magistralmente, apresentados no seu livro “&lt;em&gt;Tradições Populares no Espírito Santo&lt;/em&gt;” publicado, em 1991, pelo extinto Departamento Estadual de Cultura, do qual extraímos alguns trechos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[A Significação dos folguedos folclóricos no Espírito Santo]**&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Por Hermógenes Lima Fonseca (Mestre Armojo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esses folguedos são autos litúrgicos profanos, ligados aos festejos religiosos católicos, remontam a séculos. Atualmente apenas em alguns lugares são toleradas pela igreja, que ignora a sua origem e sua importância na demonstração da crença popular, uma forma da manifestação da fé que tem o povo aos seus santos protetores.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O expontaneismo de suas criações é a característica principal quando se observa com acuidade a música que cantam, a coreografia e a letra dos cantos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É o teatro do povo no ambiente em que vive, a céu aberto, nas ruas ou em suas casinhas apertadas para se divertirem e ao povinho que assiste, prestigiando e valorizando esses numerosos grupos existentes por todos os cantos do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;**Fonte: “&lt;em&gt;Folclore do ES&lt;/em&gt;” – “&lt;em&gt;A Significação&lt;/em&gt;” disponível em &lt;a href="http://www.seculodiario.com/folclore/tradicoes/index3.htm"&gt;http://www.seculodiario.com/folclore/tradicoes/index3.htm&lt;/a&gt; acessado em 25/08/2009. O texto pertence à obra: FONSECA, Hermógenes Lima. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tradições populares no Espírito Santo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Vitória: Depto. Estadual de Cultura, Divisão de Memória, 1991.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-773755576987074184?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/773755576987074184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=773755576987074184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/773755576987074184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/773755576987074184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/08/mestre-de-folia-de-reis-de-nova-venecia.html' title='Mestre de Folia de Reis de Nova Venécia é premiado na Edição 2009 do Prêmio “MESTRE ARMOJO DO FOLCLORE CAPIXABA”'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SpQsnyrqW9I/AAAAAAAAAMc/TIqFjOhTk4w/s72-c/foliadereis+-+Mestre+An%C3%ADsio+-+foto+ACPNV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-3962858822563414278</id><published>2009-08-15T08:45:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T13:04:20.135-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='101 Anos de São Roque do Pip-Nuk (1908-2009): A religiosidade popular no Canaã Veneciano'/><title type='text'>101 Anos de São Roque do Pip-Nuk (1908-2009): A religiosidade popular no Canaã Veneciano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SobY1b2ce_I/AAAAAAAAAMU/VRcS41SGUvM/s1600-h/capela+S+Roque+Pipnuk+1998+mod.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370218018206678002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SobY1b2ce_I/AAAAAAAAAMU/VRcS41SGUvM/s320/capela+S+Roque+Pipnuk+1998+mod.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Capela de São Roque do Pip-Nuk em dia de festa no mês de agosto. A arquitetura simples da 4ª e atual capela, edificada em devoção a São Roque no Pip-nuk, sempre guardada pelo sino adquirido pelos MILLERI em 1909, há exatos cem anos atrás. Foto: Rogério Frigerio Piva, 1998.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Por Rogério Frigerio Piva*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No estado do Espírito Santo a devoção ao santo francês, nascido em &lt;em&gt;Montpellier&lt;/em&gt;, na França, no ano de 1295 e cujo nome é Roque, possui muita popularidade, principalmente nos núcleos de colonização italiana. A sua festa é celebrada pela Igreja Católica no dia 16 de Agosto, época em que várias comunidades do interior promovem suas tradicionais festividades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existe no nosso estado, um município que possui seu nome. É São Roque do Canaã, emancipado a alguns anos do antigo município de Santa Teresa. Em nossa região, próximo à Nova Venécia, no município de São Gabriel da Palha, temos o povoado de São Roque da Terra Roxa. Cito apenas estes para exemplificar minha afirmação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Nova Venécia os imigrantes também cultivaram essa devoção ao santo, tido como homem que cuidou do sofrimento humano (causado, pela peste que assolou a Europa de seu tempo) e, ao qual, é atribuída a seguinte frase: &lt;em&gt;Desejo que todo aquele que invocar o meu nome fique curado e livre da peste&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano de 1891, no mês de dezembro, em Vitória, desembarcavam mais de mil imigrantes chegados do porto de Gênova, na Itália, vindos no navio &lt;em&gt;Birmânia&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após alguns dias na Hospedaria dos Imigrantes da Pedra d’Água (hoje penitenciária - IRS) situada na baía de Vitória, viriam para São Mateus de onde seguiriam para a região da Serra dos Aymorés (hoje Nova Venécia), onde se localizavam grandes fazendas de café, dentre elas a do coronel Matheus Gomes da Cunha, a fazenda Boa Esperança (hoje Serra de Cima) na qual a maioria deles se fixaria como diaristas ou meeiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já corria o ano de 1892 quando o Governo do Estado criou o núcleo colonial Nova Venécia e colocou em sua direção o Dr. Antônio dos Santos Neves. Dentre as seções do núcleo, estava uma que se situava logo acima da sede (esta, conhecida como “&lt;em&gt;Barracão&lt;/em&gt;”) e que fazia referência aos antigos habitantes da região, os índios da tribo Jiporok, nação Botocudo, conhecidos também por Aymorés. Era a Seção Pip-Nuk, nome que na língua borum, falada pelos índios, significa: &lt;em&gt;eu não vi&lt;/em&gt;, e que a tradição oral registra como sendo o nome de seu último líder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o que destacamos é que no vale do rio Cricaré, no trecho conhecido por Pip-Nuk, floresceu uma das mais prósperas comunidades italianas do norte do estado, no século XIX e início do XX. E este, constitui hoje um dos sítios históricos mais importantes do município de Nova Venécia, tão importante quanto a região da APA da Pedra do Elefante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela época (1892) o Governo do Estado, dividiu o vale em lotes retangulares com área de 300.000 metros quadrados e os distribuiu a famílias de imigrantes que após algum tempo deveriam pagar suas dívidas geradas pela aquisição do lote.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os colonos italianos pioneiros no Pip-Nuk foram àqueles chegados no navio a vapor italiano &lt;em&gt;Birmânia&lt;/em&gt;, em dezembro de 1891 e, dentre eles, lembramos, para tirar do anonimato, as famílias: LIVIO, DELLAVEDOVA, OLIVIERI, FRIZIERO (hoje FRIGERIO), MAZARIN, ZANON, CAPELLETO, VIDOTTO, GASPARINI, BERCAVELLO, PACCAGNAN, BRAIDA, BIRAL, CEBIN, PUTTIN, CONTARATTO, FONTANA, CALATRONI, BUSATTO, MARCARINI, LAVAGNOLI, FERRUGIN, SABADINI, CHIAROTTI (hoje CHEROTTO), MESTRINELLI, SELVATICO e MILLERI.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Impossível não falar dos MILLERI, pois foi pela devoção dessa família que surgiu a capela de São Roque no Pip-Nuk, uma das mais antigas de Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A família MILLERI, na época de sua chegada, era composta pelo patriarca Luigi, sua esposa AVOGARA Marianna e mais seis filhos, dentre eles, Serafino que tinha apenas cinco anos de idade quando chegou. Vinham de um lugar chamado Soave, na milenar província de Verona, pertencente à região do Vêneto, no norte da Itália.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os MILLERI tinham um lote colonial, situado na margem direita do rio Cricaré, um pouco acima da cachoeira do Pip-Nuk onde ergueram a primeira capela de São Roque do Pip-Nuk, no ano de 1908. Compraram o sino, que ainda hoje é utilizado na capela, pela quantia de cento e cinqüenta mil réis paga ao Sr. José Valentim da Silva, representante do Dr. Arlindo Gomes Sudré, que devia ser o proprietário do mesmo, conforme recibo assinado por ele em 1º de setembro de 1908. Esse sino é centenário e, segundo alguns, teria pertencido a fazenda do Barão de Aymorés.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano de 1908, foi esculpida pelo imigrante italiano Celeste Rizzo, escultor que residia em Santa Leocádia, há aproximadamente 23 km de São Mateus, a imagem de São Roque, toda em madeira. Quanto à imagem de São Benedito, esta, pertencia à fazenda Boa Esperança e foi entregue aos MILLERI por Álvaro Gomes da Cunha, filho do coronel Matheus Cunha como atesta uma carta que data de 05 de março de 1909. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370217785820407378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SobYn6JPZlI/AAAAAAAAAMM/Rwjw0kLav2w/s320/altar+S+Roque+Pipnuk+1998+mod.jpg" border="0" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Detalhe do altar da capela de São Roque do Pip-Nuk. Além da típica escultura de São Roque feita em madeira pelo imigrante Celeste Rizzo, em 1908, existem outras como a de São Benedito, também centenária, que pertenceu a capela da Fazenda Boa Esperança do Coronel Matheus Cunha e que foi doada pelo filho deste, Álvaro, em 1909 para capela dos Milleri. Imagens de Nossa Senhora e do próprio Cristo, estas bem mais recentes, também fazem parte do acervo da capela que, desde os anos 1960, encontra-se na propriedade da família de Augusto Frigerio. Foto: Rogério Frigerio Piva, 1998.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;È provável que antes de 1908, já houvesse algum capitello, uma espécie de oratório, como era o costume. Sabe-se que no caso da Capela de São Sebastião, situada mais acima e contemporânea a São Roque Pip-Nuk, o capitello existiu. Quanto à capela de Santa Rita, já no Alto Pip-Nuk, esta é de construção bem mais recente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Serafino MILLERI foi quem tomou a frente e cuidou da capela que estava construída próxima à residência da família, próxima a margem sul do rio Cricaré.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os padres Carlo Regattieri e Francisco Traverso constam como os primeiros a assistir a capela, nos primeiros anos. Depois outros vieram e a própria capela serviu de escola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As festas anuais e as procissões faziam todo o povo se reunir, mesmo os que não residiam no Pip-Nuk. Na década de 1920 chegaram a fazer uma procissão onde trouxeram a imagem de Santo Antônio do Córrego da Serra para o Pip-Nuk e levaram a de São Roque para o Córrego da Serra, tudo por causa da estiagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Milagre ou não, o fato é que as preces foram respondidas com muita chuva e uma enchente que destruiu parte da ponte velha (hoje no centro da cidade) que tinha acabado de ser construída.&lt;br /&gt;Não só italianos, mas também brasileiros como as famílias: FARIAS, ELIAS, LIMA, CAYRU e SÁ (perdoem as omissões) freqüentaram São Roque.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o tempo, a primitiva capela foi substituída por outra, mais distante da margem do rio, devido à erosão, mas ainda no lote dos MILLERI.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto o Sr. Serafino viveu no Pip-Nuk, a capela permaneceu na propriedade dos MILLERI, mas como a vila e posterior cidade de Nova Venécia, começava a desenvolver-se, ele mudou para lá, o que fez com que a capela fosse transferida, por volta de 1961, para o outro lado do rio, na propriedade dos FRIGERIO, em local próximo à cachoeira do Pip-Nuk. Também esta terceira capela teve vida curta e foi transferida para o local onde se encontra até os dias de hoje (2009), ainda na propriedade da família de Augusto Frigerio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante as décadas de 1960 e 1970 o êxodo rural esvaziou o vale da presença de inúmeras famílias que, a exemplo do Sr. Serafino foram para cidade, para outros municípios ou mesmo estados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a família FRIGERIO, como herdeira dessas relíquias religiosas, conseguiu permanecer no Pip-Nuk, no mesmo lote que o patriarca Giuseppe FRIZIERO escolhera, em 1910, para viver e onde, em 1929, construiu a sua residência, raro exemplar da arquitetura italiana produzida pelos imigrantes no Pip-Nuk.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos esses marcos são representativos da cultura e religiosidade em Nova Venécia, que, como em outras regiões, é marcada pela simplicidade e rusticidade popular, verdadeiro exemplo de devoção cristã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;NOTA:&lt;/strong&gt; Outra versão do presente artigo foi publicada com o título “&lt;em&gt;A Religiosidade Popular no Canaã Veneciano&lt;/em&gt;” no jornal “Folha do Estado” em 05/10/2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;*Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt; é natural de Nova Venécia. Historiador graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Pesquisa sobre a História de Nova Venécia desde 1992. Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Trabalhou por 10 anos no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo onde ocupou diversos cargos. Atualmente é Professor de História e Filosofia do Centro Educacional Evolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-3962858822563414278?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/3962858822563414278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=3962858822563414278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3962858822563414278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3962858822563414278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/08/101-anos-de-sao-roque-do-pip-nuk-1908.html' title='101 Anos de São Roque do Pip-Nuk (1908-2009): A religiosidade popular no Canaã Veneciano'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SobY1b2ce_I/AAAAAAAAAMU/VRcS41SGUvM/s72-c/capela+S+Roque+Pipnuk+1998+mod.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-5836737952875592254</id><published>2009-08-01T11:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T12:09:54.592-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vale do Pip-Nuk o “Canaã Veneciano”: Vestígios de uma saga de 117 anos (1892-2009)'/><title type='text'>Vale do Pip-Nuk, o “Canaã Veneciano”: Vestígios de uma saga de 117 anos (1892-2009).</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SnSFtBIB2BI/AAAAAAAAAME/X546CP7XFrI/s1600-h/Foto_01.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365060064547821586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SnSFtBIB2BI/AAAAAAAAAME/X546CP7XFrI/s320/Foto_01.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cartão Postal confeccionado para a campanha “S.O.S. Pip-Nuk”, articulada pelos moradores da região. A Cachoeira de São Roque do Pip-Nuk, como é mais conhecida, é um Patrimônio Natural de Nova Venécia que quase desapareceu, devido à proposta de construção de uma barragem no rio Cricaré. Foto: Idáulio Bonomo [?], 2002.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Por Rogério Frigerio Piva*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 2002 comemoramos o centenário de publicação do romance “Canaã” do escritor Graça Aranha. Esta obra, referência da literatura brasileira do início do século XX, fala sobre os sonhos e esperanças dos imigrantes alemães em terras capixabas, tendo como cenário, o município de Santa Leopoldina, além de Santa Teresa, do vale do Rio Doce e arredores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo o Espírito Santo foi rico em “canaãs” entre o final do século XIX e meados do século XX. No antigo município de São Mateus, o nosso “Vale do Canaã”, tinha outro nome, mas era povoado das mesmas esperanças. Era o “Pip-Nuk”, um trecho do vale do braço Sul do Rio São Mateus ou rio Cricaré, situado atualmente no município de Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo, antes da chegada dos colonizadores europeus, essa região, já era habitada por índios da nação dos botocudo, a tribo dos Jiporok, que também eram conhecidos como Aymoré ou mesmo Pip-Nuk que, segundo alguns, seria o nome do último grande capitão (= líder) que estes possuíram antes de serem extintos no início do século XX. De sua passagem pela região restaram apenas os vestígios arqueológicos ainda por serem explorados e, até mesmo, a referência dos mais antigos a locais próximos a São Roque de Pip-Nuk, onde arranchavam, pois, sendo caçadores/coletores nômades, viviam se deslocando nas margens do rio Cricaré.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A referência aos &lt;em&gt;Pip-Nuk&lt;/em&gt;, se preservou, mesmo com a chegada dos colonizadores. Depois deste breve esclarecimento, passemos para etapa seguinte dessa História, que começou no Reino da Itália, por volta do ano de 1891, quando, no dia 19 de Novembro, mais de mil imigrantes, no porto da cidade de Gênova, embarcaram no navio a vapor “Birmânia”, com destino ao porto de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após mais de vinte dias sobre o oceano Atlântico, desembarcaram na Hospedaria de Imigrantes da Pedra d’Água (onde hoje funciona o Instituto de Reabilitação Social – IRS), na baía de Vitória, no dia 10 de dezembro. Permaneceram na Hospedaria até os dias 15 e 30, quando as famílias de imigrantes italianos, destinadas aos núcleos coloniais de Santa Cruz e São Mateus, foram divididas em dois grupos, respectivamente, embarcados nos navios costeiros de bandeira brasileira, de nomes “Lúcia” e “Mayrink”, com destino ao porto da cidade de São Mateus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem, algumas famílias se destinaram no núcleo colonial de Santa Leocádia, mas, a maioria, rumou para as fazendas da região da Serra dos Aymorés (atual Nova Venécia), principalmente para a fazenda da Boa Esperança (atual Serra de Cima), propriedade do Coronel e Comendador Matheus Gomes da Cunha, irmão do Barão de Aymorés. Provavelmente, chegaram no mês de janeiro do ano de 1892.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta época, o Governo Estadual criou o Núcleo Colonial de Nova Venécia, a cargo do Dr. Antônio dos Santos Neves, que foi o Diretor responsável pela demarcação dos lotes, fatiados às margens do rio Cricaré, desde abaixo da atual cidade de Nova Venécia até a região conhecida por Boa Vista, bem acima do Pip-Nuk. Eram lotes com área de 300 mil metros quadrados, em plena mata virgem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para alcançar seus lotes, é possível que estas famílias tenham passado pelo córrego Boa Esperança, que, nessa época, já contava com alguns colonos brasileiros, sobretudo cearenses, como as famílias: ELIAS, LIMA, LOURENÇO e FIRMINO DA COSTA, dentre muitas outras. Por ali, os italianos alcançaram as margens do Cricaré, e foram habitar nos lotes daquela que ficou conhecida como “Seção de Pip-Nuk” do Núcleo Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali viveram seus sonhos e suas tragédias, pois muitos pereceram naqueles primeiros anos, mas os sobreviventes fundaram a maior comunidade de italianos do município de São Mateus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentre estes colonos pioneiros, que vinham, em sua maioria, das províncias de Pádova, Verona e Treviso, lembramos: LIVIO Giovanni, DELLAVEDOVA Pietro, MILLERI Luigi, OLIVIERI Eugenio, FRIZIERO Luigi, MAZARIN Dario, ZANON Antonio, CAPELLETO Francesco, VIDOTTO Luigi, GASPARINI Natale, BERCAVELLO Beniamino, PACCAGNAN Pietro, BRAIDA Giulio, BIRAL Antonio, CEBIN Marco, PUTTIN Giovanni, CONTARATTO Angelo, FONTANA Giuseppe, CALATRONI Angelo, BUSATTO Antonio, MARCARINI Andrea, LAVAGNOLI Lodovico, FERRUGIN Francesco, SABADINI Luigi, CHIAROTTI Pasquale, MESTRINELLI Francesco, SELVATICO Luigi, dentre outros, todos com suas respectivas famílias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1893, vindos de Vitória no navio “Bento Gonçalves” chegaram os “napolitanos” representados pelas famílias CEGLIA (hoje SELIA) e TAGLIAFERRO. E por fim, em 1894, também chegados no porto de São Mateus pelo navio “Lucia”, os “lombardos”: ROSA Pietro, PANZERI Giovanni e seu irmão PANZERI Silvestre, FRIGERIO Antonio, AIROLDI Giosuè, REDAELLI Caetano, também com suas famílias. Lembramos que, mais tarde, outros imigrantes italianos e migrantes brasileiros se deslocaram para o Pip-Nuk.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX, as terras de Pip-Nuk foram consideradas as melhores e mais produtivas, pelo enviado do cônsul italiano da época, Sr. Rizzeto, que calculou cerca de 200 famílias habitando o Pip-Nuk (todas italianas), mais do que em qualquer outro lugar, em todo o antigo município de São Mateus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também, nesta época, migrantes de Minas Gerais também se estabeleceram ali como: Clarindo Pacheco Rolim, Francisco Luiz de Sá e Manoel Ferreira da Rocha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o nosso saudoso Pe. Carlos Furbetta, em seu livro “História da Paróquia de Nova Venécia”, publicado em 1981, a primeira capela construída pelos imigrantes em Pip-Nuk, foi a de São Sebastião, que existia, primitivamente, na margem sul do rio, próximo do morro onde, no cume, ainda hoje, se encontram os vestígios do centenário “Cemitério de São Sebastião do Pip-Nuk”, local de repouso dos restos mortais de muitos patriarcas e matriarcas venecianos, e onde, no passado, existiu a sede da Seção do Pip-Nuk, terreno que hoje pertence a um descendente do imigrante Silvestre PANZERI. O Padre Furbetta, calculou que São Sebastião fosse do ano de 1917, mas documentos comprovam que a capela de São Roque, atualmente na propriedade do Sr. Augusto Frigerio, na margem norte do rio, seria de devoção mais antiga, pois, somente a imagem de São Roque, esculpida pelo imigrante Celeste Rizzo, que residia em Santa Leocádia, remonta ao ano de 1908.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira capela de São Roque foi construída na margem sul do rio, no antigo lote da família MILLERI, que também adquiriu o secular sino dos fazendeiros da Serra dos Aymorés e recebeu a guarda da imagem de São Benedito, que pertencia a Álvaro Cunha, filho do cel. Matheus Gomes da Cunha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a capela, em sua quarta edificação, localiza-se na propriedade do Sr. Augusto Frigerio, nas proximidades da casa construída, no ano de 1929, por seu pai, o italiano - natural da comuna de Abano Terme, na província de Pádova - Giuseppe FRIZIERO (hoje Frigerio). A casa é um dos últimos exemplares de arquitetura italiana feita no Pip-Nuk, por esses italianos que lá se estabeleceram no início da década de 1890.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365059808592826866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SnSFeHnmkfI/AAAAAAAAAL8/pb-Ru-Fl2d0/s320/Foto_11+mod.JPG" border="0" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista panorâmica da região de São Roque do Pip-Nuk, tendo ao centro a antiga residência da família FRIGERIO, construída em 1929, pelo patriarca italiano Giuseppe Friziero, um dos últimos exemplares da típica arquitetura rural feita por imigrantes italianos em Nova Venécia. Foto: Rogério Frigerio Piva, 2002.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A antiga residência compõe com a capela de São Roque, a cachoeira no rio Cricaré e o vale, um cenário de rara beleza, que esteve prestes a desaparecer devido à ameaça de uma barragem, que iria colocar um importante sítio histórico do município de Nova Venécia, de baixo d’água, devido a um convênio entre a Prefeitura Municipal e a CESAN no ano de 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um patrimônio natural e cultural veneciano que esteve prestes a ser destruído, ou melhor, sepultado pelas águas, o que, felizmente, não se concretizou graças à articulação dos moradores que se mostraram contrários à "forma" como a obra estava sendo encaminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;NOTA&lt;/strong&gt;: Outra versão do presente artigo foi publicada com o título “&lt;em&gt;Canaã veneciano ameaçado pelas águas: Construção de barragem poderá submergir o remanescente histórico de uma saga de 110 anos (1892-2002)&lt;/em&gt;” no jornal “Folha do Estado” em 10/08/2002.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt; é natural de Nova Venécia. Historiador graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Pesquisa sobre a História de Nova Venécia desde 1992. Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Trabalhou por 10 anos no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo onde ocupou diversos cargos. Atualmente é Professor de História e Filosofia do Centro Educacional Evolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-5836737952875592254?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/5836737952875592254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=5836737952875592254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5836737952875592254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5836737952875592254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/08/vale-do-pip-nuk-o-canaa-veneciano.html' title='Vale do Pip-Nuk, o “Canaã Veneciano”: Vestígios de uma saga de 117 anos (1892-2009).'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SnSFtBIB2BI/AAAAAAAAAME/X546CP7XFrI/s72-c/Foto_01.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-7111116056233486288</id><published>2009-07-24T09:32:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T02:35:35.734-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biblioteca Pública Municipal “Dr. Eduardo Durão Cunha”:Há 42 ANOS na História de Nova Venécia.'/><title type='text'>Biblioteca Pública Municipal “Dr. Eduardo Durão Cunha”: Há 42 ANOS na História de Nova Venécia.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Smnkn0k0t2I/AAAAAAAAALs/PDI34YuBWtE/s1600-h/HPIM1727+mod+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362068204140410722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Smnkn0k0t2I/AAAAAAAAALs/PDI34YuBWtE/s320/HPIM1727+mod+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Obra da gestão do ex-prefeito Antônio Barbosa Sena Junior (1973-1976) o prédio que serve de sede para Biblioteca Pública Municipal “Dr. Eduardo Durão Cunha”, apesar de sua beleza estética, necessita de ampliação, que deverá prever setores e depósitos para preservação de acervos bibliográficos, produzidos em Nova Venécia e/ou regiões vizinhas, dentre outros. Foto: Rogério Frigerio Piva, 01/02/2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A biblioteca pública de Nova Venécia foi criada por meio da Lei Municipal nº 483 de 05 de Maio de 1967, na primeira gestão do ex-prefeito Walter De Prá (1967-1970). Funcionou, primeiramente, em uma antiga casa à Rua Eurico Salles, próxima à Delegacia de Polícia, no Centro de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Eduardo Durão Cunha que emprestou seu nome a esta nobre instituição foi Promotor Público em Nova Venécia na década de 1960. Era bisneto do Barão de Aymorés, filho do veneciano Eugênio Neves Cunha. Fato curioso é que era vivo quando recebeu a homenagem, tendo falecido há poucos anos em São Mateus, onde foi sepultado. Além de advogado, era historiador e deixou uma obra inédita sobre a História de São Mateus que ainda aguarda publicação, bem como vários artigos publicados em periódicos mateenses como a Revista Especial “São Mateus 450 Anos”, publicada em 1994. Em 1997 foi homenageado na própria biblioteca que leva seu nome, onde fez breve palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a nossa biblioteca, somente na gestão do ex-prefeito Antônio Barbosa Sena Junior (1973-1976) ganhou a sua sede definitiva à Avenida Mateus Toscano, nº 35, onde se encontra até hoje, em meio a importantes instituições de ensino como as escolas: “Dr. Adalton Santos”, “Professora Claudina Barbosa”, “Dom Daniel Comboni” e “APAE”. A sede da biblioteca veneciana é considerada, do ponto de vista arquitetônico, uma das mais belas do interior do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De estilo moderno, o prédio possui linhas simples que lembram o aconchego de uma residência. É possível que sua arquitetura tenha sido inspirada na da Escola Polivalente (hoje "Dr. Adalton Santos) construída, no início da década de 1970, próximo dali, também na Av. Mateus Toscano. Sua cobertura é telhas tipo colonial (capa-canal) no “estilo Simonassi”. Suas janelas e portas são de ferro e vidro e existem detalhes de tijolos expostos em sua fachada, que também ostenta uma parede que imita um “livro aberto”, onde se inscreve o nome da mesma, como que convidando a uma leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente de uma “biblioteca escolar”, uma Biblioteca Pública Municipal, assim como seu equivalente estadual e nacional, devem, não apenas ter como função/missão a difusão da leitura e acesso a informação, mas também a PRESERVAÇÃO de acervo bibliográfico (jornais, revistas e outros) publicado em Nova Venécia e região vizinha, o que, devido à falta de espaço e de uma “política” voltada para este objetivo ainda hoje não foi alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamamos também a atenção para o rico, apesar de duramente “desfalcado”, acervo fotográfico oficial do município, onde encontramos inúmeras imagens de execução de obras, inaugurações e eventos promovidos por órgãos da municipalidade entre as décadas de 1960-1990, que se encontra albergado na Biblioteca Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo passado por poucas reformas nestes mais de 30 anos, o prédio mostra-se hoje, insuficiente para albergar o acervo e atender os seus usuários. Porém, ao fundo da edificação existe amplo terreno que poderia ser utilizado para uma ampliação (certamente, mantendo suas características arquitetônicas, é claro!), que dará vigor a uma das instituições culturais mais antigas da cidade que, sem dúvida, já foi visitada por muitos venecianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ampliação, deve levar em conta que nossa Biblioteca Municipal, não é apenas espaço de difusão da leitura, mas também, de PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os 42 ANOS completados no último dia 05 de Maio sejam os primeiros de uma nova era para nossa querida Biblioteca Pública Municipal!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362069234992768626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Smnlj0zLZnI/AAAAAAAAAL0/i5Pco6_koKU/s320/HPIM1728+mod.JPG" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Construída na década de 1970 (entre 1973-1976) a sede da Biblioteca Municipal possui características arquitetônicas que lembram o acochego de uma residência. Foto: Rogério Frigerio Piva, 01/02/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos abaixo, na íntegra, o texto da Lei Ordinária Municipal Nº 483 de 05/05/1967. Verdadeira “certidão de nascimento” da nossa biblioteca:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;LEI Nº. 483&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cria Biblioteca Municipal&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cidadão Walter De Prá, Prefeito do Município / de Nova Venécia, Estado do Espírito Santo, no uso das atribuições / legais, faço saber que a Câmara Municipal decretou e eu sanciono / a presente Lei, com os Vetos dos artigo 2º e 6º.&lt;br /&gt;Art. 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a / criar e instalar uma Biblioteca Pública Municipal, na Séde deste / Município, para o fim de atender as necessidades e exigências da / população veneciana.&lt;br /&gt;Art. 2º - V E T A D O.&lt;br /&gt;Art. 3º - As despesas que ocorrerão com a cria- / ção, instalação e funcionamento da Biblioteca, será extraído da / verba 4.1.1.3 94, até o montante de NCR$ 1.500,00 ( hum mil e qui- / nhentos cruzeiros novos).&lt;br /&gt;Art. 4º - Que o nome da Biblioteca, ficará com / o nome do Dr. EDUARDO DURÃO CUNHA, nosso digno Promotor Público.&lt;br /&gt;Art. 5º - Fica designado o funcionário Municipal / sr. Fernando Alves dos Santos, para funcionar como Bibliotecário.&lt;br /&gt;Art. 6º - V E T A D O.&lt;br /&gt;Art. 7º - Fica autorizado o Chefe do Poder Execu- / tivo a celebrar Convênio com o Instituto Nacional do Livro, para / fins especificado.&lt;br /&gt;§ Único – Revogam-se as disposições em contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razões do V E T O:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 2º - A municipalidade não dispõe de cômodo para atender a ne- / cessidade de instalação.&lt;br /&gt;Art. 6º - Cabe ao Prefeito Municipal a iniciativa de criar cargos e / aumentar a despesa pública, conforme Art. 1º do Ato Com- / plementar nº 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabinete do Prefeito Municipal de Nova Venécia, 05 de Julho de 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ass.] Walter De Prá&lt;br /&gt;Prefeito Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registrada nesta Secretaria no Livro próprio.&lt;br /&gt;Publicada nesta data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ass.] Eunice Simões Barbosa&lt;br /&gt;Secretária&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: o texto da Lei 483/1967 foi transcrito a partir de cópia digital do autógrafo original, disponível no site da Câmara Municipal de Nova Venécia (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cmnv.es.gov.br/legislacao_municipal.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.cmnv.es.gov.br/legislacao_municipal.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;) em 14/05/2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-7111116056233486288?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/7111116056233486288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=7111116056233486288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/7111116056233486288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/7111116056233486288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/07/biblioteca-publica-municipal-dr-eduardo.html' title='Biblioteca Pública Municipal “Dr. Eduardo Durão Cunha”: Há 42 ANOS na História de Nova Venécia.'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Smnkn0k0t2I/AAAAAAAAALs/PDI34YuBWtE/s72-c/HPIM1727+mod+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-8824640588805332484</id><published>2009-07-03T17:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T15:46:21.913-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conheça os Patrimônios Naturais e Paisagísticos de Nova Venécia protegidos por lei municipal.'/><title type='text'>Conheça os Patrimônios Naturais e Paisagísticos de Nova Venécia protegidos por lei municipal.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sk6oIsOzl4I/AAAAAAAAALU/W2oeoCohkVY/s1600-h/Pedra+Do+Dedo,+Nova+VenÃ©cia+-+ES+-+Alex+ZachÃ©.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354401874255779714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sk6oIsOzl4I/AAAAAAAAALU/W2oeoCohkVY/s320/Pedra+Do+Dedo,+Nova+Ven%C3%A9cia+-+ES+-+Alex+Zach%C3%A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PEDRA DO DEDO na região de Cristalino em Nova Venécia (ES). Foto de Alex Zaché [s/d]. Disponível em 03/07/2009, no site (&lt;a href="http://www.ace-es.org.br/scripts/fotos.asp"&gt;http://www.ace-es.org.br/scripts/fotos.asp&lt;/a&gt;) da Associação Capixaba de Escalada (ACE-ES).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creio que seja do desconhecimento de muitos que algumas de nossas belezas naturais já tenham proteção legal contra sua descaracterização/destruição. Refiro-me aos Patrimônios Naturais e Paisagísticos destacados pelo Art. 228 da Lei Orgânica de Nova Venécia promulgada em 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, alguns deles como a Pedra do Dedo ou a do Oratório, bem como os rios Muniz Freire e o rio Quinze de Novembro, quase nunca são citados quando se fala de turismo em Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que talvez não os citem, devido as regiões, onde se localizam, não possuírem uma estrutura para acolhimento do turista, mas lembramos que são patrimônios reconhecidos por lei e que fazem parte das paisagens venecianas, devendo, portanto, ter o destaque justo e necessário, e certamente, isso aumentará ainda mais o “orgulho” do povo veneciano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamamos a atenção para a “ausência” da Pedra da Invejada, que é o segundo ponto mais alto do município, no supracitado artigo 228. Além disso, há alguns erros de nomenclatura no texto do mesmo, como por exemplo: &lt;em&gt;rio muniz&lt;/em&gt; ao invés de &lt;strong&gt;rio Muniz Freire&lt;/strong&gt;; r&lt;em&gt;io Santo Antonio do Quinze&lt;/em&gt; ao invés de &lt;strong&gt;rio Quinze de Novembro&lt;/strong&gt;; &lt;em&gt;rio cricaré&lt;/em&gt; ao invés de &lt;strong&gt;rio do Sul ou Cricaré&lt;/strong&gt;; &lt;em&gt;rio do norte&lt;/em&gt; ao invés de &lt;strong&gt;rio do Norte ou Cotaxé&lt;/strong&gt;. Ausências e incorreções que podem facilmente corrigidas pela nossa Câmara Municipal, por meio de uma emenda ao referido artigo, alterando a sua redação e tornado o seu texto ainda mais abrangente e específico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354403354855753986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sk6pe35WSQI/AAAAAAAAALc/XRR7biqRxOg/s320/HPIM1549.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Formação Rochosa que compõe a Área de Proteção Ambiental (APA) da PEDRA DO ELEFANTE, vista a partir do vale do córrego da Serra, município de Nova Venécia (ES). Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/01/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Problemas a parte, destacamos a importância do referido artigo na proteção de nosso Patrimônio Natural e rendemos homenagens e gratidão aos vereadores constituintes que promulgaram a nossa Lei Orgânica, em 1990, inserindo na mesma, um artigo tão importante como este e que deve ser amplamente divulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, esse artigo, deveria ser regulamentado por Lei ou Decreto específico onde, por exemplo, se especificaria qual órgão da municipalidade será responsável pela fiscalização dos patrimônios elencados, bem como, outros que possam ser destacados futuramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso município a atenção deve ser redobrada, principalmente por termos este título de “Capital do Granito”, o que aumenta a nossa responsabilidade, para que nosso patrimônio com beleza cênica singular não termine como revestimento de parede ou piso de alguma edificação e, em seu lugar leguemos as gerações futuras apenas “crateras lunares”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamamos também a atenção para os parágrafos segundo e terceiro ainda do Art. 228 que declara &lt;em&gt;todas as árvores plantadas em praças e jardins, vias e logradouros públicos da cidade, nos distritos, vilas e patrimônios&lt;/em&gt; também como Patrimônio Natural e Paisagístico. Ele explicita que, qualquer árvore nessa condição só poderá ser sacrificada, caso estudos técnicos comprovem a inviabilidade de sua permanência no local onde se encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354401108122406738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sk6ncGKYD1I/AAAAAAAAALM/Aw_2w-HMlbU/s320/1288+-+Ant%C3%B4nio+Carlos+Santos+Oliveira+-+Pedra+da+Fortaleza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PEDRA DA FORTALEZA (com 964m de altitude) no distrito de Guararema em Nova Venécia. Foto de Antônio Carlos Santos Oliveira [2008?]. Postada na seção Viagem.AG do Portal Gazeta online - Galeria de Fotos de Nova Venécia em 03-06-2008. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segue abaixo o Art. 228 na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Artigo 228 da Lei Orgânica do Município de Nova Venécia (ES), promulgada em 05 de Abril de 1990:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II: Da Educação, da Cultura, do Desporto e do Lazer e do Meio Ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seção IV: Meio Ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 228 – São patrimônios naturais e paisagísticos do Município:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – o rio cricaré;&lt;br /&gt;II – a bacia hidrográfica que compõe o Município;&lt;br /&gt;III – o rio do norte;&lt;br /&gt;IV – o rio muniz;&lt;br /&gt;V – a pedra do elefante;&lt;br /&gt;VI – a pedra do dedo;&lt;br /&gt;VII – a pedra da fortaleza;&lt;br /&gt;VIII – a pedra do oratório;&lt;br /&gt;IX – o rio Santo Antônio do Quinze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º - As unidades referidas nos incisos anteriores são consideradas patrimônios naturais e paisagísticos do Município, e não poderão sofrer qualquer tipo de destruição ou descaracterização, ficando assegurado a sua preservação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 2º - É patrimônio natural e paisagístico do Município todas as árvores plantadas em praças e jardins, vias e logradouros públicos da cidade, nos distritos, vilas e patrimônios, sendo proibido o corte de qualquer árvore, salvo estudos técnicos que comprovem a sua derrubada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 3º - Toda pessoa, órgão ou empresa que promover o corte de uma árvore nas áreas citadas no parágrafo anterior, sem prévia autorização do órgão competente acompanhado de laudo técnico, serão autuados pela fiscalização municipal e multados na forma da lei, conforme a gravidade do ato.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA VENÉCIA. &lt;strong&gt;Lei Orgânica (1990)&lt;/strong&gt;. Edição da Câmara : Nova Venécia, 1990, p. 101-102.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-8824640588805332484?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/8824640588805332484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=8824640588805332484' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/8824640588805332484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/8824640588805332484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/07/conheca-os-patrimonios-naturais-e.html' title='Conheça os Patrimônios Naturais e Paisagísticos de Nova Venécia protegidos por lei municipal.'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sk6oIsOzl4I/AAAAAAAAALU/W2oeoCohkVY/s72-c/Pedra+Do+Dedo,+Nova+Ven%C3%A9cia+-+ES+-+Alex+Zach%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-6663323524589881565</id><published>2009-06-05T17:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T18:08:12.747-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='13 de Junho: A devoção a Santo Antônio no Córrego da Serra'/><title type='text'>13 de Junho: A devoção a Santo Antônio no Córrego da Serra</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sim2IJ2BnHI/AAAAAAAAAKk/wu_AbrG5pIA/s1600-h/S.+AntÃ´nio+ProcissÃ£o+-+2000.BMP"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344002684049529970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sim2IJ2BnHI/AAAAAAAAAKk/wu_AbrG5pIA/s320/S.+Ant%C3%B4nio+Prociss%C3%A3o+-+2000.BMP" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Procisão de Santo Antônio no Córrego da Serra. Devotos conduzindo a centenária imagem do santo mais popular do Brasil, cuja devoção, em terras venecianas, é uma das mais antigas remontando ao final do século XIX. Foto: Rogério Frigerio Piva, 2000.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por &lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Santo Antônio de Pádua é considerado um dos santos mais populares da Igreja Católica. Nascido em Lisboa, Portugal, foi batizado com o nome de Fernando e ainda jovem entrou para a Ordem Franciscana onde passou a se chamar Antônio e, como morreu em Pádua, na Itália, seu nome seria consagrado como Antônio de Pádua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Nova Venécia, a devoção pelo Santo Antônio data da própria colonização da região. No ano de 1888, o Império Brasileiro decretou a Abolição da Escravatura. E, temendo a falta de braços para lavoura, os fazendeiros de São Mateus, da região da Serra de Aymorés (atual Nova Venécia) no extremo oeste do município solicitaram a vinda de levas de imigrantes italianos para cá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentre estes, contava-se o Major Antônio Rodrigues da Cunha que possuía a Fazenda da Serra dos Aymorés (atual Serra de Baixo). Nesta fazenda, no dia 17 de Janeiro de 1889, chegou um grupo de famílias, quase todas provenientes da Província de Verona, e que vieram no navio Ádria, cujos chefes eram: Pasquale MERLIN, Luigi PETTENE, Luigi GATTI, Carlo FLANGIN e Angelo PIOMBIN. E, ainda no ano de 1889, em março, vieram: Nicolò CADORIN (de Treviso), Francesco ROGIN (de Pádova) e Pietro FACCIN (de Vicenza) todos com suas respectivas famílias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conta-nos o Sr. Luiz Merlin, neto do Pasquale, que, naquele tempo, após uma semana de trabalho árduo na lavoura de café, os imigrantes se reuniam na sala de festas da casa-grande, sede da fazenda e, após a reza do terço que era “puxada” pelo Angelo Piombin, os italianos começavam o baile, cuja concertina era tocada pelo seu avô. E, enquanto isso, nos anos que se seguiram, outras levas de imigrantes chegaram nas fazendas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1892, já no período republicano, Governo do Estado, ordenou a criação do Núcleo Colonial Nova Venécia, vizinho às fazendas da Serra dos Aymorés, que se dividia em várias seções, dentre elas a do Córrego da Serra, para onde a maioria das famílias que trabalhavam na fazenda do Major Antônio Rodrigues da Cunha, se transferiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Capitello&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;É aqui que começa a história da devoção de Santo Antônio no Córrego da Serra, pois, o Sr. Angelo Piombin, natural da Província de Verona, ergueu, em seu lote, uma capelinha ou oratório (no italiano &lt;em&gt;capitello&lt;/em&gt;) para Santo Antônio, próximo de onde hoje se localiza um curral, a alguns metros da atual capela, no alto de um morro, após a ponte do Agiro e um trecho enladeirado da estrada. Construção modesta que dataria dos últimos anos da década de 1890, no século XIX, portanto, uma devoção centenária em Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como também centenária é a imagem de Santo Antônio esculpida na madeira, que seria da época do Angelo Piombin, e que fôra encomendada a um outro colono italiano que era escultor e residia em Santa Leocádia, conhecido por Celeste Rizzo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344003478600850802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sim22Zx0nXI/AAAAAAAAAKs/Kc_K2OssgYw/s320/S.+Ant%C3%B4nio+Imagem+-+2000.BMP" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem centenária, esculpida em madeira pelo imigrante italiano Celeste Rizzo. É um Patrimônio&lt;br /&gt;Cultural de valor incalculável para Nova Venécia. Foto: Rogério Frigerio Piva, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No início do século XX a família Piombin, retornou para Itália e o lote foi vendido a um baiano que havia se erradicado na região desde o final do século XIX, o Sr. Claudiano Rodrigues do Nascimento.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O filho do Claudiano, Sr. Zenóbio, nascido em 1914, nos conta que conheceu a capelinha e que suas irmãs costumavam enfeitá-la com “bandeirolas” na época da festa.&lt;br /&gt;A devoção de um italiano foi fortalecida por um baiano. O próprio Claudiano se casou com uma italiana, a Sra. Rosa Caloni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segunda Capela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Foi o Claudiano que transferiu a capela para o local onde se encontra até hoje. Construindo a segunda capela, maior, feita, ainda, com esteios de madeira e paredes de estuque em meados da década de 1920.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1925, chega da Itália o Leão de Bronze de São Marcos, conservado dentro de uma caixa de madeira revestida de veludo vermelho. Guardado provisoriamente na casa do Sr. Tito Cunha foi, logo depois, levado para a Capela de Santo Antônio onde ficou até que se construísse a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, por volta de 1932, para onde depois foi levado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nesta época a festa de Santo Antônio já era tradicional, e, além desse evento anual, a capela acolhia devotos e devotas, que em seu interior rezavam o terço, ou mesmo a missa quando, de tempos em tempos, aparecia algum padre.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por volta da década de 1930, muitas famílias migraram para a região ao norte do rio Cricaré, principalmente para as regiões do Refrigério, Córrego da Areia e da Ajuda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando em 1938, iniciou-se construção da primeira igreja de São Marcos, os freqüentadores da capela de Santo Antônio contribuíram com mão-de-obra e recursos financeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capela Atual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No início da década de 1940, com a segunda capela atacada por cupins deu-se início à atual, no mesmo local desta, agora feita de alvenaria. A construção ficou a cargo do Sr. Zenóbio e de outros que ainda moravam no Córrego da Serra, dentre eles, o Sr. Ozório Tiburtino. Os tijolos foram fabricados por eles, ali mesmo, em local próximo da atual capela que, na época, recebeu uma cobertura de telhas de barro do tipo “cumbuca” (telha colonial).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na década de 1950 construiu-se o anexo que ampliou a capela, a parte onde hoje fica o altar, este, inclusive, feito de madeira pelo irmão do Sr. Zenóbio, o Sr. Rui Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Das famílias que residiram no Córrego da Serra e que freqüentaram a capela durante todo esse tempo lembramos: PIOMBIN, FLANGIN (hoje Frangini), MERLIN, PETTENE, GATTI, CADORIN, ROGIN, FACCIN, CALONI (hoje Carloni), BOLDRIN, MIOTTO, BAROLO, BONOMETTI, VECHIATTO, VALENTI, ROZZATTI, CAMPAGNOLA, BELUZZO (hoje Belucio), DANIELLETO, FANTICELLI, MONARIN, MARANI, CUNHA, LEITE, VILLA NOVA, NUNES, BARCELLOS, AYRES FARIAS, MOTTA, TIBURTINO e RODRIGUES, dentre outras.&lt;br /&gt;Na década de 1990, a capela se tornou comunidade, e hoje possui culto regular.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A capela de Santo Antônio do Córrego da Serra representa um dos poucos patrimônios históricos que resistem em Nova Venécia, situando-se hoje, praticamente em região limítrofe à área urbana, enquanto as duas outras capelas, outrora existentes na cidade de Nova Venécia, respectivamente: Capela de Nosso Senhor do Bonfim (1932) e Capela de São Marcos (1938), cujas devoções eram bem mais recentes que a de Santo Antônio já foram demolidas há muito tempo. E Santo Antônio ainda resiste, como símbolo de um povo e sua devoção cristã. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344006268447149826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sim5YyxAzwI/AAAAAAAAAK0/NCc3uXEBLlI/s320/S.+Ant%C3%B4nio+Capela+Atual+-+2000.BMP" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A terceira capela de Santo Antônio do Córrego da Serra. Construída por volta da década de 1940, apesar das intervenções que descaracterizaram o seu interior, é mais um Patrimônio Cultural edificado de Nova Venécia que resiste ao tempo. Foto: Rogério Frigerio Piva, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que nosso relato, ainda contém lacunas, pois ainda nos faltam dados mais precisos, mas essa, é nossa pequena contribuição a uma das festas mais tradicionais de Nova Venécia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vitória (ES), 30 de Maio de 2002.&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*&lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt; é natural de Nova Venécia. Historiador graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Pesquisa sobre a História de Nova Venécia desde 1992. Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Trabalhou por 10 anos no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo onde ocupou diversos cargos. Atualmente é Professor de História e Filosofia do Centro Educacional Evolução.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: O presente artigo, com o título “&lt;em&gt;A devoção a Santo Antônio no Córrego da Serra&lt;/em&gt;”, foi publicado à página 02 do jornal "Folha do Estado", edição nº 00, de 14/06/2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-6663323524589881565?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/6663323524589881565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=6663323524589881565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6663323524589881565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6663323524589881565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/06/13-de-junho-devocao-santo-antonio-no.html' title='13 de Junho: A devoção a Santo Antônio no Córrego da Serra'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sim2IJ2BnHI/AAAAAAAAAKk/wu_AbrG5pIA/s72-c/S.+Ant%C3%B4nio+Prociss%C3%A3o+-+2000.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-3085019553812887657</id><published>2009-05-29T17:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T18:00:25.221-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciclo de palestras sobre a História Veneciana destaca a importância da preservação do patrimônio cultural para a construção da identidade regional'/><title type='text'>Ciclo de palestras sobre a História Veneciana destaca a importância da preservação do patrimônio cultural para a construção da identidade regional</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SiB6o7OnSjI/AAAAAAAAAKU/PHG-gaY2GK8/s1600-h/HPIM2028.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341404001573751346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SiB6o7OnSjI/AAAAAAAAAKU/PHG-gaY2GK8/s320/HPIM2028.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental "Dr. Adalton Santos" assistem a palestra sobre a História de Nova Venécia. Foto: Vanda B. Francischetto Milleri, 20/04/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o objetivo de chamar a atenção dos jovens venecianos para a História Regional, o Projeto Pip-Nuk, através do historiador e professor Rogério Frigerio Piva, em parceria com escolas da rede privada e pública (municipal e estadual) vem promovendo palestras sobre a História Veneciana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palestra “&lt;em&gt;Da colonização à emancipação (1870-1953): Uma breve História de Nova Venécia&lt;/em&gt;” trata de um dos períodos cruciais para formação do atual município de Nova Venécia: o de sua colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São aproximadamente 50 a 60 minutos, nos quais se apresenta uma síntese de 83 anos de História, abordando desde as três principais matrizes étnicas que atuaram neste processo: indígenas, africanos e europeus, além de destacar aspectos econômicos, políticos e socioculturais. Veja em nosso blog o artigo homônimo que trata do período abordado na palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite inicial partiu da professora de História da Escola Estadual de Ensino Médio Dom Daniel Comboni, Izabel Maria da Penha Piva, integrante do Projeto Pip-Nuk. No dia 02/04/2009, a palestra foi proferida para alunos do ensino médio do turno matutino da EEEM Dom Daniel Comboni. No dia 20/04, foi a vez da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Adalton Santos, onde, algumas turmas do turno vespertino nos prestigiaram com a sua atenção, após termos recebido o convite da professora Vanda B. Francischetto Milleri. No dia do município, 24/04, a convite da equipe pedagógica do Centro Educacional Evolução, apresentamos a palestra a todos os alunos do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas forneceram o espaço físico e equipamentos necessários, enquanto que o “recurso humano” ficou por conta do Projeto Pip-Nuk, sem ônus para nenhuma das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos ter oportunidade de fazer outras apresentações, inclusive, para um público não-escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacamos que a História e a Cultura Veneciana não devem ser focadas somente na época da Festa da Cidade. Podem e devem ser trabalhadas nas escolas e/ou na mídia local em qualquer época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período em torno do dia do município é propício à reflexão, mas não deve ser o único. Devemos destacar essa importância durante qualquer momento do ano para não ficarmos presos a uma mera “&lt;em&gt;data comemorativa&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente depois de conhecer a sua História, o veneciano poderá identificar-se com a sua terra, respeitando suas tradições, sua memória e seu patrimônio natural e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente despertar esse interesse na população, em especial, nos nossos jovens. Somente assim, fortaleceremos a identidade dos venecianos e com ela, a sua auto-estima a fim de torná-los verdadeiros e atuantes cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oportunidade agradecemos as escolas citadas, onde fomos muito bem acolhidos e retornaremos, sempre que houver novos convites.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341405739110611986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SiB8OEDrvBI/AAAAAAAAAKc/ALfOxJMNKq0/s320/HPIM2029.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental "Dr. Adalton Santos" assistem a palestra sobre a História de Nova Venécia. Foto: Vanda B. Francischetto Milleri, 20/04/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-3085019553812887657?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/3085019553812887657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=3085019553812887657' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3085019553812887657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3085019553812887657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/05/ciclo-de-palestras-sobre-historia.html' title='Ciclo de palestras sobre a História Veneciana destaca a importância da preservação do patrimônio cultural para a construção da identidade regional'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SiB6o7OnSjI/AAAAAAAAAKU/PHG-gaY2GK8/s72-c/HPIM2028.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-8268986037633007595</id><published>2009-05-02T11:24:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T07:29:06.624-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DA COLONIZAÇÃO À EMANCIPAÇÃO (1870-1953): Uma breve História de Nova Venécia'/><title type='text'>DA COLONIZAÇÃO À EMANCIPAÇÃO (1870-1953): Uma breve História de Nova Venécia</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Por Rogério Frigerio Piva*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A História de Nova Venécia pode ser dividida em três períodos. O primeiro (desde antes do século XVI até século XIX) abrange a pré-colonização do território, compreendendo a ocupação do mesmo por povos indígenas desde os tempos mais remotos, até a chegada dos colonizadores. O segundo (1870-1953) inicia-se a partir da colonização do território, com a fundação da Fazenda da Serra dos Aymorés (hoje Serra de Baixo) terminando com a emancipação política do distrito. Já o terceiro período (1954 até hoje) tem início com a instalação do novo município, o desenvolvimento da cidade e alcança até os dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda, com relação ao segundo período (1870-1953), pode-se estabelecer uma subdivisão em três fases distintas, a saber: 1ª Fase (1870-1888) – abrange o período da escravatura ou cativeiro destacando-se a fundação de grandes latifúndios na região e as lutas e resistências do povo africano. A 2ª Fase (1888-1922) – inicia-se com o fim da escravidão, destaca-se pela criação do Núcleo Colonial de Nova Venécia, o recebimento de inúmeras levas de imigrantes e migrantes, seguindo até o efetivo início da construção da Estrada de Ferro São Matheus. Já a 3ª Fase (1922-1953) percorre o desenvolvimento do núcleo urbano a partir da construção de grandes obras como a primeira ponte e a conclusão da Estrada de Ferro, a colonização das regiões de Guararema, Córrego Grande (hoje Vila Pavão) e Santo Antônio do XV, os conflitos advindos do Contestado entre Minas Gerais e Espírito Santo, até culminar com a efetiva emancipação política de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O presente artigo percorrerá a trajetória da colonização do município ocupando-se com o que identificamos como Segundo Período (1870-1953) e suas respectivas fases.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inicialmente, é preciso que se compreenda que, ao falar de “História”, significa que estamos buscando todos os vestígios deixados pelo homem, em diferentes períodos de ocupação, no território que compreende atualmente o município de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ainda não ter sido alvo de intensas pesquisas arqueológicas não é possível datar o início da presença humana na região. Apenas, podemos afirmar que grupos humanos já viviam por aqui há mais de 500 anos atrás, como atestam os dois únicos sítios arqueológicos catalogados até o presente momento, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Nova Venécia, respectivamente o ES-EC Nº 01 e Nº 02 localizados no Córrego da Lagoa, próximos ao rio do Norte ou Cotaxé, nos quais foi encontrado material cerâmico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo fontes históricas, a presença dos índios aymoré ou botocudo, já era conhecida na região que hoje compreende nosso município, desde o século XVIII. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331311384683070898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyfdTcHxbI/AAAAAAAAAJk/PhqsW2zi-Fk/s320/Desenho+Fam%C3%ADlia+De+Botocudo.+Wied-Neuwied.+In+Brasilien+Bibliothek+Katalog+L%C3%B6schner+1988+V.1.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Desenho de uma "Família de índios Botocudo". Autor: príncipe Maximilian von Wied-Neuwied. Data: 1815-1817. Fonte: Brasilien Bibliothek Katalog Löschner 1988 V.1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foram estes índios, em especial, a tribo dos GIPOROK (subdivisão dos botocudo) que travaram contato com os primeiros colonizadores no final do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em outra oportunidade trataremos de maneira mais detalhada deste povo ancestral que dominou estas terras por vários séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira Fase (1870-1888): O início da colonização e a fundação das fazendas de café sob o regime escravista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O território que hoje compreende o município de Nova Venécia pertencia ao antigo município de São Mateus, cuja criação remonta ao ano de 1764. Em 1833, desmembrando-se de São Mateus, foi criado o município de Barra de São Mateus, hoje Conceição da Barra. Foi deste que, o major da Guarda Nacional, Antônio Rodrigues da Cunha, se deslocou para a região do braço sul do rio São Mateus ou Cricaré, a fim de fundar um latifúndio para cultivo de cana-de-açúcar que recebeu o nome de Fazenda do Cachoeiro do Cravo no início da década de 1860.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331308659900997218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sfyc-s1c3mI/AAAAAAAAAJM/KVE1BhyfOs0/s320/Major+Antonio+R++da+Cunha+e+Theodozia+V+da+Cunha+-+2.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Retrato pintado do major Antônio Rodrigues da Cunha com sua segunda esposa, Sra. Theodózia Vieira da Cunha. Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre 1869-1870 o major Cunha, incumbiu o sr. José Gomes Paim da abertura de um picadão, que partindo da cidade de São Mateus, adentrasse pelo oeste e, atravessando a legendária Serra dos Aymorés, alcançasse o arraial de Santo Antônio do Peçanha, em Minas Gerais. O objetivo era a criação de uma rota de comércio que fizesse escoar, para o porto da cidade de São Mateus, toda produção do nordeste de Minas Gerais, ampliando ainda mais a importância desta cidade, que já era uma das mais importantes naquele período. Além disso, havia entre Peçanha e São Mateus algo que os mapas da época destacam como “grande sertão desconhecido habitado por indígenas” e que, já se sabia, eram terras férteis e ricas em madeira de lei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às margens desta pretensa estrada, que não passava de uma picada em meio a exuberante mata, o major Cunha iniciou a abertura de uma nova fazenda no ano de 1870. Ele a denominou de Fazenda da Serra dos Aymorés (local hoje conhecido como Serra de Baixo), aliás, designação com a qual, toda a região foi então nomeada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O major Cunha mantinha relacionamento amistoso com os índios Giporok, dos quais, obteve auxílio na implantação da fazenda em troca de pequenos agrados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a principal mão-de-obra foi a de seus escravos africanos ou afro-descendentes que fizeram toda derrubada, ergueram todas as benfeitorias e plantaram os primeiros pés de café, que levaram São Mateus a se incluir no ciclo cafeeiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331315038505007634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sfyix-_J-hI/AAAAAAAAAJ8/haEDRxdjhzk/s320/img09+Negros+serradores+-+Debret.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Negros Serradores de tábuas. Aquarela de Jean Baptiste Debret. Data: 1822. Fonte: O Brasil de Debret, Belo Horizonte : Vila Rica Editoras Reunidas, p. 40.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por convite do major Antônio Cunha, seu irmão coronel Matheus Gomes da Cunha, que já possuía uma fazenda na Cachoeira do Inferno, um pouco acima da Cachoeira do Cravo, se desloca por volta de 1876 e abre a Fazenda da Boa Esperança (local hoje conhecido como Serra de Cima). Já em 1881 é a vez do seu cunhado, major José Gomes Sudré, fundar a Fazenda Independência, depois subdividida pelos filhos deste, entre Fazenda da Gruta, Fazenda Destino e Fazenda Terra Roxa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta época, o café era o grande produto de exportação que, levado por tropas de burros até o Cachoeiro do Cravo, seguia por meio de grandes canoas até o porto da cidade de São Mateus de onde, ganhava o mercado do Rio de Janeiro e depois da Europa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta fase registram-se as lutas pela liberdade do povo negro, das quais, nossa região também foi palco, como o drama da escrava Constância de Angola, na Fazenda da Boa Esperança, que, após ter seu filho brutalmente assassinado, se tornou uma guerreira quilombola no vale do Cricaré. Esta e outras histórias trataremos mais detalhadamente em outra ocasião.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O suor do negro fazia a riqueza que sustentava os grandes fazendeiros mateenses, dentre os quais, o major Antônio Cunha, que dotou sua fazenda com uma das sedes mais luxuosas da região. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 317px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302292094629426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyXMC6GtjI/AAAAAAAAAIs/WoXvPSKb_II/s320/Foto+01+Henrique+Gobbi+1981.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ruínas da casa-grande, sede da Fazenda da Serra dos Aymorés (atual localidade de Serra de Baixo), em 1981, quando se lutava pela sua preservação e ela era popularmente conhecida por "Casarão dos Escravos" devido a mão-de-obra utilizada na sua construção. Foto: Henrique Gobbi. Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Construída entre 1870 e 1873, a casa-grande foi toda erguida com estrutura de madeira e paredes vedantes de taipa-de-mão ou estuque. Era coberta com telhas de barro estilo capa-canal e quase toda forrada com madeira no estilo saia-camisa. Possuía enormes salões e mais de dezesseis quartos e tinha quase cem metros de comprimento por treze de largura, além de mais de uma dezena de portas e janelas envidraçadas. Era servida de água encanada por meio de canos de chumbo que captavam a água na montanha situada ao fundo da edificação e a levava para um grande reservatório atrás da casa. Em uma das extremidades do casarão foi instalada uma máquina a vapor para pilar o café.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um verdadeiro palacete em meio a grande mata. Infelizmente, do Casarão dos Escravos, nome com o qual a casa-grande ficou conhecida entre décadas de 1970 e 1980, hoje ainda restam alguns vestígios arqueológicos: esteios de madeira e parte de uma mureta de pedra que sustentava os pilares de madeira da varanda da fachada frontal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano de 1878 as fazendas do major e de seu irmão acolheram dezenas de migrantes nordestinos, sobretudo cearenses, que fugiam da maior seca que se abateu no nordeste, no século XIX, entre 1877-1880. Naquele ano (1878) o município de São Mateus foi o que mais recebeu retirantes e, o principal fazendeiro a acolhê-los, foi o major Antônio Cunha, que os levou para sua fazenda na Serra dos Aymorés.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta primeira fase (1870-1888) o perfil que podemos traçar é que na região predominava os grandes latifúndios mantidos com mão-de-obra escrava e também livre, como a dos retirantes cearenses. A monocultura do café dominava a produção, mas sabemos que, em menor escala, havia o cultivo de cereais como o milho e a criação de gado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo seus descendentes, o major Cunha teria alforriado seus escravos antes da Lei de 13 de Maio de 1888 e com isso, não teria sofrido com a escassez de mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda Fase (1888-1922): Imigrantes e migrantes no Núcleo Colonial de Nova Venécia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo da antiga Província do Espírito Santo, prevendo o fim da escravidão, tratou de dotar os vales dos rios Itapemirim e São Mateus de Comissões de Medição de Terras. Tais comissões foram responsáveis pela criação de núcleos coloniais, cuja função, era atrair imigrantes europeus para essas regiões, onde se poderia “seduzi-los” para trabalharem nas fazendas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devemos compreender que neste momento, o preconceito dos antigos senhores, aliado à sede de liberdade dos ex-escravos, foram os principais fatores que levaram a crise da mão-de-obra que sobreveio nas fazendas. Muitos fazendeiros não admitiam o fato de tratar como empregados assalariados aqueles que haviam sido sua propriedade, presos como estavam à antiga mentalidade escravista. Por outro lado, muitos escravos, ao se verem livres, abandonavam as fazendas que tantas lembranças ruins lhes traziam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia ainda a intenção do Governo Imperial que visava “embranquecer” a população com a introdução de imigrantes europeus. Nesta época, a maioria dos habitantes de São Mateus era negra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1888 foi criado o Núcleo Colonial de Santa Leocádia, situado, aproximadamente, a 23 km a oeste da cidade de São Mateus, às margens do córrego Bamburral e seus afluentes. A direção deste ficou a cargo do engenheiro Gabriel Emílio da Costa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em outubro de 1888 o núcleo recebeu a sua primeira leva de imigrantes italianos. Vieram no navio a vapor Ádria, de bandeira italiana. Este navio tinha a capacidade de transportar aproximadamente 1.500 passageiros por viagem. Era um dos mais velozes, percorrendo o trajeto Gênova a Vitória entre vinte e vinte e um dias. Esses imigrantes, chegando a Vitória, fizeram “quarentena” em uma hospedaria improvisada no centro da cidade, aguardando o navio Mathilde, de bandeira nacional, que fazia linha regular entre o Rio de Janeiro e o Sul da Bahia passando pelo Espírito Santo. O embarque no Mathilde se deu a 1º de outubro e, de Vitória, seguiram para o porto de São Mateus, onde desembarcaram dois ou três dias depois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eram 87 pessoas naturais das regiões da Lombardia e do Vêneto, norte da Itália, que, ao chegarem a São Mateus foram alojadas em um barracão atrás do cemitério da cidade. Grande deve ter sido a curiosidade tanto de italianos quanto de mateenses, devido ao contraste de culturas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os colonos deveriam prosseguir para Santa Leocádia. Ocorre que, por pressão dos fazendeiros junto ao presidente da Província, Dr. Henrique Moscoso, parte das famílias foi destinada às fazendas da região da Serra dos Aymorés.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a Fazenda da Serra dos Aymorés (Serra de Baixo), pertencente ao major Antônio Cunha, foram encaminhadas as famílias de: Giovanni BERTOLDI, Giovanni Battista CORADINI e da viúva Maria ZANFERRARI, num total de 13 pessoas. Para a Fazenda da Boa Esperança (Serra de Cima), do comendador Matheus Cunha foram as famílias de: Domenico SARTORI, Domenico BASSE, Domenico PERUZZI, Antonio ZANETTI e Angelo MANZANI totalizando 14 pessoas. Para a Fazenda da Terra Roxa, do Dr. Constante Sudré, foram as famílias de: Domenico BERNARDI, Domenico BIASI, Pietro PERONI, Paolo ZACHINELLI, Rafaele MORO e Pietro GALLINA, totalizando 12 pessoas. Para a Fazenda da Gruta, do Dr. Antônio Sudré, foram as famílias de: Luigi APRILE e Battista BENEVENUTTI, totalizando 04 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes foram, portanto, os primeiros italianos a chegar à região do atual município de Nova Venécia no ano de 1888 e formavam um grupo de 43 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devido ao não cumprimento das promessas feitas pelos fazendeiros aos imigrantes, parte retirou-se para no Núcleo Santa Leocádia e outros, seguiram para Vitória a fim de alcançar novos destinos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da abolição do trabalho escravo e da chegada dos primeiros imigrantes italianos, o ano de 1888 também foi marcado pela retomada da migração de retirantes nordestinos para São Mateus, dos quais, a primeira leva chegou àquele porto no início de dezembro e era composta principalmente por mulheres e crianças que fugiam dos horrores da seca no Ceará, a província mais afetada. Dentre os chefes de família que se estabeleceram entre 1888-1889 como meeiros ou diaristas nas fazendas da Serra dos Aymorés destacamos alguns como: Manoel ALVES DE OLIVEIRA, Joaquim FIRMINO DA COSTA, Vicente ALVES FEITOSA, Joaquim GALVÃO, Benedicto José de LIMA, José MARQUES DE SOUZA, Francisco José de FONTES, Francisco ELIAS DE SOUZA, Manoel LOURENÇO CARDOSO, Francisco PEREIRA DA SILVA, João LOURENÇO MELLO, João THIMOTHEO DO REGO, dentre muitos outros que se tornaram patriarcas de inúmeras famílias venecianas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio à chegada de retirantes nordestinos desembarcaram no início de janeiro de 1889, no porto de São Mateus, mais imigrantes italianos. Vindos numa segunda viagem do navio a vapor Ádria, estes, assim como os imigrantes da primeira leva, também eram destinados ao Núcleo Santa Leocádia, mas alguns deles se dirigiram para as fazendas da Serra dos Aymorés como os chefes: Pasquale MERLIN, Luigi PETTENE, Luigi GATTI, Carlo FLANGIN (hoje FRANGINI) e Angelo PIOMBIN, como suas respectivas famílias. Eram quase todas provenientes da Província de Verona e, no dia 17 de Janeiro de 1889, chegaram à fazenda do major Antônio Cunha. Desta mesma leva, algumas famílias ficaram na Fazenda Terra Roxa do Dr. Constante Sudré, das quais, lembramos das de Giovanni CAPUZZO (hoje CAPUCHO) e Romoaldo PASITTO. Ainda neste ano (1889), em março, também no Ádria, vieram para fazenda do major Antônio Cunha: Nicolò CADORIN (de Treviso), Francesco ROGIN, Ismaele ORTOLANI (de Pádova) e Pietro FACCIN (de Vicenza) com suas respectivas famílias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 227px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331303034909820450" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyX3SHDBiI/AAAAAAAAAI0/Dq__W8PxazE/s320/Foto+05+MERLIN+Pietro+e+fam%C3%ADlia+(1945).BMP" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Família do imigrante italiano Pietro MERLIN, no córrego da Areia, em 1945. Ele veio criança acompanhando os pais e irmãos, em 1889, para fazenda do major Cunha, depois agraciado com o título de Barão de Aymorés. Era natural da província de Verona, na região do Vêneto. Acervo: Família de Luiz Merlin.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 209px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331305128407650754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyZxI_00cI/AAAAAAAAAJE/A5cJKIQtoVs/s320/Foto+04+CADORIN+Emilia+Giovanna.BMP" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A imigrante italiana Emilia CADORIN em meados da década de 1940. Veio com sua família em 1889 para fazenda do major Cunha, depois agraciado com o título de Barão de Aymorés. Era natural da província de Treviso, na região do Vêneto. Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi também neste ano de 1889, há aproximadamente dois meses antes da Proclamação da República, que o major Antônio Rodrigues da Cunha foi agraciado com o título de BARÃO DE AYMORÉS, por ser o fazendeiro mais rico e de maior projeção política no norte do Espírito Santo, além do fato de ter contribuído bastante para o desbravamento do sertão de São Mateus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331312982638173922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sfyg6USTnuI/AAAAAAAAAJs/DqGP2qNG1GA/s320/Foto+03+Selo+de+Imposto+Municipal+do+Bar%C3%A3o+de+Aymor%C3%A9s+1955-1957.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Selo de Taxa Municipal com estampa do retrato do Barão de Aymorés. Foi instituído pela lei municipal nº 04 de 14/03/1955 "&lt;em&gt;como homenagem aos grandes serviços prestados a este município na época da sua abertura e colonização&lt;/em&gt;". Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro fazendeiro que teve grande destaque neste período foi um sobrinho do barão, que era proprietário da Fazenda Terra Roxa, o Dr. Constante Gomes Sudré. Ele chegou a ocupar o cargo de presidente (hoje governador) do Estado por duas vezes no final do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331313785177821698" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyhpB-q0gI/AAAAAAAAAJ0/3EXOj9_W7ts/s320/Dr.+Constante+Gomes+Sudr%C3%A9.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Retrato do Dr. Constante Gomes Sudré existente na Galeria de Ex-Governadores do Palácio Anchieta em Vitória. Acervo: Governo do Estado do ES.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1891 novas viagens do vapor Ádria trouxeram mais imigrantes para as fazendas da região da Serra dos Aymorés como as famílias de: Pasquale VALENTE, Beniamino CALONI (hoje CARLONI), Santo BAROLO, Francesco CAMPAGNOLA, Raimondo ROZZATI, Giovanni RIGHETTI, Antônio SCAMPARLE, Antonio BANZA, Luigi BOLDRIN, Simone BELLUZZO (hoje BELUCIO), Giovanni COPPO, Domenico DANIELETTO, Luigi FANTICELLI, Luigi MIOTTO, Giovanni Evangelista MIRANDOLA, Fortunato PRIOR, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao findar o ano de 1891 foram desembarcados em Vitória os imigrantes do vapor Birmânia, pertencente à mesma companhia de navegação que possuía o vapor Ádria e, assim como ele, com grande capacidade para o transporte de passageiros. Como nas outras levas, após “quarentena”, agora na recém-construída Hospedaria de Imigrantes da Pedra d’Água, na baía de Vitória, seguiram nos vapores nacionais Lucia e Mayrink para o porto de São Mateus de onde, um pequeno grupo, dirigiu-se para o Núcleo de Santa Leocádia e, a grande maioria, se destinou as fazendas da região de Serra dos Aymorés, como as famílias de: Giovanni LIVIO, Pietro DELLAVEDOVA (hoje DELEVEDOVE), Eugenio OLIVIERI, Luigi FRIZIERO (hoje FRIGERIO), Davide MAZARIN, Antonio ZANON, Francesco Antonio CAPELLETO, Luigi VIDOTTO, Natale GASPARINI, Beniamino BERCAVELLO, Pietro PACCAGNAN, Giulio BRAIDA, Antonio BIRAL, Marco CEBIN, Giovanni PUTTIN, Angelo CONTARATTO, Giuseppe FONTANA, Angelo CALATRONI, Antonio BUSATTO, Andrea MACCARINI, Lodovico LAVAGNOLI, Francesco FERRUGIN, Luigi SABADINI, Pasquale CIAROTTO (hoje CHEROTTO), Francesco MESTRINELLI, Luigi SELVATICO, Luigi MILLERI, Antonio BONOMETTI, Antonio VECCHIATTO, Antonio BOA, Filippo MONARIN, Cristiano Antonio BONOMO, Osvaldo BETTIN, Angelo BRAGAGNOLO e Luigi PIEROBON (hoje PEDRO BOM). Estas famílias, em sua maioria, eram procedentes das províncias de Padova, Verona e Treviso, na região do Vêneto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até o ano de 1892, todos imigrantes estabelecidos na região da Serra dos Aymorés, que atualmente compreende o nosso município, se empregavam nas fazendas de café como meeiros e/ou diaristas. Foi neste mesmo ano (1892) que um sobrinho do Barão de Aymorés, chamado Dr. Antônio dos Santos Neves, já a frente da direção do Núcleo de Santa Leocádia, criou o Núcleo Colonial de NOVA VENÉCIA.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiramente, projetou-se uma nova “seção” para o Núcleo Santa Leocádia, mas devido à extensão desta nova seção e a distância para com a sede do mesmo, ela acabou tornando-se núcleo, cujo nome, dado por ele, fazia alusão à região do Vêneto, que tem por capital a cidade de Venezia (Veneza para os brasileiros). Diga-se de passagem, a maioria dos imigrantes chegados até aquele momento, era da Região do Vêneto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O novo núcleo se subdividia em várias seções que acompanhavam o curso do rio Cricaré ou de seus afluentes como: Seção Rio Preto (onde se estabeleceram os imigrantes anteriormente chegados as Fazendas da Terra Roxa, Gruta e Destino), Seção Córrego da Serra (que recebeu os imigrantes da fazenda do Barão de Aymorés), Seção Pip-Nuk (onde predominavam imigrantes da fazenda do coronel e comendador Matheus Cunha). Havia ainda as seções de Córrego Aguirre e Rio São Mateus abaixo (da sede do núcleo). Observa-se que, apesar da forte presença de italianos, haviam muitos lotes ocupados por brasileiros. Inclusive, subindo rio acima, no córrego da Boa Esperança, a ocupação não foi feita pelo governo, mas pelos próprios colonos que eram quase todos nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sede do Núcleo Colonial de Nova Venécia foi estabelecida no alto do morro próximo a foz do córrego da Serra (hoje morro da igreja matriz de São Marcos), onde foi construído um barracão para albergar, provisoriamente, as famílias recém-chegadas. Este barracão ficava onde hoje se encontra o Laboratório do Dr. Vicente. E foi por causa dele que a vila, depois, cidade de Nova Venécia foi conhecida por BARRACÃO pelos antigos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre 1892 e 1895 ainda chegaram as famílias de Alessandro FABEN, Clemente CEGLIA, Pellegrino ROMANO, Domenico TAGLIAFERRI, Nicola DE FRESCO, Aldo MARANI, Giuseppe DIONI (hoje DENONI), Pietro ROSA, Giovanni PANZERI e seu irmão Silvestre PANZERI (hoje PANCIERE), Antonio FRIGERIO, Francesco TENTORE, Giosuè AIROLDI, Caetano REDAELLI, Antonio CESANA, Andrea FUGOLIN, Antonio VISNARA, Gioachino COLOMBO, Eugenio SANDRE, Giovanni Battista VIDA, Carlo CEREDA e Andrea LEONARDI, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em escala muito reduzida houve a vinda de imigrantes portugueses e espanhóis neste mesmo período, mas destes, muitos acabaram por deixar a região.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda em fins do século XIX e início do século XX houve a chegada de mais famílias oriundas de São Mateus, como a do capitão José Antonio CARDOSO e seu filho Salvador CARDOSO, Matheus TOSCANO, José VILA NOVA e dos irmãos Leopoldo e Ernesto AYRES FARIAS. Também muitos migrantes mineiros e baianos devido à proximidade com nossa região vieram para cá como: Manoel FERREIRA DA ROCHA, Francisco Luiz DE SÁ, Chrispiniano MARINHO DE AZEVEDO, Clarindo PACHECO ROLIM, José PEREIRA DAS NEVES, Maximiniano RODRIGUES DO NASCIMENTO e seu sobrinho Claudiano RODRIGUES DO NASCIMENTO dentre muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1896 houve o reconhecimento oficial da região da Serra dos Aymorés, que passou a ser considerada como distrito do município de São Mateus, porém, somente em 1899 começou a funcionar, efetivamente, um cartório de registro civil na região. Retificado por ato municipal de São Mateus em 1902, o segundo distrito chamou-se Serra dos Aymorés até o início da década de 1920, quando teve o nome mudado para Nova Venécia, por força do núcleo, que abrigava em seu território desde 1892.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Infelizmente, quanto mais povoada de colonos era a região, mais rápida se tornava a extinção dos indígenas que habitavam o vale. Inúmeros conflitos foram travados entre os grandes fazendeiros e pequenos proprietários com os índios Giporok. O mais violento deles ocorreu na região da Fazenda Santa Rita, de propriedade do Dr. Antônio dos Santos Neves, onde o lendário capitão Pip-Nuk teria errado o alvo e, ao invés de acertar uma flechada mortal no “Antunico Neves”, acabou acertando a Eleosippo Rodrigues da Cunha, filho do Barão de Aymorés que, nesta época (1903), já havia falecido há 10 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"LoLô", apelido pelo qual Eleosippo era conhecido, ficou entre a vida e a morte, mas conseguiu sobreviver e, assim como seu pai, se tornou um dos homens mais poderosos da região.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Melhor sorte não coube aos índios que, após o ataque, sofreram violenta retaliação por parte dos fazendeiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também, em meio aos italianos, o choque de culturas era sentido por colonos que tinham suas terras “invadidas” ou mesmo seus filhos “seqüestrados” como o caso do filho do italiano Silvestre Panzeri (hoje Panciere). Os índios eram nômades, portanto, acostumados a perambular por toda região. Não entendiam porque agora, existiam cercas e porque, ao avistarem um milharal, não poderiam livremente saciar a fome, o que acabava gerando conflitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331309338813174594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfydmN-uk0I/AAAAAAAAAJU/OmTM_ziQkXI/s320/BOTOCUDOS11.bmp" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Índio da tribo dos Krenak à espreita na mata. Os Krenak formavam uma tribo como a dos Giporok, ambas pertencentes à grande nação botocudo. Fonte: APEES-BRD-011- Índios Botocudos do Rio Doce. Local: Barra do rio Pancas, entre Colatina e Barbados, em 1909. Fotógrafo Walter Garber&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por volta de 1910, com a criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão federal, instalou-se um posto indígena no vale do rio São Mateus. O Posto Aymorés foi criado para aldear os Giporok e assim, pacificar a região. Ficava às margens do rio Cricaré ou braço sul do rio São Mateus, na margem norte, aos pés da Pedra da Rapadura, no lado oposto ao local onde hoje existe o povoado de Luzilândia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Misteriosamente, houve uma epidemia de varíola, em 1912, que acabou por aniquilar a tribo. Agora o caminho estava “livre” para a marcha da colonização que, após engolir os antigos habitantes da terra, iria avançar de maneira feroz e destruidora sobre a fauna e flora do vale do rio São Mateus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes, porém, foi preciso romper a barreira do isolamento e tornar mais acessível a longínqua Serra dos Aymorés que, a este tempo, além de grandes latifúndios, possuía centenas de lotes coloniais ocupados por imigrantes italianos e migrantes brasileiros que haviam chegado a esta terra em busca de dias melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceira Fase (1922-1953): A Estrada de Ferro São Matheus e o desenvolvimento da Vila de Nova Venécia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 1924 o Governo do Estado deu início às obras para construção de uma ponte de madeira com pilares de pedra, sobre o braço sul do rio São Mateus, no lugar Nova Venécia.&lt;br /&gt;A antiga sede do núcleo colonial, até aquele momento, não passava de um insipiente povoado, com algumas casas concentradas no entorno do morro que hoje conhecemos como da matriz de São Marcos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como vimos, desde o final do século XIX, à beira do rio, estava a sede do núcleo colonial, e também do distrito de Serra dos Aymorés. Mas, neste tempo, não havia sequer projeção de uma vida urbana na vila então nascente, pois, mesmo os que ali moravam, levavam uma vida tipicamente rural.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às margens do rio Cricaré, na Cachoeira Grande, próximo à foz do Córrego da Serra, um filho do Barão de Aymorés, chamado Wantuyl Cunha, montou um engenho para pilar café e arroz, movido com a força das águas do rio, que recebeu ali uma rústica barragem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Das poucas casas que havia no morro destacamos a do Sr. Salvador Cardoso, homem de grande influência no passado veneciano. Ele era juiz de paz e sacramentava as cerimônias civis em sua residência, além de ter sido vereador, em São Mateus, pelo distrito. Diante de sua casa, em 1915, plantou um pé de manga coco, em homenagem ao nascimento do seu filho Romeu Cardoso. Surpreendentemente, hoje (2009), tanto a casa quanto a mangueira ainda existem e testemunham o início bucólico da nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331342978058888658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sfy8MR75JdI/AAAAAAAAAKM/7tDEW2cJyOA/s320/Rua+Jo%C3%A3o+Pessoa+1957-1959+-+Nova+Ven%C3%A9cia.bmp" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista da Rua Salvador Cardoso, no centro da cidade de Nova Venécia, quando ainda se chamava Rua João Pessoa, em fins da década de 1950. A quase centenária mangueira ao centro do logradouro, que neste tempo, ainda não possuia pavimentação, mas ostentava todo seu casario. É a rua mais antiga de Nova Venécia, onde ainda existe a casa mais antiga do centro da cidade que pertenceu àquele que hoje dá nome a mesma. Fonte: Enciclopédia do Municípios Brasileiros, vol. XXII, IBGE, 1959.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em fins de 1925 ficou pronta a nova ponte, que significou mais facilidade para colonizar as terras ao norte, notoriamente as regiões dos córregos da Areia, Refrigério, Água Bela, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste mesmo ano (1925), por um equívoco, chega da Itália um presente do governo fascista de Mussolini. Solicitada por um adido cultural da Itália na colônia de Nova Veneza, em Santa Catariana, veio uma escultura em alto relevo de bronze do Leão Alado de São Marcos. Como não havia muita especificação no endereço, ao chegar ao porto de Vitória, foi logo remetida para São Mateus, de onde seguiu para vila, que a recebeu com grande festa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas aqui não havia sequer capela de São Marcos, e então a imagem ficou na capela de Santo Antônio do Córrego da Serra até 1932, quando, o Sr. Guilherme PEREIRA LIMA, por devoção, construiu a primeira capela da vila dedicada ao Nosso Senhor do Bonfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Guilherme Pereira Lima, chegou a Nova Venécia, ou melhor, Barracão, como então se dizia, atuando como exterminador de formigas e depois fez fortuna. Assim como ele, um alagoano, Sr. Waldemar de OLIVEIRA e o baiano, Sr. Zenor PEDROZA ROCHA, além de sírio-libaneses como as famílias DAHER, ABRAÃO, CARAN, BOECHAT, RODOR, ZOGAIB e um grego chamado Manoel PAPAZANAK para cá vieram, e por quê?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja porque a região demonstrasse ter um futuro promissor. Tanto isso se fazia sentir que, em 1922, o Governo de Nestor Gomes, resolveu investir na construção da antiga Estrada de Ferro Serra dos Aymorés, projetada inicialmente em 1896. Agora com o pomposo nome de Estrada de Ferro São Matheus, o antigo projeto viu sua efetivação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A construção foi feita em etapas e demorou de 1922 a 1929, quando então, no governo de Aristeu Borges de Aguiar, foi inaugurada a Estação de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331304116274167682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyY2OgZf4I/AAAAAAAAAI8/CdWwMioTDms/s320/Foto+06+Locomotiva+da+EF+S%C3%A3o+Matheus+transportando+madeira+de+lei.BMP" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Locomotiva da "Estrada de Ferro São Matheus" transportando em seus vagões enormes toras madeira de lei da Vila de Nova Venécia para o porto da Cidade de São Mateus, no início da década de 1940. Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;A insipiente ferrovia teve vida curta. Por ser de bitola estreita foi desativada por volta de 1942.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas já era tarde de mais, a região já havia tomado o impulso necessário para concluir o processo de colonização. O ciclo madeireiro também havia começado a sua devastação e o que não virasse cafezal, se tornaria pasto. Nem a crise mundial de 1929 pôde impedir o desenvolvimento do lugar, que agora já recebia filhos e netos de imigrantes que haviam povoado o centro e sul do estado, notoriamente a região que abrange os atuais municípios de Castelo, Venda Nova do Imigrante, Alfredo Chaves, Domingos Martins, Santa Teresa, dentre outros, e que estavam à procura de novas terras. Famílias como SALVADOR, TOSI, SENNA e muitas outras, começam a chegar do sul do estado nessa época.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A euforia da década de 1920 foi tão intensa que levou um negociante italiano, chamado Battista PERLETTI, a se estabelecer em Nova Venécia. Em 1925 ele adquiriu um pedaço de terra na vila, próximo à foz do córrego Dourado, e ali fez construir uma edificação, com grossas paredes de pedras expostas, que contrastava com todas as edificações existentes na vila. Importou uma máquina a vapor e montou uma casa de pilar café com essa força motriz. Infelizmente, problemas de saúde e a própria crise financeira puseram fim ao seu sonho. Doente e viúvo, retornou com seu único filho para Itália.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331339453377016002" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sfy4_HeP8MI/AAAAAAAAAKE/8aJ-ZdK03j0/s320/Foto+07+Cilmar+Franceschetto+1993.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Casa de Pedra do Perletti no centro de Nova Venécia, onde foi instalada uma máquina-a-vapor para pilar café em meados da década de 1920, ainda ostentando suas características originais no ano de 1993. Foto Cilmar Franceschetto. Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir da década de 1930 com o avanço das frentes de colonização, no norte do Espírito Santo, terá início outro episódio sangrento de nosso passado, que ficou conhecido como CONTESTADO. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O município de São Mateus fazia limite, no oeste, com estado de Minas Gerais e, a essa altura, os mineiros que, como vimos já eram presença constante, em Nova Venécia, desde o século XIX, avançavam com a sua fronteira para dentro do território capixaba que, aliás, estava sendo desbravado por eles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o intuito de frear as expectativas mineiras, o Governo do Espírito Santo iniciou a colonização da região de Barra de São Francisco que representou um posto avançado capixaba na, até então, indefinida fronteira com Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1938 criou uma paróquia em Barra de São Francisco e para lá mandou o padre Lauro Zacarias de Oliveira que, por existirem mais fiéis em Nova Venécia do que lá, acabou permanecendo por aqui. Essa permanência durou 10 anos, até que assumisse seu posto em Barra de São Francisco. Enquanto isso, o padre Zacarias, construiu, com a ajuda da população, a capela dedicada a São Marcos, concluída entre 1942-43.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331310095414959794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyeSQipnrI/AAAAAAAAAJc/5tiJSbEOj1Q/s320/Foto+08+Vista+Panor%C3%A2mica+da+Vila+de+Nova+Ven%C3%A9cia+entre+1941-1942.BMP" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista parcial do centro da Vila de Nova Venécia no início da década de 1940. A primeira igreja de São Marcos ostenta telhado novo, mas ainda não havia sido concluída, enquanto que a região da atual praça Jones dos Santos Neves não havia recebido nenhuma edificação até aquele momento. Acervo: Rogério F. Piva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por volta de 1927 mineiros se estabeleceram na região de pau d’Alho, depois conhecida por Guararema, e iniciaram a colonização daquela região, onde o grosso dos colonos que ali se estabeleceram, vieram do sul e centro do estado. Até a década de 1960, quando se firmou o acordo de limites entre Minas Gerais e o Espírito Santo, parte do distrito de Guararema era considerada zona litigiosa de pretensão mineira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a criação do município de Barra de São Francisco, em 1943, foi dado decisivo passo na conquista capixaba do território.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto isso, nas levas de colonos do sul e centro do estado que chegavam à Nova Venécia, em meados da década de 1940, vieram os descendentes de alemães e pomeranos (povos de origem germânica) que provinham de municípios como Santa Leopoldina, Domingos Martins, Afonso Cláudio, Itaguaçu, Baixo Guandú dentre outros e que, colonizaram principalmente as regiões de Guararema, Santo Antônio do XV e Córrego Grande. Esta última que atualmente constitui o município de Vila Pavão, emancipado de Nova Venécia em 1990. Das famílias com sobrenomes germânicos (alemães e pomeranos), poloneses e italianos, dentre outros, que começam a chegar a partir desta época destacamos: SCHNEIDER, HOFFMANN, PAGUNG, BRAUN, KLIPPEL, JANN, TESCH, EWALDT, KÜSTER, AHNERT, KRAUSE, JAKOB, KRÜGER, WUTKE, TRESSMANN, REETZ, SCHIMIDT, SMED, RAMLOW, BERGER, SCHWAMBACH, TRAMS, PITTELKOW, SCHREIBER, PETERS, KLES, JASTROU, BADELT, WILL, MAJEWSKI, DOBROWOSKI, BETTERO, BERGAMIN, FRANCESCHETTO, CALVI, CESCONETTO, MANTOVANELLI, GRILLO, BIS, CAMPO DALL’ORTO, ALTOÈ, SCABELLO, MORGAN, DE PRÁ, TURINI, MORESCHI, MARCHESINI, GAZOLLI, GAVA, CALEGARI, PILON, CAMATTA, DE ANGELO, CHECON, SECHIN, OLIOSI, SCARDINI, ZANOTTI, ZIVIANI, ZACCHÈ, ZUCOLOTTO, ZAMPROGNO, ULIANA, FERRARI, SALVADOR, SPEROTTO, FONTANA, GUIDI, COLI, TOSI e muitas outras, além das de origem afro-luso-indígena (principalmente mineiras e baianas) que continuaram a chegar até o final do século XX.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito contribuiu para vinda destes novos pioneiros a conclusão, em 1947, da estrada que ligou Nova Venécia a Colatina. A Rodovia do Café, como hoje é conhecida, encerrou o período de hegemonia mateense sobre a Vila de Nova Venécia, tendo em vista que, a partir de então, a produção poderia ser comercializada no mercado de Colatina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por volta de 1953 surgiu um movimento, em prol da emancipação política do distrito de Nova Venécia. Naquela época o distrito já superava o da sede de São Mateus em termos demográficos. Vários vereadores da câmara de São Mateus eram eleitos pelo distrito de Nova Venécia como os que atuavam naquele mandato como: Tito Santos Neves, Darcílio Duarte Santos, Antônio de Carvalho e o próprio prefeito de São Mateus que era Zenor Pedroza Rocha, primeiro farmacêutico a se estabelecer em Nova Venécia em meados da década de 1920. Um abaixo-assinado, com mais de duzentas assinaturas, deflagrou o processo que culminou com a aprovação da Lei Municipal Nº 329 de 28 de Agosto de 1953 que criou o município de Nova Venécia e que foi ratificada pela Lei Estadual Nº 767 de 11 de Dezembro daquele ano. Portanto, há 57 anos que serão completados no próximo dia 11 de Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o dia do padroeiro São Marcos era comemorado anualmente, pela Igreja Católica, no dia 25 de abril, com grande festa, muito concorrida na vila e depois cidade de Nova Venécia, convencionou-se o dia 24 de abril como o dia da cidade.&lt;br /&gt;O que aconteceu com Nova Venécia a partir de então? Bem, isto é uma outra História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt; é natural de Nova Venécia. Historiador graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Pesquisa sobre a História de Nova Venécia desde 1992. Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Trabalhou por 10 anos no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo onde ocupou diversos cargos. Atualmente é Professor de História e Filosofia do Centro Educacional Evolução.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: O presente artigo, com alguns pequenos cortes devido ao espaço de editoração, foi publicado às páginas 08 e 09 do jornal "&lt;em&gt;Folha do Estado&lt;/em&gt;", edição nº 1034, de 24/04/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-8268986037633007595?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/8268986037633007595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=8268986037633007595' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/8268986037633007595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/8268986037633007595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/05/da-colonizacao-emancipacao-1870-1953.html' title='DA COLONIZAÇÃO À EMANCIPAÇÃO (1870-1953): Uma breve História de Nova Venécia'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SfyfdTcHxbI/AAAAAAAAAJk/PhqsW2zi-Fk/s72-c/Desenho+Fam%C3%ADlia+De+Botocudo.+Wied-Neuwied.+In+Brasilien+Bibliothek+Katalog+L%C3%B6schner+1988+V.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-5861396192606491546</id><published>2009-04-02T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T10:43:32.137-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='56 ANOS DE EMANCIPAÇÃO: Um presente para Nova Venécia'/><title type='text'>56 ANOS DE EMANCIPAÇÃO: Um presente para Nova Venécia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SdVLYUZx1BI/AAAAAAAAAIA/LgAk_TCQuLc/s1600-h/Manoel+Henrique+Martins+1997.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320241415973884946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SdVLYUZx1BI/AAAAAAAAAIA/LgAk_TCQuLc/s320/Manoel+Henrique+Martins+1997.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista aérea da cidade de Nova Venécia no final do século XX. O rio Cricaré desenha o contorno da cidade e é testemunho destes 139 anos de colonização. Foto: Manoel Henrique Martins (Fotomat), 1997.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O município de Nova Venécia tem muito a comemorar em 2009.Neste ano completamos 139 anos de COLONIZAÇÃO e 56 anos de EMANCIPAÇÃO.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1870 o major Antônio Rodrigues da Cunha e seus escravos africanos e descendentes lançavam os fundamentos da colonização de Nova Venécia com a instalação de sua fazenda da Serra dos Aymorés.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1953 foram votadas, primeiramente na Câmara Municipal de São Mateus e depois na Assembléia Legislativa, Leis Municipal e Estadual que declaravam criado o município de Nova Venécia INSTALADO há 55 anos atrás em 26/01/1954.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São dois momentos cruciais da História de nosso município, sobre os quais, hoje devemos refletir para entender nossa formação, buscar nossa identidade e nos prepararmos para enfrentar os desafios deste novo século.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Projeto Pip-Nuk oferece um presente a todos os venecianos. Já está disponível no You Tube uma pequena montagem feita com cenas do filme &lt;em&gt;Sagarana: O Duelo&lt;/em&gt; gravadas no Casarão dos Escravos em 1973 (saiba mais sobre este filme em outra postagem do blog) e uma gravação de audio caseira, do início da década de 1980, da música "Caminheiro", interpretada pelo saudoso Grupo Musical Engenho Novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A música utilizada no videoclipe é de autoria de Alcir Bolzan (filinho) e rendeu ao Grupo Engenho Novo o primeiro lugar no 4º Festival da Canção de Colatina no início da década de 1980. O Grupo Musical possuía a seguinte composição: Juarez Frigerio (vocal e percussão), Alemir Franco (vocal e bateria), Odilon Reis (vocal, compositor e violão 12 cordas), Alcir da Silva Bolzan “Filinho” (compositor, vocal e violão), Ari Sartório Teixeira (flauta transversal), Almir do Nascimento (contrabaixo e violão), Orman Salvador Toscano “Ormanzinho” (gaita), Juarez “Gil do Norte” (acordeon). As gravações caseiras foram feitas entre 1983-1984, em um gravador doméstico de fita cassete, no porão da casa de Juarez Frigerio, onde costumavam reunir-se para ensaios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320246708805611298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SdVQMZvMryI/AAAAAAAAAII/2yOUK1wamOE/s320/Engenho+Novo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Grupo Musical Engenho Novo posando para foto em um dos cartões postais de Nova Venécia, a Cachoeira Grande do rio Cricaré, no início da década de 1980. Foto: Acervo de Alcir Bolzan com montagem de Aldo Prando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início desta década (aprox. 2002) Aldo Prando, empresário e promotor de eventos em Nova Venécia, remasterizou algumas gravações do Engenho Novo passando-as para o meio digital.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas destas músicas podem ser ouvidas em nosso blog.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prestamos assim, uma justa homenagem a estes dois ícones da cultura veneciana hoje inexistentes: Casarão dos Escravos e o Grupo Musical Engenho Novo e esperamos com isso sensibilizar a sociedade e o governo municipal para necessidade de preservar o patrimônio cultural e natural que ainda existe em nosso município.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acesse o Link do You Tube pela janela ao lado, assista o vídeo e divulgue.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Patrimônio Cultural Veneciano agradece!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-5861396192606491546?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/5861396192606491546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=5861396192606491546' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5861396192606491546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5861396192606491546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/04/56-anos-de-emancipacao-um-presente-para.html' title='56 ANOS DE EMANCIPAÇÃO: Um presente para Nova Venécia'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SdVLYUZx1BI/AAAAAAAAAIA/LgAk_TCQuLc/s72-c/Manoel+Henrique+Martins+1997.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-5355643545707698648</id><published>2009-03-16T17:33:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T03:02:23.126-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SAGARANA O DUELO o sertão mineiro de Guimarães Rosa vivo no interior do ES'/><title type='text'>SAGARANA: O DUELO (Brasil, 1973), o sertão mineiro de Guimarães Rosa vivo no interior do Espírito Santo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313951294213061538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sb7yjC1L-6I/AAAAAAAAAGc/lpPcye3aN3s/s320/sagarana_dvd_frente.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Sagarana: O Duelo&lt;/em&gt; foi lançado em DVD pela Paramout Pictures em 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O filme SAGARANA: O DUELO teve direção e roteiro de Paulo Thiago, baseado na obra-prima de João Guimarães Rosa, o conto O Duelo, do livro Sagarana, lançado em 1946.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com locações no interior do estado do Espírito Santo (Nova Venécia, Linhares, São Mateus, João Neiva (Acioli), Colatina, Serra, Vila Velha e etc...). Esta obra prima de Paulo Thiago registra, com belíssimas imagens, o patrimônio cultural e natural capixaba no ano de 1973. O filme mostra que, certamente, o "Sertão" de Guimarães ainda estava vivo em terras capixabas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313950512883350690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sb7x1kJqvKI/AAAAAAAAAGU/rwLDfPropns/s320/Casar%C3%A3o4470.jpeg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313949291050587122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sb7wuceCU_I/AAAAAAAAAGM/PibEr99IVKA/s320/Casar%C3%A3o0223.jpeg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagens do "Casarão dos Escravos" em 1973 capturadas a partir do filme &lt;em&gt;Sagarana: O Duelo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Sagarana de Paulo Thiago tem como ponto de partida a Casa-grande da Fazenda da Serra dos Aymorés, outrora residência do Barão de Aymorés que, na época das filmagens (1973) já se encontrava em avançado estado de deterioração, mas ostentando sua arquitetura original do final do século XIX, coincidentemente no ano em que completava 100 anos de construção. O Casarão dos Escravos, como ficou popularmente conhecido, e todo seu entorno, foram detalhadamente registrados neste clássico do cinema nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atocaiados na velha casa abandonada (Casarão dos Escravos) Turíbio Todo, interpretado pelo ator capixaba Joel Barcelos, e seu companheiro de ofício aguardam a vítima que se aproxima num calhambeque em plena estrada da Serra de Baixo. A vítima é morta com muitos tiros e com o calhambeque incendiado no tiroteio. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313981499947430418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sb8OBP9dMhI/AAAAAAAAAGs/xPoEtSadSHE/s320/Casar%C3%A3o4120.jpeg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313952486396716146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sb7zocD65HI/AAAAAAAAAGk/aLPxwxeGF74/s320/Casar%C3%A3o5574.jpeg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No filme o &lt;em&gt;Casarão dos Escravos&lt;/em&gt; serve de esconderijo para os matadores de aluguel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Turíbio Todo é um matador de aluguel para cuja mulher havia mentido, dizendo que ia a uma pescaria enquanto, na verdade, estaria executando uma encomenda de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que sua mulher Mariana, interpretada por Ítala Nandi, o traía com um conhecido caçador de jagunços chamado Cassiano Gomes, vivido por Milton Morais. Sem avisar, Turíbio volta para casa e flagra a esposa adultera, mas o sangue frio o faz esperar por uma vingança, cujo tiro sai pela culatra, matando não o Cassiano Gomes, mas seu irmão. Os dois duelarão pelo sertão mineiro, ambos sedentos de vingança. Como termina esta história, bem, só assistindo para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sagarana: O Duelo foi o único longa metragem que utilizou Nova Venécia como cenário (a região da Serra de Baixo, hoje integrante da APA da Pedra do Elefante) as filmagens movimentaram a cidade no ano de 1973 em plena ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra seqüência do filme, nos é apresentado o sítio histórico do Porto de São Mateus com seu casario colonial ainda original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que chamamos a atenção é para as imagens em movimento do ícone, hoje perdido, do patrimônio cultural veneciano conhecido por &lt;em&gt;Casarão dos Escravos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A casa-grande aparece imponente, como que para todos refletirem sobre o que o município de Nova Venécia, ou mesmo o Espírito Santo, perderam com a sua destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor Paulo Thiago, foi indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim em 1974, pela sua atuação em Sagarana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme traz no elenco: Rodolfo Arena, Joel Barcellos, Zózimo Bulbul, Sadi Cabral, Antonio Carnera, Emmanuel Cavalcanti, Roberto Ferreira, Wilson Grey, Átila Iório, Erley José, Luiz Linhares, Ana Maria Magalhães, José Marinho, Milton Moraes , Ítala Nandi, Waldir Onofre, Paulo César Peréio, Ruy Polanah, Vinícius Salvatori , Jofre Soares, Nery Victor, Milton Vilar, Paulo Villaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 01/09/2006 foi lançado em DVD pela &lt;em&gt;Paramount Home Entertainment&lt;/em&gt;. Áudio: Português: Dolby Digital 2.0, Legendas: Português, Formato de Tela Widescreen, Música: Antônio Carlos Jobim e Dori Caymmi, Extras: Menu Interativo, A Criação Literária de Guimarães Rosa, Trailer, Entrevistas, Críticas, Filmografias, Seleção de Cenas, Duração: 104 minutos, Colorido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Projeto Pip-Nuk entrou em contato com a &lt;em&gt;Vitória Produções Cinematográficas,&lt;/em&gt; dententora dos direitos autorais&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; e conseguiu autorização para utilizar as imagens iniciais de Sagarana: O Duelo, em um videoclipe do Grupo Musical Engenho Novo, que estará disponibilizando no blog, via You Tube, para que os venecianos das novas gerações conheçam o que um dia foi o CASARÃO DOS ESCRAVOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre o filme nos links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.paramountbrasil.com.br/nossos_filmes_ficha.asp?idP=111621N&amp;amp;id=3964"&gt;http://www.paramountbrasil.com.br/nossos_filmes_ficha.asp?idP=111621N&amp;amp;id=3964&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imagemtempo.com.br/gr/longa_04_sagarana.htm"&gt;http://imagemtempo.com.br/gr/longa_04_sagarana.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-5355643545707698648?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/5355643545707698648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=5355643545707698648' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5355643545707698648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5355643545707698648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/03/sagarana-o-duelo-brasil-1973-o-sertao.html' title='SAGARANA: O DUELO (Brasil, 1973), o sertão mineiro de Guimarães Rosa vivo no interior do Espírito Santo'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/Sb7yjC1L-6I/AAAAAAAAAGc/lpPcye3aN3s/s72-c/sagarana_dvd_frente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-1077646694886064595</id><published>2009-03-13T11:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T17:38:36.976-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Como solicitar o tombamento de um bem cultural [edificado]?'/><title type='text'>Como solicitar o tombamento de um bem cultural [edificado]?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SbqmPAjfNuI/AAAAAAAAAGE/TcbK4U9aU6I/s1600-h/HPIM1530.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312741487214016226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SbqmPAjfNuI/AAAAAAAAAGE/TcbK4U9aU6I/s320/HPIM1530.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;CAPELA DE SANTO ANTÔNIO DO CÓRREGO DA SERRA&lt;/strong&gt;, localizada no município de Nova Venécia. Representa a devoção religiosa mais remota, ainda existente no município, próxima a área urbana da cidade. Construída na década de 1940 com alvenaria de tijolos é a terceira edificada no local. O Oratório (Capitello) original surgiu em fins do século XIX. Abriga, ainda hoje, a escultura em madeira de Santo Antônio de Pádua feita pelo imigrante italiano Celeste Rizzo. Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/01/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esta capela é um exemplo de Patrimônio Cultural [Edificado] que já devia ter sido protegido contra a descaracterização de seus elementos contrutivos e arquitetônicos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo foi transcrito do:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espírito Santo, Governo do Estado do. &lt;strong&gt;Guia da Preservação do Patrimônio Cultural&lt;/strong&gt;. Secretaria de Estado da Cultura : Vitória, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pedimos a devida licença a Secretaria de Estado da Cultura do ES para difundir os textos deste exelente instrumento que certamente nos auxiliará, indicando o caminho correto a ser seguido na preservação de nosso Patrimônio Cultural em especial ao EDIFICADO ou ARQUITETÔNICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como solicitar o tombamento de um bem cultural [edificado]?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para iniciar um tombamento, qualquer pessoa pode escrever ao órgão público responsável pelo patrimônio cultural, que são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (órgão federal);&lt;br /&gt;CEC – Conselho Estadual de Cultura (órgão estadual);&lt;br /&gt;SECULT – Secretaria de Estado da Cultura;&lt;br /&gt;Órgão municipal de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para identificação do bem, objeto do estudo a ser realizado, a solicitação [de tombamento] deverá conter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Nome do(s) proprietário(s) do bem respectivo – em caso de sítio, indicar o número de imóveis correspondentes a cada tipo de proprietário: particular, instituições, empresas e poder público – municipal e estadual;&lt;br /&gt;· Localização precisa, com endereço ou coordenadas, cidade, distrito, município;&lt;br /&gt;· Descrição arquitetônica e urbanística, pormenorizada, com indicação de materiais e técnicas construtivas empregadas, acompanhado de registros fotográficos datados e legendados e de plantas;&lt;br /&gt;· Descrição do estado atual de conservação;&lt;br /&gt;· Descrição da ambiência geográfica, paisagística (natural e urbana) e de eventuais instalações e equipamentos de infra-estrutura, citando as referências no entorno do bem;&lt;br /&gt;· Ocorrência de manifestações culturais e econômicas associadas ao bem e/ou sítio;&lt;br /&gt;· Dados históricos sobre o imóvel ou a época de fundação do sítio e/ou da construção das edificações, seus construtores, locais de procedência e principais motivos de fixação da população local desde os fundadores até a geração atual;&lt;br /&gt;· Dados sobre a área de influência do bem e/ou do sítio na região, desde sua construção até os dias atuais;&lt;br /&gt;· Nome completo e endereço do proponente e menção de ser ou não proprietário do bem;&lt;br /&gt;· Outras informações consideradas pertinentes.&lt;br /&gt;Fonte: IPHAN 21ª SR&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-1077646694886064595?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/1077646694886064595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=1077646694886064595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1077646694886064595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1077646694886064595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/03/como-solicitar-o-tombamento-de-um-bem.html' title='Como solicitar o tombamento de um bem cultural [edificado]?'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SbqmPAjfNuI/AAAAAAAAAGE/TcbK4U9aU6I/s72-c/HPIM1530.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-1303669481884127650</id><published>2009-02-21T10:51:00.000-08:00</published><updated>2009-04-23T11:10:40.067-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decreto Municipal Nº 1.302 de 15/07/1988. Declara imune de corte a &quot;Mangueira&quot; localizada no centro da Rua Salvador Cardoso'/><title type='text'>Decreto Municipal Nº 1.302 de 15/07/1988. Declara imune de corte a "Mangueira" localizada no centro da Rua Salvador Cardoso</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SaBO2w_gr-I/AAAAAAAAAF8/d9ORPFi8EcE/s1600-h/HPIM1772.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305327063813631970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SaBO2w_gr-I/AAAAAAAAAF8/d9ORPFi8EcE/s320/HPIM1772.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A árvore "Magueira" (variedade manga côco) marca presença desde o início da outrora vila de Nova Venécia. Completará 94 anos no dia 08 de outubro. É um monumento natural a presença dos indígenas em Nova Venécia, pois, em sua sombra encontravam repouso e alimento ao passarem pela nascente povoação. Na foto acima, à direita, a casa do homem que a plantou, o Sr. Salvador Cardoso, construção anterior a 1911 e que, segundo nos consta, é a casa mais antiga ainda existente na cidade de Nova Venécia. Esta árvore é símbolo do Projeto Pip-Nuk. Foto: Rogério Frigerio Piva, 19/02/2009.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Transcrevemos abaixo, na íntegra, o texto do decreto de "tombamento" da Mangueira da Rua Salvador Cardoso no Centro de Nova Venécia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;DECRETO Nº 1.302/88&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Prefeito de Municipal de Nova Venécia, Estado do Espírito Santo, no uso de suas atribuições legais e,&lt;br /&gt;Considerando disposto no Artº 7º do Código Florestal (Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965),&lt;br /&gt;Considerando quanto a Necessidade de Preservação das Espécies por motivo de beleza, valor histórico, as árvores localizadas em logradouros públicos:&lt;br /&gt;DECRETA:&lt;br /&gt;Artº 1º - Ficam declaradas imunas de corte devido as suas condições relativas a beleza e de fazer parte da história do crescimento e vida do Perímetro Urbano, desta cidade, a árvore abaixo identificada:&lt;br /&gt;- MANGUEIRA LOCALIZADA NO CENTRO DA RUA SALVADOR CARDOSO – CENTRO - DESTA CIDADE.&lt;br /&gt;Artº 2º - Caberá à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, de responsabilidade do DEURB – Departamento de Urbanismo, zelar pela preservação desta árvore.&lt;br /&gt;Artº 3º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.&lt;br /&gt;REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE.&lt;br /&gt;Gabinete do Prefeito Municipal de Nova Venécia, Estado do Espírito Santo. Aos 15 dias do mês de Julho de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adelson A. Salvador [assinatura]&lt;br /&gt;Prefeito Municipal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Transcrito em 19/02/2009, das folhas 97 e verso do “Livro de Decretos Nº 07 (1.154/86 a 1.459/89)” existente na Secretaria Municipal de Administração de Nova Venécia (ES).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-1303669481884127650?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/1303669481884127650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=1303669481884127650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1303669481884127650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1303669481884127650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/02/decreto-municipal-n-1302-de-15071988.html' title='Decreto Municipal Nº 1.302 de 15/07/1988. Declara imune de corte a &quot;Mangueira&quot; localizada no centro da Rua Salvador Cardoso'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SaBO2w_gr-I/AAAAAAAAAF8/d9ORPFi8EcE/s72-c/HPIM1772.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-5319296676275149448</id><published>2009-01-23T10:31:00.000-08:00</published><updated>2010-04-29T05:10:03.269-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parecer do CEC sobre a restauração da Casa de Pedra do Perletti'/><title type='text'>Parecer do CEC sobre a restauração da Casa de Pedra do Perletti</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXoSUSPk-RI/AAAAAAAAAFM/kLrS4AKKI1U/s1600-h/HPIM0913+mod.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294564451631298834" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXoSUSPk-RI/AAAAAAAAAFM/kLrS4AKKI1U/s320/HPIM0913+mod.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Apesar de ser patrimônio público municipal desde 1994, ter sido descaracterizada pela Prefeitura em 2000 e, em 2003, ser tombada como Patrimônio Cultural do Estado pelo CEC, a CASA DE PEDRA DO PERLETTI ainda aguarda pela sua restauração. Foto: Rogério Frigerio Piva, 11/10/2008.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apresentamos na íntegra o Parecer 001/2008 da Câmara de Patrimônio Arquitetônio, Bens Móveis e Acervos do CEC, apresentado em reunião no dia 06/11/2008, em Vitória, no qual se aprovou a "RESTAURAÇÃO" da Casa de Pedra do Perletti desde que observadas as seguintes indicações:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Câmara de Patrimônio Arquitetônico, Bens Móveis e Acervos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Processo Nº:&lt;br /&gt;42353823, de 29/08/2008&lt;br /&gt;Objeto:&lt;br /&gt;Casa de Pedra, em Nova Venécia&lt;br /&gt;Assunto:&lt;br /&gt;Restauração e intervenção&lt;br /&gt;Data: 18/09/2008&lt;br /&gt;Relator: André Luiz de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Parecer PABMA 001/2008&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos favoráveis à restauração da Casa de Pedra. No entanto, sugerimos observar o que se segue:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na visita ao local, um largo urbano e entroncamento viário, constatamos que só restam as paredes da outrora construção da década de 20 do século passado. As paredes são de estrutura de pedra, entremeadas por argamassa, que foi rebocada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na proposta de uma nova construção próxima a antiga, deverá ser simulada a interferência estética da nova inserção (&lt;strong&gt;Verificar artigo 16, da Lei Estadual 2947/74, de 16 de dezembro de 1974&lt;/strong&gt;). O estacionamento deverá posicionar-se de modo que os veículos estacionados não interfiram na visualização da Casa de Pedra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A restauração deverá permitir a visualização, por parte do visitante, dos materiais utilizados na construção (as pedras). As instalações elétricas devem ficar aparentes, pois não serão iguais às da época da construção. O paisagismo deverá permitir a visão da edificação por parte de quem passa nas ruas que circundam a edificação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Deve-se contratar uma empresa especializada (com notório saber) em restauração de patrimônio histórico.&lt;br /&gt;O anexo deve obedecer à legislação vigente sobre construções novas ao redor de bens arquitetônicos tombados.&lt;br /&gt;A estética (aparência arquitetônica) da construção dos anexos tem que contrastar com a da casa de pedra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Evidenciar as estruturas dos antigos anexos, quando da execução do paisagismo. Verificar aumento na parede, posterior à construção. Talvez tenha sido feito para aumentar a caída do teto. Atenção aos galbos e aos cachorros, na frente da casa. Outro detalhe original: As folhas das portas com verga em arco pleno são almofadadas. O Relatório Técnico GMP 37/2008, de 31/07/2008, da Gerência de Memória e Patrimônio, da SECULT, só menciona folhas tipo ficha. É só observar atentamente as fotos de 1993 a 1999. Já as portas com verga retilínea e a porta maior entre duas janelas, estas sim, possuíam as folhas tipo ficha como descrito no relatório. As demais orientações do relatório também devem ser observadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Stuck Moraes (IHGES), André Malverdes (AARQES), André Luiz de Souza (IAB).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-5319296676275149448?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/5319296676275149448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=5319296676275149448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5319296676275149448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5319296676275149448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/01/parecer-do-cec-sobre-restaurao-da-casa.html' title='Parecer do CEC sobre a restauração da Casa de Pedra do Perletti'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXoSUSPk-RI/AAAAAAAAAFM/kLrS4AKKI1U/s72-c/HPIM0913+mod.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-869058827390017612</id><published>2009-01-14T17:12:00.000-08:00</published><updated>2009-08-03T03:16:41.741-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qual a importância de um Arquivo Público Municipal para Nova Venécia?'/><title type='text'>Qual a importância de um Arquivo Público Municipal para Nova Venécia?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXo3cLoI7LI/AAAAAAAAAFU/a6VNP7lqGZ8/s1600-h/Mensagem+final+de+Florentino+Avidos+-+045.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294605269224451250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXo3cLoI7LI/AAAAAAAAAFU/a6VNP7lqGZ8/s320/Mensagem+final+de+Florentino+Avidos+-+045.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SW6Ytkbz_-I/AAAAAAAAAE8/jpQkVZ9v264/s1600-h/Mensagem+final+de+Florentino+Avidos+-+045.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: MENSAGEM FINAL apresentada pelo Exmo. Snr. Presidente do Estado do Espirito Santo, Dr. Florentino Avidos, ao Congresso Legislativo, a 15 de Junho de 1928. Foto impressa em papel couchê entre as folhas 220 e 221.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta foto apresenta a outrora "Villa" de Nova Venécia em 1925. O objetivo era mos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;trar a "nova" ponte que o Governo do Estado fez construir com pilares &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;de alvenaria de pedra e sobreestrutura de madeira, com cerca de 106 metros de comprimento sobre o rio São Mateus.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagens como esta são preservadas em locais como os Arquivos Públicos. A que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;apresentamos acima, consta em exemplar da referida publicação pertencente ao acervo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo - APEES.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Arquivos Públicos são locais de guarda, preservação, organização, acesso e difusão de acervos documentais, seja de natureza textual, cartográfica, bibliográfica, sonora, filmográfica, iconográfica, micrográfica ou digital.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um Arquivo Público deve albergar, sobretudo, acervos documentais de guarda permanente, ou seja, que já cumpriram a função para a qual foram produzidos e já se observou para eles, o prazo de guarda junto ao produtor/acumulador (no caso de Nova Venécia, as secretarias que compõem a Prefeitura e Câmara de Vereadores do Município).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de acervos provenientes dos poderes executivo e legislativo e mesmo judiciário do municipio, um Arquivo Público pode recolher acervos de natureza privada acumulados por pessoas de relevante importância e destaque para a História local, bem como de instituições e/ou associações privadas que atuem na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A principal meta dos Arquivos Públicos está em preservar os acervos que deverão ser estudados e interpretados para construção da memória institucional do País, Estado ou Município em seus mais diversos aspectos: administrativo, econômico, social, ambiental, religioso e cultural.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O município de Nova Venécia, cuja colonização iniciada em 1870, há aproximadamente 138 anos, somente em 1953 alcançou a emancipação administrativa com a instalação da Prefeitura no ano seguinte (1954). São aproximadamente 54 anos de vida administrativa autônoma, ou seja, meio século de massa documental acumulada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para falar dos anos anteriores à emancipação podemos buscar nossas fontes em documentos arquivados (os que sobreviveram) em São Mateus (nosso município de origem) ou mesmo no Arquivo Público do Estado, em Vitória que guarda preciosos tesouros sobre o passado veneciano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quanto aos últimos cinqüenta anos? Onde estão os documentos produzidos pelo município? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém certamente poderá falar: busque no Arquivo Geral da Prefeitura, vulgarmente conhecido por Arquivo Morto. Mas se o arquivo está morto (se é que foi vivo algum dia) então precisaremos de um médium, haja vista a dificuldade para ter acesso aos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, um arquivo nunca é morto. Ele pode estar desorganizado e, sim, “inativo” devido a esta condição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Lei Orgânica de Nova Venécia de 1990 diz no art. 216 “É livre a consulta aos arquivos da documentação oficial do município”, mas como a lei poderá ser cumprida se não sabemos nem se esses documentos, ou parte deles, ainda resistem em algum depósito da prefeitura. Qual o seu grau de organização? Há alguma organização? Bem, na década de 1990 não havia, disso sou testemunha, mas e hoje?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada Estado da Federação, cada Município do Estado, por força da Lei Federal Ordinária 8.159 de 08 de Janeiro de 1991 deve obrigatoriamente criar por meio de lei municipal o seu Arquivo Público ou Permanente, caso ainda não o possua. Este órgão deverá não apenas zelar pelos documentos ditos “históricos”, mas também, prover a administração municipal de uma política de gestão de documentos, avaliando o que é produzido atualmente pelos órgãos da administração e coordenando de forma lícita, os processos de avaliação da massa documental acumulada de maneira a evitar que se perca tempo preservando documentos que poderiam ser eliminados, enxugando gastos da administração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobretudo, o mais importante é a INFORMAÇÃO e, numa sociedade do conhecimento para qual caminhamos, ter acesso rápido a informação produzida pelas gestões passadas pode evitar equívocos e desperdício do erário público que custa tão caro a nós cidadãos que pagamos impostos o tempo todo. Afinal, o direito do cidadão de ter acesso às informações dos documentos públicos, nos foi garantido pela Constituição de 1988, em vigor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cidadania é outro ponto importante que envolve a existência dos Arquivos Públicos, pois é ali que o cidadão poderá conhecer melhor seu município e a legislação que rege a vida da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem os arquivos (documentos de qualquer natureza: textual, iconográfica...), não há memória (enquanto registro), sem memória não é possível construir uma interpretação sobre nosso passado, a HISTÓRIA, sem História perdemos nossa identidade enquanto povo, sociedade, família, indivíduo. Perdemos o próprio significado da cidadania e do que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É Historiador e Professor de História graduado pela UFES, natural de Nova Venécia, Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e há trabalhado no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo por 10 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: O presente artigo com o título alterado para "&lt;em&gt;Historiador defende a tese que o município de Nova Venécia precisa ter um Arquivo Público para resgate e memória documental&lt;/em&gt;" foi publicado à pág. 03 do jornal "&lt;em&gt;ES Norte Mais&lt;/em&gt;", edição nº 05 de 05/01/2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-869058827390017612?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/869058827390017612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=869058827390017612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/869058827390017612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/869058827390017612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2009/01/qual-importncia-de-um-arquivo-pblico.html' title='Qual a importância de um Arquivo Público Municipal para Nova Venécia?'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXo3cLoI7LI/AAAAAAAAAFU/a6VNP7lqGZ8/s72-c/Mensagem+final+de+Florentino+Avidos+-+045.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-2219334777018239176</id><published>2008-11-19T11:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T09:53:18.506-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='[Um ARQUIVO PERMANENTE não se constrói por acaso]'/><title type='text'>[Um ARQUIVO PERMANENTE não se constrói por acaso]</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SSRyiqufV7I/AAAAAAAAAEc/8Osa9Krflpk/s1600-h/Paulo+Bonino+1968.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270463403840722866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SSRyiqufV7I/AAAAAAAAAEc/8Osa9Krflpk/s320/Paulo+Bonino+1968.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Vista aérea da cidade de Nova Venécia, em 1968, feita por Paulo Bonino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Apesar de ter sido colonizado há mais de 138 anos e possuir uma História &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Administrativa Autônoma com mais de 54 anos, o município de &lt;strong&gt;NOVA VENÉCIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ainda &lt;strong&gt;NÃO POSSUI&lt;/strong&gt; um &lt;strong&gt;ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por &lt;strong&gt;Heloísa Liberalli Bellotto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um arquivo permanente não se constrói por acaso. Não cabe apenas esperar que lhe sejam enviadas amostragens aleatórias. A história não se faz com documentos que nasceram para serem históricos, com documentos que só informem sobre o ponto inicial ou ponto final de algum ato administrativo decisivo. A história se faz com uma infinidade de papéis cotidianos, inclusive com os do dia-a-dia administrativo, além de fontes não-governamentais. As informações rastreadas viabilizarão aos historiadores visões gerais ou parciais da sociedade. De qualquer forma, eles terão de contar com todos os elementos possíveis, não apenas os extraídos dos documentos de efeito, pois estes produziriam imagens distorcidas dos fatos e dos comportamentos. Um arquivo público não pode ser constituído de preciosidades colecionadas, reunidas sem organicidade e sem formar grupos significativos de fundos.&lt;br /&gt;Um arquivo final, permanente ou histórico, é formado por documentos produzidos há mais de 25 ou 30 anos, portanto em “idade histórica”, pelos vários órgãos da administração de um mesmo nível, seja municipal, estadual ou federal. Esses documentos, dentro de seus níveis administrativos, guardam entre si relações orgânicas que devem ser obrigatoriamente respeitadas.&lt;br /&gt;O documento de arquivo só tem sentido se relacionado ao meio que o produziu. Seu conjunto tem de retratar a infra-estrutura e as funções do órgão gerador. Reflete, em outras palavras, suas atividades-meio e suas atividades-fim. Esta é a base da teoria de fundos. Ela é que preside a organização dos arquivos permanentes.&lt;br /&gt;O fundo de arquivo compreende os documentos gerados e/ou recolhidos por uma entidade pública ou privada que são necessários a sua criação, ao seu funcionamento e ao exercício das atividades que justificam sua existência. Por isso, os documentos de uma determinada unidade administrativa não devem ser separados para efeitos de organização sob nenhum pretexto. Exclui-se, assim, o sentido de coleção: documentos reunidos obedecendo a critérios científicos, artísticos, de entretenimento ou quaisquer outros que não os funcionais/administrativos.&lt;br /&gt;O fator norteador da constituição de um fundo é o principio da proveniência: a origem do documento em um dado órgão gerador e o que ele representa, no momento de sua criação, como instrumento que possibilitará a consecução de uma atividade dentro de uma função, que cabe ao referido órgão gerador no contexto administrativo no qual atua, ou que provará o cumprimento de atividade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de BELLOTTO, Heloísa Liberalli. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Arquivos Permanentes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Tratamento documental. 2. ed. rev. e amp. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. Cap. 1 Da administração a história: ciclo vital dos documentos e função arquivística. pág. 27-28. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-2219334777018239176?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/2219334777018239176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=2219334777018239176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/2219334777018239176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/2219334777018239176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/11/um-arquivo-permanente-no-se-constri-por.html' title='[Um ARQUIVO PERMANENTE não se constrói por acaso]'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SSRyiqufV7I/AAAAAAAAAEc/8Osa9Krflpk/s72-c/Paulo+Bonino+1968.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-313262430191350409</id><published>2008-10-02T18:34:00.000-07:00</published><updated>2008-11-22T09:52:44.324-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Que bens culturais [edificados] devem ser preservados?'/><title type='text'>Que bens culturais [edificados] devem ser preservados?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O texto abaixo foi transcrito do:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espírito Santo, Governo do Estado do. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Guia da Preservação do Patrimônio Cultural&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Secretaria de Estado da Cultura : Vitória, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Portanto, pedimos a devida licença a Secretaria de Estado da Cultura do ES para difundir os textos deste exelente instrumento que certamente nos auxiliará, indicando o caminho correto a ser seguido na preservação de nosso Patrimônio Cultural em especial ao EDIFICADO ou ARQUITETÔNICO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Que bens culturais [edificados] devem ser preservados?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqueles caracterizados por sua exemplaridade e representatividade, bem como aqueles que concorrem para a manutenção de conjuntos ou ambiências.&lt;br /&gt;Um mesmo bem cultural pode ser qualificado por um conjunto diferenciado de significados. Contudo, para efeito de sua identificação, destaca-se uma série de valores considerados por permitirem uma interpretação expressiva e representativa dos quadros social, histórico e físico aos quais um bem pode estar referido ou ser referência. São eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor histórico&lt;/strong&gt;: atribuído a um bem patrimonial testemunho de acontecimentos de uma época e de um sítio determinado;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor de autenticidade&lt;/strong&gt;: correspondente à expressão formal que caracteriza uma época, considerando o contexto, o modo de vida e a cultura da região;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor associativo e testemunhal&lt;/strong&gt;: deve ser avaliado com base nos acontecimentos importantes sucedidos em um imóvel ou setor, que marcam uma época;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor arquitetônico&lt;/strong&gt;: associado a um bem patrimonial, manifesta com clareza o caráter com que é concebido, correspondendo à forma, à função e levando em consideração que o repertório formal, a espacialidade, as formas construtivas e os materiais não tenham sido alterados a ponto de desvirtuar seu significado e leitura;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor tecnológico&lt;/strong&gt;: se manifesta nos sistemas construtivos, elementos representativos ou avanços tecnológicos de uma época determinada;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor de antigüidade&lt;/strong&gt;: é o valor adquirido pelo bem patrimonial, isolado ou em conjunto, com o transcorrer dos anos e as circunstâncias econômicas e sociais à época em que o bem foi concebido;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Valor cultural&lt;/strong&gt;: atribuído ao Patrimônio Cultural das cidades, articula “elementos formadores da identidade de determinado lugar, relacionando o patrimônio arquitetônico, o traçado urbano, a paisagem da cidade como um todo, os seus valores históricos, sociais, culturais, técnicos, formais, afetivos e as inter-relações entre eles”.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-313262430191350409?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/313262430191350409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=313262430191350409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/313262430191350409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/313262430191350409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/10/que-bens-culturais-edificados-devem-ser.html' title='Que bens culturais [edificados] devem ser preservados?'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-4519729424862224940</id><published>2008-09-21T07:33:00.000-07:00</published><updated>2009-01-23T14:20:18.581-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lei nº 2.514/2001 - Criou o Coselho Municipal de Cultura de Nova Venécia'/><title type='text'>Lei nº 2.514/2001 - Criou o Coselho Municipal de Cultura de Nova Venécia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXo_1QPUyXI/AAAAAAAAAFk/ML8qp20Q4BQ/s1600-h/Manoel+Henrique+Martins+1993.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294614496052300146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXo_1QPUyXI/AAAAAAAAAFk/ML8qp20Q4BQ/s320/Manoel+Henrique+Martins+1993.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Vista aérea da cidade de Nova Venécia em 1993 feita por Manoel Henrique Martins [Fotomat Studio].&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há quinze anos atrás nosso Patrimônio Cultural era muito mais rico, mas apesar das perdas, muito permaneceu e devemos lutar para que seja preservado de forma adequada. A presença e funcionamento de um Conselho Municipal de Cultura poderá garantir isso para as gerações futuras.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Segue abaixo, na íntegra, a lei que criou o Conselho de Cultura Veneciano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LEI Nº. 2.514, DE 19 DE OUTUBRO DE 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INSTITUI O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE NOVA VENÉCIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Prefeito do Município de Nova Venécia.&lt;br /&gt;Faço saber que a Câmara Municipal APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1º - Fica criado o Conselho Municipal de Cultura que formulará, controlará e fiscalizará a política e as ações municipais de cultura, obedecidos os termos da Lei Orgânica do Município de Nova Venécia-ES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 2º - Compete ao Conselho Municipal de Cultura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - Propor diretrizes e prioridades para uma política pública voltada para a democratização da cultura;&lt;br /&gt;II - Colaborar com o órgão competente, da administração municipal, na elaboração e instrumentalização das políticas, programas, da cultura;&lt;br /&gt;III - Aprovar o Plano Municipal de Cultura que deverá seguir as diretrizes e metas básicas dos planos estadual e nacional de desenvolvimento da cultura;&lt;br /&gt;IV - Zelar pelo cumprimento das diretrizes e bases fixadas pela legislação federal, estadual e municipal e pelas disposições e normas que forem baixadas pelos Conselho Nacional, Conselho Estadual e Conselho Municipal de Cultura;&lt;br /&gt;V - Acompanhar a aplicação dos recursos federais, estaduais e municipais destinados a Cultura;&lt;br /&gt;VI - Emitir pareceres, quando solicitado, sobre assuntos e questões pertinentes a cultura, bem como sobre convênios, acordos e contratos que o executivo municipal pretenda celebrar;&lt;br /&gt;VII - Convocar os segmentos organizados da cultura do município, ordinariamente, no mínimo, 2 (duas) vezes por ano para avaliar as ações da política cultural do município;&lt;br /&gt;VIII - Elaborar e, quando necessário, reformular o seu Regimento Interno;&lt;br /&gt;IX - Propor e/ou adotar modificações e medidas que visem a expansão e a melhoria da qualidade técnico-cultural municipal;&lt;br /&gt;X - Manter intercâmbio com os Conselhos de Cultura, Estaduais e Federal e com organizações nacionais e internacionais que possam contribuir para o desenvolvimento da política cultural do município;&lt;br /&gt;XI - Declarar a vacância do mandato de conselheiro nos termos da presente Lei;&lt;br /&gt;XII - Apreciar relatórios mensais e anuais do órgão municipal da cultura;&lt;br /&gt;XIII - Fiscalizar o desempenho do setor municipal de cultura, tendo em vista as diretrizes e políticas estabelecidas e os resultados alcançados;&lt;br /&gt;XIV - Opinar sobre o funcionamento da área cultural do município;&lt;br /&gt;XV - Apoiar ações que visem aperfeiçoar e qualificar os profissionais da área;&lt;br /&gt;XVI - Garantir junto ao setor competente do município a incrementação de atividades culturais nas diversas modalidades e categorias, inclusive para o idoso e portadores de deficiência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 3º - Fica criado o Fundo Especial de Cultura para manutenção das atividades culturais com recursos provenientes de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - Verba orçamentária específica a ser destinada no orçamento municipal;&lt;br /&gt;II - Outros recursos municipal, estadual e federal, destinados a Cultura; e&lt;br /&gt;III - Doações.&lt;br /&gt;§ 1º. A Prefeitura de Nova Venécia-ES deverá incluir no Orçamento municipal, um percentual de sua receita destinados a custear atividades culturais a serem promovidas pelo Departamento de Cultura.&lt;br /&gt;§ 2º. Os recursos captados pelo Fundo Especial de Cultura, conforme caput deste artigo, serão destinados a atividades culturais recreativas e de lazer que atendam as necessidades da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 4º - Os recursos recebidos pela Prefeitura de Nova Venécia destinados ao Desporto Educacional Comunitário, serão notificados ao Conselho de Cultura no prazo de 05 (cinco) dias a partir da data do seu recebimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 5º - O Conselho Municipal de Cultura, será composto por 9 (nove) membros efetivos e suplentes, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - um representante do Poder Executivo;&lt;br /&gt;II - um representante do CDL;&lt;br /&gt;III - um representante da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto;&lt;br /&gt;IV - um representante dos professores de História;&lt;br /&gt;V - um representante de Teatro, Circo e Ópera;&lt;br /&gt;VI - um representante de Música e Dança;&lt;br /&gt;VII - um representante da área de Artesanato;&lt;br /&gt;VIII - um representante da área de literatura;&lt;br /&gt;IX - um representante do Folclore, capoeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º. Os Conselheiros e seus respectivos suplentes serão eleitos pelo voto direto e secreto dos membros da entidade a que pertencerem, após convocação específica para esse fim, para um mandato de 02 (dois) anos, permitida a recondução por uma única vez.&lt;br /&gt;§ 2º. Não estarão sujeitos à eleição prevista no parágrafo anterior, os membros do Conselho a serem indicados pelo Executivo e Legislativo Municipal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;§ 3º. Competirá ainda ao Conselho Municipal de Cultura, homologado pelo Chefe do Poder Executivo Municipal, o tombamento de todos os bens e patrimônios culturais, contemporâneos, históricos e ecológicos do município de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;§ 4º. Ocorrendo impedimento ou afastamento definitivo do membro titular, o suplente assumirá automaticamente para completar o mandato.&lt;br /&gt;§ 5º. Nos casos de afastamento do membro titular e do respectivo suplente, haverá indicação pela entidade representativa de novos membros, após a eleição na forma prevista nesta Lei.&lt;br /&gt;§ 6º. Em caso de afastamento temporário do membro titular, assumirá o suplente enquanto durar o seu impedimento.&lt;br /&gt;§ 7º. Só poderão integrar o Conselho de Cultura as pessoas residentes no Município de Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 6º - O Conselho Municipal de Cultura, terá um presidente e um vice-presidente eleitos através do voto direto e secreto, dentre seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 7º - O Conselho Municipal de Cultura poderá atuar supletivamente, na sua área de competência estabelecendo normas que não colidam com as diretrizes do Conselho Regional de Cultura através de convênios específicos de cooperação firmados com órgãos municipais, estaduais e federais.&lt;br /&gt;Art. 8º - O Conselho Municipal de Cultura terá sua organização e o seu funcionamento regulamentados através de seu Regimento Interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 9º - O Conselho Municipal de Cultura, terá como apoio técnico-administrativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - Um corpo de assessores técnicos, exercido por especialistas licenciados em assunto de cultura;&lt;br /&gt;II - Uma secretária executiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 10 - O Conselho Municipal de Cultura reunir-se-á com a presença de no mínimo a maioria absoluta de seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo Único - Nas deliberações do Conselho Municipal de Cultura, o presidente somente terá voto para efeito de desempate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 11 - As decisões do Conselho Municipal de Cultura serão tomadas em forma de Resoluções e Pareceres, que serão numerados e arquivados pela secretaria para consultas posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 12 - As funções dos membros do Conselho Municipal de Cultura serão exercidas gratuitamente e consideradas de relevante interesse social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 13 - As entidades representativas previstas no artigo 5º, terão prazo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da data de publicação desta Lei, para elegerem e apresentarem os seus representantes à Administração Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 14 - O Conselho Municipal de Cultura elaborará o seu Regimento Interno no prazo de 90 (noventa) dias, contados a partir da data de publicação desta Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 15 - O Conselho Municipal de Cultura elaborará e encaminhará à administração municipal um termo correspondente ao pessoal de apoio necessário ao desempenho de suas funções no prazo de 60 (sessenta) dias, após a publicação desta Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 16 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 17 - Revogam-se às disposições em contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE.&lt;br /&gt;Gabinete do Prefeito do Município de Nova Venécia, estado do Espírito Santo, aos 19 dias do mês de outubro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADELSON ANTÔNIO SALVADOR&lt;br /&gt;PREFEITO DE NOVA VENÉCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Aprovada na Sessão de 16/10/2001 da Câmara Municipal de Nova Venécia (ES). Publicada na edição do dia 10/11/2001 do jornal "Folha do Estado" à página 03.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-4519729424862224940?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/4519729424862224940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=4519729424862224940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/4519729424862224940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/4519729424862224940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/09/lei-n-25142001-criou-o-coselho.html' title='Lei nº 2.514/2001 - Criou o Coselho Municipal de Cultura de Nova Venécia'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SXo_1QPUyXI/AAAAAAAAAFk/ML8qp20Q4BQ/s72-c/Manoel+Henrique+Martins+1993.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-5595362847276593406</id><published>2008-09-12T14:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:56:13.633-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Casa de Pedra do Perletti'/><title type='text'>A Casa de Pedra do Perletti</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SMrmLxTOVZI/AAAAAAAAADM/j4q3Dbamc1I/s1600-h/f02+Cilmar+Franceschetto+1993.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245257805913281938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SMrmLxTOVZI/AAAAAAAAADM/j4q3Dbamc1I/s320/f02+Cilmar+Franceschetto+1993.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;A Casa de Pedra fotografada por Cilmar Franceschetto em 1993 quando, apesar da avançada deterioração, ainda conservava suas principais caraterísticas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 1920 foi representativa para o desenvolvimento do Estado do Espírito Santo, com a realização de grandes obras nas áreas de transporte e viação públicas. Em especial, na gestão do Presidente do Estado Florentino Avidos. Nesse contexto de progresso, inserimos o Patrimônio Cultural Arquitetônico do Estado do qual trataremos nestas breves linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada na cidade de Nova Venécia, centro geográfico do norte do Estado, a “Casa de Pedra do Perletti” constitui-se de uma edificação com quatro paredes portantes em alvenaria de pedras brutas a vista. Em suas fachadas principais possuía portas e janelas de duas folhas encimadas por bandeiras de arco pleno vazado, sempre em madeira, intencionando imitar um gradil de ferro com seus recortes em serra-de-fita. A cobertura de duas águas era singular para a região por possuir telhas tipo francesas feitas em argamassa de cimento, impermeabilizadas com nata do mesmo material, na cor vermelho-xadrez. Segundo conta-se, essas telhas chegaram de navio a São Mateus, de onde foram transportadas para Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beiral era bem curto, quase inexistente, seguindo a tradição italiana, e possuía um acabamento com “galbo” sustentado por “cachorros” rústicos aparentes sem torneamento na fachada principal onde havia somente duas portas. Já os anexos possuíam portas de duas folhas com verga retilínea, enquanto as respectivas coberturas diferiam, sendo a do fundo, um prolongamento da água principal, complementada com telhas tipo francesa de cerâmica. O anexo lateral mantinha as mesmas duas águas do corpo principal, porém este um pouco mais baixo e possuindo telhas tipo colonial (capa-canal), popularmente conhecidas na região como “cumbuca” feitas de cerâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa de Pedra, construída entre 1925-1928 para abrigar “casa de máquina de pilar café a vapor” e “venda de secos e molhados” teve como seu primeiro proprietário o italiano Battista Perletti, cuja biografia ainda carece de maiores informações. Sabe-se que este comerciante veio para a antiga “Barracão” (nome pelo qual a vila de Nova Venécia foi popularmente conhecida na primeira metade do século XX) na época da construção pelo Estado da extinta “Estrada de Ferro São Matheus”, ligação entre a cidade do mesmo nome e Nova Venécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1930 a edificação foi arrendada por diversos comerciantes locais, dos quais destacamos o Sr. Salvador Cardoso e o Sr. Manoel Papazanak. Entre o final dos anos 1930 e o início de 1940 o alagoano Sr. Waldemar de Oliveira tornou-se proprietário do imóvel. Neste período foram construídos anexos nos fundos e em uma das laterais, em alvenaria de tijolos, cujas fundações em pedra, do anexo lateral, ainda marcam a sua localização e, provavelmente, remontam ao tempo do Battista Perletti. Na área situada ao fundo da edificação ainda é possível observar um fragmento do muro de pedra que circundava todo terreno ao fundo da edificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as décadas de 1960-1970 também funcionou no local uma oficina mecânica e uma fábrica de bebidas alcoólicas, das quais, alguns ainda se lembram dos nomes: “Fogo Capixaba” e “Fogo Mineiro”. Sabe-se que o rótulo trazia estampado um desenho da própria Casa de Pedra.&lt;br /&gt;Na década de 1980, o imóvel ficou fechado e entrou em processo de deterioração. Neste momento tem início a campanha por sua preservação, quando o “Movimento Cultural de Nova Venécia” propõe a criação de um “Museu da História Veneciana” que seria ali instalado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245258831743740370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SMrnHe0Q6dI/AAAAAAAAADU/-VG5ZrNjSXE/s320/f03+Cilmar+Franceschetto+1993.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Outra perspectiva da edificação em 1993 ainda pelas lentes do fotógrafo Cilmar Franceschetto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1994, por meio do decreto municipal nº 2.176/94, a Prefeitura desapropriou o imóvel dos herdeiros do Sr. Waldemar de Oliveira para transformá-lo num “Centro de Memória” abrangendo Museu, Biblioteca e Arquivo Municipal. No ano de 1996 foi contratado um projeto de restauração que, infelizmente, não saiu do papel. Na mesma época registra-se o desabamento parcial do telhado. Em 1999, por meio do processo nº 20/99-CEC, iniciou-se o tombamento do imóvel, cuja resolução do Conselho Estadual de Cultura nº 01/2003, inscrita no Livro do Tombo Histórico sob o nº 189, às Folhas 31v e 32, foi publicada no Diário Oficial em 12/03/2003.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O imóvel sofreu, durante o processo de tombamento, forte descaracterização devido a uma “reforma” promovida pela prefeitura no ano de 2000, sem o consentimento e acompanhamento do CEC. Nessa ocasião demoliram o anexo dos fundos e desapareceram com as poucas esquadrias de madeira originais ainda restantes. Além disso, reconstruíram a cobertura com características diferentes da original e ergueram paredes internas de lajotas, até então inexistentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atualmente, a Prefeitura de Nova Venécia, proprietária do imóvel, captou financiamento federal para a restauração que, ressaltamos, deverá recuperar todos os detalhes arquitetônicos do imóvel, por tratar-se de um bem tombado em resolução estadual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A edificação é um raro exemplar da arquitetura popular da imigração italiana, em alvenaria de pedra, no município de Nova Venécia e um dos últimos imóveis da primeira metade do século XX, remanescente no centro da cidade, e que atesta a evolução urbana da mesma. A Casa de Pedra do Perletti remonta ao tempo em que, a outrora “Vila de Nova Venécia”, então conhecida por “Barracão”, foi alcançada pelos trilhos da extinta “Estrada de Ferro São Matheus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rogério Frigerio Piva&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Historiador, natural de Nova Venécia e Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Uma versão resumida deste artigo, com o título “A Casa de Pedra de Nova Venécia” foi publicada na seção “Tribuna Livre” do jornal “A Tribuna” à página 25 da edição nº 22.825 do dia 12/09/2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-5595362847276593406?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/5595362847276593406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=5595362847276593406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5595362847276593406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/5595362847276593406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/09/casa-de-pedra-do-perletti.html' title='A Casa de Pedra do Perletti'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SMrmLxTOVZI/AAAAAAAAADM/j4q3Dbamc1I/s72-c/f02+Cilmar+Franceschetto+1993.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-6158395806496033543</id><published>2008-08-25T03:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:54:48.099-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Mangueira da Rua Salvador Cardoso'/><title type='text'>A Mangueira da Rua Salvador Cardoso</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SLK9p0GLryI/AAAAAAAAAC8/HkNp5lOSfhg/s1600-h/arvore+nova+venecia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238457842642169634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SLK9p0GLryI/AAAAAAAAAC8/HkNp5lOSfhg/s320/arvore+nova+venecia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;strong&gt;A Mangueira em 1988, conforme foto publicada à época no jornal "Folha do Estado". A esquerda a centenária Casa do Salvador Cardoso (a mais antiga ainda existente em Nova Venécia)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Árvore Protegida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existe no centro da cidade de Nova Venécia um patrimônio natural paisagístico de interesse histórico, tombado a nível municipal pelo Decreto 1.302 de 15 de Julho de 1988.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio que seja do desconhecimento de muitos, principalmente dos mais novos. Até o presente momento, não identificamos outro município capixaba que tivesse promovido o tombamento (como medida de proteção/preservação) de uma árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que este fato tenha caído no esquecimento, pois deveria ser amplamente divulgado e motivo de orgulho para os venecianos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue abaixo, na íntegra, uma “matéria paga” pela prefeitura municipal publicada no jornal FOLHA DO ESTADO nº 62 de 30 de Julho de 1988, página 03, onde se divulgou o Decreto de tombamento da mangueira. Felizmente esta iniciativa logrou êxito, e hoje, ainda temos o belo pé de manga, esquecido em sua majestade, mas preservado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Adelson decreta tombamento de árvore preservando as belezas e a história do município&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;No último dia 15, através do Decreto 1.302, o prefeito Adelson Salvador executou o tombamento da mangueira localizada no centro da rua Salvador Cardoso, em atendimento à necessidade de preservação por motivos de beleza e valor histórico.&lt;br /&gt;A árvore foi plantada em 8 de outubro de 1915, pelo saudoso Salvador Cardoso, na data de nascimento de seu filho Romeu Cardoso, família que ao longo dos anos contribuiu e vem contribuindo de forma significativa para o crescimento de Nova Venécia.&lt;br /&gt;Em três ocasiões a mangueira, que agora é um patrimônio ecológico paisagístico do município, correu riscos de ser derrubada: duas promovidas pela Cesan, que alegava a necessidade de seu corte para fazer a rede de água. A terceira aconteceu no calçamento da rua. Em todas as ocasiões Fausto Cardoso se colocou contrário à medida, permitindo assim a sua existência, que agora está assegurada e livre de quaisquer tentativas de derrubada, com o Decreto assinado pelo prefeito Adelson Antonio Salvador, que tem se preocupado sobremaneira com o patrimônio ecológico, artístico e cultural do município, destacando-se também nessa área em relação aos governantes anteriores.&lt;br /&gt;A responsabilidade legal pela preservação do patrimônio é de competência do Departamento de Urbanismo da Prefeitura – Deurb. Mas Adelson Salvador lembra que toda a comunidade pode e deve contribuir para a sua conservação, por ser o patrimônio de grande beleza e incalculável valor histórico.&lt;br /&gt;As atividades que o chefe do executivo de Nova Venécia vem tomando no sentido de recuperar e resgatar a identidade cultural do município, são de enorme significado para que se mantenha viva a chama que se acendeu nas mentes da juventude veneciana, em torno da questão. São ainda exemplos que devem ser seguidos por outros administradores do Estados e do País que têm demonstrado descaso para com o assunto.&lt;br /&gt;O tempo se encarregará de mostrar e destacar a validade de tais medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefeitura Municipal de Nova Venécia&lt;br /&gt;Por uma administração comunitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equipe de Governo&lt;br /&gt;Adelson Antonio Salvador&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2005 - 90 anos não lembrados!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2005 a frondosa árvore completou 90 anos. Infelizmente niguém lembrou, como também não devem lembrar do seu "Decreto de Tombamento".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela viu a cidade crescer de um local privilegiado onde tudo começou. Foi próximo dali que o Dr. Antunico Neves construiu o BARRACÃO que abrigou os últimos imigrantes que chegaram ao Núcleo Colonial de Nova Venécia, por ele fundado em 1892. O local hoje abriga a Clínica do Dr. Vicente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por último mas não menos importante, devemos lembrar que, fica diante desta quase centenária árvore a mais antiga casa que restou em Nova Venécia, a Casa do Sr. Salvador Cardoso, descendente de tradicional família mateense e de grande importância política nos primórdios do município.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só para se ter noção da antiguidade do imóvel, sabemos que o italiano Giovanni Emilio Frisiero (hoje Frigerio), contraiu matrimônio nesta casa com uma filha de cearenses, Sra. Conceição Firmino da Costa, no ano de 1911. O Salvador Cardoso, nesta época, era juíz de paz e sacramentava as cerimônias civis em sua residência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sugestões para a Administração Municipal.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Administração do Municipio de Nova Venécia vem cuidando da frondosa árvore que, nesta época do ano, fica apinhada de flores como que anunciando que em breve estará carregada de doces frutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostariamos de deixar registradas algumas sugestões. Esta árvore é um ponto turístico da cidade e como tal deve ser valorizada e divulgada. O fato dela existir, nos dias de hoje, no centro de uma cidade dinâmica como Nova Venécia, por si só, significa uma grande vitória pela preservação ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deve-se retirar o latão de lixo que repousa ao lado da árvore, maculando a visão de quem a contempla. Além disso, muito importante, será a colocação uma placa próxima à árvore sinalizando que ela é protegida por lei e que é testemunho da evolução urbana da cidade. Para finalizar um novo canteiro com um belo jardim poderá ser construído em volta da mesma valorizando e protegendo seu tronco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na cultura dos antigos indígenas botocudos, as árvores possuiam um significado muito especial, fato atestado por etnólogos e historiadores. Membros da família Cardoso registram que a sombra da mangueira era local de repouso e descanço para os nossos indígenas, quando passavam por "Barracão" (Nova Venécia).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali se alimentavam de seus frutos e honravam a mãe natureza. Por isso que o Projeto Pip-Nuk tomou como símbolo esta árvore que por si só representa a vida. Vida que queremos para toda população e para nosso meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-6158395806496033543?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/6158395806496033543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=6158395806496033543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6158395806496033543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/6158395806496033543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/08/mangueira-da-rua-salvador-cardoso.html' title='A Mangueira da Rua Salvador Cardoso'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SLK9p0GLryI/AAAAAAAAAC8/HkNp5lOSfhg/s72-c/arvore+nova+venecia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-3769162950049951647</id><published>2008-06-08T12:05:00.000-07:00</published><updated>2008-11-22T09:49:22.632-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma vez o &quot;Casarão dos Escravos&quot;'/><title type='text'>Era uma vez o "Casarão dos Escravos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SLLDbCMqIyI/AAAAAAAAADE/yfCOZaBOUU0/s1600-h/Sede+da+Fazenda+Serra+dos+Aymor%C3%A9s.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238464185799156514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SLLDbCMqIyI/AAAAAAAAADE/yfCOZaBOUU0/s320/Sede+da+Fazenda+Serra+dos+Aymor%C3%A9s.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para quem não "conheceu", a edificação retratada nesta foto feita em fins da década de 1950, era a casa-grande, sede da antiga &lt;em&gt;Fazenda da Serra dos Aymorés&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fazenda foi instalada entre 1870-1873 pelo major Antônio Rodrigues da Cunha (mais tarde agraciado com o título de Barão de Aymorés) para produção de café, cereais e gado, no que então fazia parte do "sertão" do município de São Mateus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Considerada marco zero da colonização do braço sul do rio São Mateus ou Cricaré (região que abrage o município de Nova Venécia) todos conheciam-na melhor com o nome pelo qual foi popularmente batizada, "&lt;em&gt;Casarão dos Escravos&lt;/em&gt;", uma referência a mão-de-obra escrava utilizada em sua construção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar do "Movimento Cultural de Nova Venécia" ter iniciado uma campanha para sua preservação/restauração por volta de 1981 e de ter sido aberto um processo de tombamento no Conselho Estadual de Cultura em 1984, esta sede típica de fazenda, exemplar raro da arquitetura rural de fins século XIX em nosso Estado, agora só existe na memória de quem a conheceu ou em fotografias que já vão ficando amarelas pela ação destruidora do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Situava-se na localidade de "Serra de Baixo" dentro da Área de Proteção Ambiental da Pedra do Elefante, onde ainda existem uns poucos vestígios de sua presença, estes fadados a desaparecer se não houver alguma intervenção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdeu-se este patrimônio arquitetônico devido a inércia dos governos (federal, estadual e principalmente municipal) e da sociedade (brasileira, capixaba e principalmente veneciana), um verdadeiro descaso com nossa memória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar desta conjuntura negativa este monumento, desaparecido, já se enraizou no imaginário da população e, mesmo extinto, continua sendo símbolo da luta pela preservação cultural em Nova Venécia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-3769162950049951647?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/3769162950049951647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=3769162950049951647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3769162950049951647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/3769162950049951647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/06/era-uma-vez-o-casaro-dos-escravos.html' title='Era uma vez o &quot;Casarão dos Escravos&quot;'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SLLDbCMqIyI/AAAAAAAAADE/yfCOZaBOUU0/s72-c/Sede+da+Fazenda+Serra+dos+Aymor%C3%A9s.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1656445903094671443.post-1490127494726318028</id><published>2008-05-31T05:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T03:17:55.715-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='200 anos de guerra contra botocudos'/><title type='text'>200 anos da guerra contra os botocudos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SX7SA46hYeI/AAAAAAAAAF0/Hm6bmxyCJOk/s1600-h/Familia_botocudo+pelo+PrÃ&amp;shy;ncipe+Maximiliano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295901124553957858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SX7SA46hYeI/AAAAAAAAAF0/Hm6bmxyCJOk/s320/Familia_botocudo+pelo+Pr%C3%ADncipe+Maximiliano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Família de índios botocudos atravessando um rio" Autor: pintura:Maximilian von Wied-Neuwied. Data: 1815-1817. Fonte: Livro "Viagem ao Brasil" do príncipe Maximilian von Wied-Neuwied publicado originalmente em 1820.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por &lt;strong&gt;Sérgio Danilo Pena&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Regina Horta Duarte&lt;/strong&gt;* &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dois eventos importantes da história brasileira ocorreram no dia 13 de maio. O mais famoso e justamente festejado ocorreu em 1888: a assinatura, pela princesa Isabel, da Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil. O outro, bem menos conhecido, aconteceu 80 anos antes e também envolveu um príncipe, mas não é nenhuma causa para comemoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 13 de maio de 1808, exatamente há 200 anos, o príncipe regente dom João (bisavô da princesa Isabel) assinou uma carta régia mandando "fazer guerra aos índios botocudos". O que levou dom João, que fugira de um conflito europeu, a iniciar uma nova guerra quase imediatamente após chegar ao Brasil? Quem eram os botocudos, percebidos como ameaçadores ao ponto de motivarem uma guerra contra eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome "botocudo", derrogatório e ofensivo, foi dado pelos portugueses a diversos povos histórica e geneticamente heterogêneos do grupo lingüístico macro-jê que habitavam o nordeste de Minas Gerais, o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Em comum, tinham o hábito de usar discos de madeira no lábio inferior e nos lóbulos das orelhas para expandi-los de forma peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rolhas dos barris de vinho português eram chamadas botoques – origem do cognome botocudos. Nômades e caçadores-coletores, caracterizavam-se por extrema belicosidade. Os botocudos não toleravam a presença dos lusos invasores e usavam táticas de guerrilha para atacar fazendas, matar colonos e aterrorizar todos os que se aproximassem de seus territórios. A carta régia os acusa de "praticar as mais horríveis e atrozes cenas da mais bárbara antropofagia, ora assassinando os portugueses e os índios mansos por meio de feridas, de que sorvem depois o sangue, ora dilacerando os corpos e comendo os seus tristes restos". Hoje, a maioria dos estudiosos acreditam que esse canibalismo pode nunca ter ocorrido. Por que a guerra contra eles? Pelo domínio do território que ocupavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a exaustão crescente dos depósitos auríferos em Minas Gerais, os portugueses se voltavam para a exploração da terra no interior do país. A chegada de dom João agudizou a situação: eram necessários víveres para alimentar a corte e estradas para transportá-los. Surgiram, assim, novos impulsos para a expansão das fronteiras da civilização. As terras brutas do nordeste de Minas, então cobertas de mata atlântica verdejante, eram o alvo e o prêmio, mas elas também abrigavam os irredutíveis botocudos. De certa maneira, e com alguma liberdade de comparação, o nordeste de Minas era então o que a Amazônia é nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, os portugueses venceram a guerra, usando pólvora e aço. Os índios que sobreviviam eram escravizados. Também foram usadas armas biológicas -roupas e cobertores impregnados de vírus de varíola eram deixados na floresta para uso e contaminação dos índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu o barão Johann Jakob von Tschudi, naturalista suíço que visitou a região por volta de 1860: "Os portugueses adotaram os meios mais infames para atingir esse objetivo. [...] Nenhuma nação européia se rebaixou tanto para manchar seu nome e sua honra como Portugal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele adiciona: "Nos últimos tempos, apesar de já existir uma Constituição brasileira, que, infelizmente, tem sido implementada de forma muito precária, a guerra de destruição contra os índios na província de Minas Gerais ainda continua".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os botocudos não existem mais. Seus descendentes, os índios krenak, somam poucas centenas de indivíduos. Tampouco há florestas verdejantes no nordeste de Minas. Predomina o semi-árido e a região é uma das mais pobres do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina a sabedoria popular que quem ignora sua história está condenado a repetir os mesmos erros. A guerra contra os botocudos é um episódio importante da nossa história, com mensagens relevantes para a moderna sociedade brasileira. Assim, no dia 13 de maio, ao celebrar a abolição da escravatura pela princesa Isabel, também devemos nos lembrar da carta régia de seu bisavô, o futuro dom João 6º, que perseguiu, escravizou e matou botocudos, levando à virtual extinção de um conjunto de bravos povos indígenas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Extraído do jornal "Folha de São Paulo" de 13 de maio de 2008, coluna OPINIÃO, escrita por SÉRGIO DANILO PENA e REGINA HORTA DUARTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.fcaa.com.br/sitenovo/noticias/lernoticia.asp?retorno=listamaisnoticias.asp&amp;amp;cd_noticia=278"&gt;http://www.fcaa.com.br/sitenovo/noticias/lernoticia.asp?retorno=listamaisnoticias.asp&amp;amp;cd_noticia=278&lt;/a&gt; acessado em 31/05/2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1656445903094671443-1490127494726318028?l=projetopipnuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/feeds/1490127494726318028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1656445903094671443&amp;postID=1490127494726318028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1490127494726318028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1656445903094671443/posts/default/1490127494726318028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetopipnuk.blogspot.com/2008/05/200-anos-da-guerra-contra-os-botocudos.html' title='200 anos da guerra contra os botocudos'/><author><name>Rogério Frigerio D. Piva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08844958764683798048</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SS1CGSeD_OI/AAAAAAAAAEk/q7A3oiFYEHA/S220/HPIM0550.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5MXructzKk/SX7SA46hYeI/AAAAAAAAAF0/Hm6bmxyCJOk/s72-c/Familia_botocudo+pelo+Pr%C3%ADncipe+Maximiliano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
